Revisão das Listas das Espécies da Flora e da Fauna Ameaçadas de Extinção
do Estado de Minas Gerais

Critérios e Categorias IUCN:

De acordo com os critérios da UICN (União Mundial para a Conservação da Natureza) 2001 foram definidos os seguintes níveis de ameaça, considerando o uso dos critérios em escala regional, ou seja, área geográfica subglobal tal como um continente, país, estado ou província (IUCN 2003):

  • Extinta - Um táxon será considerado Extinto quando não há dúvidas de que o último indivíduo morreu
  • Extinta regionalmente - Um táxon será considerado Extinto regionalmente quando o mesmo estiver extinto no país (Brasil) mas existente em outras partes do mundo.
  • Extinta na natureza - Um táxon será considerado Extinto na Natureza quando é conhecido por sobreviver apenas em cativeiro, criação ou como uma população naturalizada fora de sua área original de ocorrência.
  • Ameaçada - enquadrada em três níveis de ameaça:
    • Criticamente em perigo - Táxon que corre um risco extremamente alto de extinção na natureza como definido pelos critérios de A a E da IUCN (2001)
    • Em perigo - Táxon que corre um risco muito alto de extinção na natureza como definido por qualquer dos critérios A a E da IUCN (2001)
    • Vulnerável - Táxon que corre um risco alto de extinção na natureza como definido por um dos critérios de A a E do quadro 2 para esta categoria.
  • Quase ameaçada - Táxon que não atinge mas está próximo de atingir os critérios de ameaça, ou provavelmente estará ameaçado em um futuro próximo.
  • Não ameaçada - Táxon que foi avaliado quanto ao seu risco de extinção mas não se enquadrou em nenhuma das categorias de ameaça da IUCN (2001)
  • Dados insuficientes - Sem dados suficientes para enquadramento em alguma das categorias acima

Para categorização das espécies nos diferentes níveis de ameaça são considerados os seguintes critérios conforme sumário das categorias e critérios IUCN ( 2001) ou critérios completo e critérios em escala regional, IUCN, 2003 :

  • Redução do tamanho da população
  • Variação na extensão da área de ocorrência ou da área de ocupação
  • Número de indivíduos maduros
  • Análise quantitativa mostrando a probabilidade de extinção na natureza em relação ao tempo ou ao número de gerações

Para cada um desses critérios existe uma série de variáveis que permitem a categorização da espécie em um dos níveis de ameaça considerados. Para informações mais detalhadas sobre a metodologia da elaboração das listas acesse o documento Roteiro Metodológico para Elaboração de Listas de Espécies Ameaçadas (Lins, LV et al.1997. Belo Horizonte: Fundação Biodiversitas) e critérios em escala regional IUCN.