Região =>Caracterização Ambiental => Vegetação => Campo Rupestre Quartzítico


Nesta tipologia estão incluídos os Campos Rupestres ocorrentes na maior extensão da Cadeia do Espinhaço e que se estendem como encraves mais ao leste e ao sul de Minas Gerais. A vegetação encontrada em afloramentos rochosos quartzíticos é bastante diversificada floristicamente.

Nos levantamentos realizados em Minas Gerais, as famílias mais ricas em espécies foram Asteraceae, Melastomatacae, Myrtaceae e Poaceae (Andrade et al., 1986; Giulietti et al., 1987; Meguro et al., 1994; Pereira, 1994). A similaridade florística entre as espécies é geralmente baixa, principalmente devido ao grande número de espécies endêmicas ou de distribuição restrita encontrado em cada área (Harley, 1995). Nos afloramentos quartzíticos, algumas espécies características são Lychnophora sp. (a arnica), Senecio claussenii, Vellozia sp. (canelas-de-ema), alcaçuz (Periandra mediterranea), Siphocampylus imbricatus (Campanulaceae) e orquídeas (como Epidendrum saxatile). Entre as rochas é muito abundante a gramínea Aulonemia effusa, espécie endêmica de Minas Gerais. Para uma área de Campo Rupestre Quartzítico Nodular, na Serra da Calçada, Vincent (2004) encontrou Poaceae, Cyperaceae e Asteraceae como famílias dominantes e destacou as espécies Axonopus siccus , Sporobolus sanguineum, Andropogon ingratus, Echinolaena inflexa, Axonopus chrysoblepharis e Leptocoryphium lanatum (Poaceae), além de Rhynchospora andina (Cyperaceae) e Lessingianthus sp. (Asteraceae), como as mais importantes na comunidade. Para essa mesma serra, mas cobrindo uma área maior e incluindo os afloramentos rochosos, Viana (2002) encontrou as famílias Asteraceae, Poaceae, Melastomataceae e Orchidaceae como as mais ricas em número de espécies sobre o quartzito.

Do total de 488 espécies listadas, 212 foram exclusivas dessa formação, não ocorrendo sobre a canga. Como ameaçadas de extinção para a flora de Minas Gerais estão listadas as seguintes espécies ocorrentes sobre o quartzito: Ditassa linearis (Apocynaceae), Physocalyx major (Plantaginaceae), Mikania glauca e Hololepis pedunculata (Asteraceae); as duas primeiras estão na categoria Vulnerável e as duas últimas Em perigo (Mendonça & Lins, 2000).