| Revisão
da Lista da Flora Brasileira Ameaçada de Extinção
A
adoção de estratégias para reverter
esse processo constitui-se num grande desafio para os
governantes atuais. A elaboração e posterior
efetivação de uma lista contendo as espécies
consideradas sob ameaça de extinção
(lista vermelha), realizada através do estabelecimento
de critérios científicos e consulta a
especialistas, constitui-se em uma ferramenta legal
básica para a preservação dessas
espécies. As listas vermelhas são um mecanismo
utilizado internacionalmente, inclusive como maneira
de conter o tráfico e o comércio ilegal
de espécies, conforme disposto nos anexos da
Convenção sobre o Comércio Internacional
de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo
de Extinção (CITES), da qual o Brasil
é signatário desde 1975.
O
principal papel das listas vermelhas é informar
e alertar aos tomadores de decisão, profissionais
da área de meio ambiente, conservacionistas,
e a opinião pública em geral, sobre a
crescente dilapidação do patrimônio
genético que se observa hoje em todo o planeta.
Se bem entendidas, as listas podem e devem influenciar
o desenho das políticas públicas e privadas
de ocupação e uso do solo, a definição
e priorização de estratégias de
conservação, o estabelecimento de medidas
que visem reverter o quadro de ameaça às
espécies, além de direcionar a criação
de programas de pesquisa e formação de
profissionais especializados. De outra forma, as listas
não cumprirão seu papel se não
passarem de documentos que acompanham um processo de
perda de espécies.
A
atual lista das espécies da flora brasileira
ameaçada de extinção, publicada
em 1992 (Portaria Nº 37-N, de 3 de abril de 1.992),
já não mais reflete a realidade da situação
da flora brasileira. A definição final
da lista, a ser realizada através de um workshop
científico em 2005, ocorrerá devido à
necessidade de se avaliar os efeitos da alteração
do ambiente verificada ao longo do tempo, e a efetividade
das medidas de conservação adotadas para
as espécies ameaçadas. A condução
deste processo está a cargo da Fundação
Biodiversitas em parceria com o Ministério do
Meio Ambiente, Ibama, Sociedade Brasileira de Botânica,
Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Rede Brasileira
de Jardins Botânicos e a Fundação
Zoobotânica de Belo Horizonte. Neste processo,
a coordenação dos trabalhos contou com o apoio da comunidade científica brasileira:
especialistas, pesquisadores
e interessados que contribuiram com seus conhecimentos
nessa avaliação.
O workshop, realizado de 07 a 11/06/2005 em Belo Horizonte, Minas Gerais, definiu 1537 espécies ameaçadas de extinção, que podem ser consultadas neste site.
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