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Saneamento Básico

Se, por um lado, Belo Horizonte tem cerca de 93% dos domicílios atendidos com rede geral de esgoto ou pluvial, tal percentual é de 76% em Nova Lima , 55% em Brumadinho e apenas 49% em Ibirité. Nesses locais predomina como alternativa o esgotamento através de fossas rudimentares, sem qualquer tipo de tratamento, bem como o lançamento nos cursos d'água. Do total de domicílios da área de influência da UC, em média 99% tem instalações sanitárias, percentual superior ao encontrado na média mineira (da ordem de 95%). Indicador fundamental nas estatísticas de saúde e qualidade de vida, o atendimento de esgotamento sanitário ainda é um fator que diferencia substancialmente os municípios no interior da região.

As entrevistas qualitativas com as lideranças da região apontaram que o saneamento básico é, de fato, um problema a ser enfrentado mais de perto. Em Casa Branca , município de Brumadinho, no Jardim Canadá, município de Nova Lima e em Ibirité, na porção deste município que faz divisa com o parque, não há redes de esgoto, predominando o uso de fossas rudimentares, com elevado risco de contaminação dos solos e das águas profundas.

Distribuição percentual dos tipos de tratamento e destino do esgoto dos municípios da região do Parque Estadual da Serra da Rola Moça, Minas Gerais
Municípios Total de Domicílios
Tipo de esgotamento (%)
Rede de esgoto ou pluvial
Fossa séptica
Fossa rudimentar
Vala, rio, lago, mar ou outro
Belo Horizonte
628.447
92,7
1,0
1,9
4,5
Brumadinho
7.201
55,4
1,3
32,8
8,9
Ibirité
33.720
49,1
4,5
31,9
14,6
Nova Lima
16.759
76,0
12,6
6,3
5,0
Minas Gerais
4.765.258
71,8
2,6
16,9
8,7
Fonte: IBGE - Censo demográfico (2000).
Distribuição percentual das formas de abastecimento de água dos domicílios dos municípios da região do Parque Estadual da Serra da Rola Moça, Minas Gerais
Municípios
Total de Domicílios
Rede geral
Poço ou nascente (na propriedade)
Outra
Total
Com canali-zação interna
Sem canali-zação interna
Total
Com canali-zação interna
Com canali-zação na proprie-dade
Sem canali-zação
Total
Belo Horizonte
628.447
99,3
97,7
1,6
0,3
0,2
0,0
0,1
0,4
Brumadinho
7.201
76,1
75,2
1,0
22,2
17,7
2,5
2,0
1,6
Ibirité
33.720
98,2
93,5
4,7
1,2
0,8
0,1
0,3
0,5
Nova Lima
16.759
92,0
90,8
1,2
5,9
5,0
0,2
0,7
2,2
Minas Gerais
4.765.258
83,0
79,1
3,9
14,4
10,3
1,9
2,2
2,7
Fonte: IBGE - Censo demográfico (2000).

Abastecimento de Água

Nos municípios estudados, é elevada a cobertura através de rede geral, com destaque para Belo Horizonte e Ibirité, com incidência do serviço superior a 98%. Já em Brumadinho, há significativa ocorrência de imóveis abastecidos através de poços ou nascentes, ainda que com canalização para dentro do domicílio. Esta situação está relacionada à grande extensão do território municipal e à presença de condomínios e áreas rurais não atendidas com o serviço da COPASA.

 

Distribuição percentual das formas de destinação do lixo nos domicílios dos municípios da região do Parque Estadual da Serra da Rola Moça, Minas Gerais
Municípios
Total de domicílios
Destino do lixo (%)
Coletado
Queimado na propriedade
Enterrado na propriedade
Jogado em terreno baldio ou logradouro
Jogado em rio, lago ou mar
Outro destino
Belo Horizonte
628.447
98,6
0,5
0,0
0,6
0,2
0,1
Brumadinho
7.201
74,2
21,9
0,9
2,2
0,4
0,4
Ibirité
33.720
91,1
5,6
0,1
2,0
0,7
0,5
Nova Lima
16.759
97,1
2,1
0,1
0,4
0,0
0,3
Minas Gerais
4.765.258
78,4
14,4
0,7
5,2
0,3
1,0
Fonte: IBGE - Censo demográfico (2000).

