Região =>Caracterização Ambiental => Vegetação

O Parque Estadual da Serra do Rola-Moça (PESRM) situa-se na porção sul da Cadeia do Espinhaço, região de contato entre os biomas Cerrado e Mata Atlântica. Esses dois biomas são considerados regiões de megadiversidade (hotspots) e, devido ao grau de ameaça a que estiveram ou estão sujeitos, têm sido foco de ações para conservação de sua biodiversidade. Em termos de paisagem, predominam no PESRM as formações campestres, seguidas das formações savânicas e florestais, que muitas vezes se sucedem de forma gradual. É importante mencionar que, apesar da relativa uniformidade de grandes extensões da paisagem, a vegetação encontrada no PESRM é florística e estruturalmente bastante complexa. Isso se deve fundamentalmente à origem peculiar de sua flora, com influência de diferentes formações vegetacionais, e a fatores abióticos como a hidrologia, o relevo, os solos e o clima.

O PESRM é drenado por cursos d'água de duas sub-bacias hidrográficas, a do rio das Velhas e a do Paraopeba, possui solos de origens variadas e condições climáticas influenciadas por um gradiente altitudinal que vai de 1000 a 1430 m. Segundo os mapas da Vegetação do Brasil (IBGE, 1993) e da Cobertura Vegetal e Uso do Solo do Estado de Minas Gerais (IEF, 1994), que utilizaram para fins de mapeamento um sistema fisionômico-ecológico e a classificação adaptada a um sistema universal de Veloso et al. (1991), na região do PESRM ocorrem as seguintes tipologias vegetacionais: Floresta Estacional Semidecidual, Savana Gramíneo-Lenhosa, Áreas de Tensão Ecológica (contato entre Savana Floresta Estacional) e Refúgios Ecológicos (Relíquias). Além destas, é encontrada no PESRM a Savana (Cerrado sentido restrito). Também no Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais, e na Serra do Carajás, no Pará, predomina a canga, um substrato rico em ferro, produto da laterização do solo. São rochas ferruginosas cenozóicas, compostas por fragmentos de hematita cimentados por limonita (Rizzini, 1979)