Resíduos Sólidos Urbanos

Os municípios de Belo Horizonte, Nova Lima e Ibirité têm mais de 90% de seus domicílios com o lixo coletado por caminhão de lixo, caçambas e outros equipamentos. Apenas Brumadinho apresenta percentual de cobertura inferior à média mineira. Neste, a coleta de lixo é inadequada, agravando-se a situação. Soma-se a falta de trabalho de educação sanitária e ambiental com a população, que muitas vezes joga o lixo nos terrenos vagos e nas zonas vizinhas ao parque, contribuindo para a poluição, insalubridade do ambiente e ao aumento dos riscos de incêndios na área, pela queima de lixo por moradores que normalmente realizam a queima para evitar foco de doenças.

Distribuição percentual comparativa entre os anos de 1991 e 2000 da taxa de alfabetização e freqüência escolar da população dos domicílios dos municípios da região do Parque Estadual da Serra da Rola Moça, Minas Gerais.
Município Taxa de alfabetização Taxa bruta de freqüência à escola
1991
2000
1991
2000
Belo Horizonte
92,88
95,38
74,11
87,89
Brumadinho
84,82
89,91
62,64
83,83
Ibirité
84,71
90,74
59,73
75,09
Nova Lima
91,36
94,73
72,05
89,08
Minas Gerais
81,81
88,04
61,72
78,93
Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2000 Onu/Pnud

Educação

Os indicadores de educação demonstram que os municípios de Belo Horizonte, Nova Lima, Ibirité e Brumadinho acompanharam o desempenho do restante do estado, com elevação das taxas de alfabetização e das taxas brutas de freqüência à escola, indicando redução de evasão na escola formal, sendo possível afirmar que toda a região sob estudo apresenta melhor situação que a média mineira, destacando-se Belo Horizonte e Nova Lima como municípios com os melhores resultados.

 

Distribuição percentual do tempo de estudo dos chefes de domicílio dos municípios da região do Parque Estadual da Serra da Rola Moça, Minas Gerais.
Município
Sem instrução ou menos de 1 ano
1 a 3 anos
4 a 7 anos
8 a 10 anos
11 a 14 anos
15 anos ou mais
Belo Horizonte
5,5
10,4
30,7
14,6
22,4
16,2
Brumadinho
12
23,9
36,5
10,7
12
4,5
Ibirité
11,1
19,7
46,9
14,1
7,4
0,5
Nova Lima
6,6
14,5
40,8
14,8
14,5
8,3
Minas Gerais
15
19,9
35,2
11,4
12,8
5,5
Fonte: IBGE Censo Demográfico (2000)

Os dados do Censo Demográfico do IBGE (2000) sobre a escolarização dos chefes de domicílio mostram que em Belo Horizonte e Nova Lima encontram-se os responsáveis com mais anos de estudo, comparativamente às demais unidades territoriais analisada. Já Ibirité e Brumadinho, por sua vez, trazem mais pessoas sem instrução ou que cursaram no máximo, até a quarta série do ensino fundamental.

Distribuição percentual de esperança de vida e mortalidade infantil nos municípios da região do Parque Estadual da Serra da Rola Moça, Minas Gerais
Município
Esperança de vida ao nascer
Mortalidade até um ano de idade
 
1991
2000
1991
2000
Belo Horizonte
68,64
70,52
30,03
27,25
Brumadinho
66,25
68,78
34,53
32,48
Ibirité
65,53
68,42
36,73
33,65
Nova Lima
66,53
70,57
33,68
26,96
Minas Gerais
66,36
70,55
35,39
27,75
Fonte: Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2000 Onu/Pnud

Saúde

No que se refere às taxas de mortalidade infantil, toda a região mostrou redução entre os anos de 1991 e 2000, seguindo o padrão do Estado de Minas Gerais. Entretanto, no ano 2000 os municípios com maiores taxas eram Ibirité e Brumadinho, com 33,7 e 32,5 por mil crianças nascidas vivas, respectivamente, valores estes acima do observado para o Estado. Já a esperança de vida na região subiu, chegando a 2000 na faixa dos 70 anos para Belo Horizonte e Nova Lima, e 68 anos para Brumadinho e Ibirité.

 

Atendimento à Saúde

O município de Belo Horizonte apresenta 61 hospitais com 10.385 leitos para o atendimento da população residente e também de municípios vizinhos, já que se espera uma melhor aparelhagem dos hospitais da capital mineira e serviços de qualidade para o atendimento às necessidades da população. Os demais municípios da região do PESRM possuem poucos hospitais e consequentemente poucos leitos disponíveis, o que reforça a hipótese de que os hospitais de Belo Horizonte atendem boa parte da demanda dos municípios da RMBH. Nova Lima com dois hospitais e 189 leitos, Brumadinho com apenas um hospital com 40 leitos e Ibirité também com apenas um hospital e 29 leitos são considerados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) com boas condições de atendimento dos moradores de cada um dos municípios. O Bairro Jardim Canadá conta com um único posto de saúde responsável pelo atendimento de toda a população de baixa renda assim como o distrito de São Sebastião das Águas Claras, que apresenta um bom posto de saúde que atende a toda a população. O Barreiro conta com uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), inaugurada recentemente com capacidade para vários tipos de atendimentos de urgência e emergência além de procedimentos médicos mais simples.

Natalidade

Nos municípios estudados, a taxa mais alta de natalidade pode ser observada no município de Ibirité (31,85), seguido por Belo Horizonte (19,96) e Nova Lima (18,78), reforçando os dados apresentados sobre o crescimento populacional dos municípios da região do PESRM, que indicam que Ibirité é o município com maior taxa de crescimento nos últimos anos. As taxas de natalidade dos municípios estudados estão acima das taxas Estado de Minas Gerais (15,13). Estes dados foram obtidos junto ao Instituto Horizontes que trabalhou os dados do IBGE (dados do registro civil 1998). Não encontram-se disponíveis dados desagregados para as regionais de Belo Horizonte e nem para as demais regiões metropolitanas.

Mortalidade

As taxas de mortalidade, segundo os dados do IBGE e Instituto Horizontes (dados do registro civil 1998) mostram que todos os municípios da região do PESRM apresentam taxas superiores as observadas para o Estado de Minas Gerais. Diversos fatores estão associados a esta taxa, entre estes o tamanho da população do município, as condições de tratamento de água e esgoto, problemas sociais como violência, grau de escolaridade e desigualdade social e estrutura de atendimento à saúde pública e privada. A capital de Minas Gerais apresenta as maiores taxas de mortalidade (6,38/mil habitantes) seguida de Nova Lima (6,12/mil habitantes) e Ibirité (4,77/mil habitantes). Não se pode atribuir as taxas de mortalidade exclusivamente ao tamanho da população dos municípios já que Nova Lima e Ibirité apresentam taxas similares às observadas para Belo Horizonte, embora as populações destes municípios sejam muito reduzidas em relação a capital. Como já apresentado e discutido em relação ao atendimento à saúde dos municípios, a mortalidade infantil apesar de apresentar taxas superiores ao Estado, são parecidas entre os municípios da região do PESRM e girando em torno de 30% das crianças até um ano de idade. Da mesma forma que a população adulta, os fatores atribuídos a mortalidade infantil também são complexos e refletem as condições sociais, econômicas e de acesso ao atendimento à saúde.