ANO
1 :: Nº 6:: 31 DE OUTUBRO DE 2006 |
O
sexto número do nosso Boletim traz uma homenagem
especial a um dos maiores símbolos brasileiros na
luta pela conservação do muriqui, o biólogo
Eduardo Marcelino Ventura Veado, e sua esposa Simone Furtini
Abras, que, precocemente, roubaram-nos do sabor de sua convivência.
O maior primata das Américas e uma das espécies
mais ameaçadas mundialmente teve, na revisão
da lista das espécies da fauna ameaçadas de
extinção de Minas Gerais, em setembro passado,
sua categoria de ameaça diminuída de Criticamente
em Perigo para Em Perigo. Resultado esse que, sem
dúvida, representa o fruto do trabalho realizado
por Eduardo durante os 22 anos na RPPN Feliciano Miguel
Abdalla, em Caratinga/MG, reduto da principal e mais bem
conhecida população da espécie. Chama-nos
a atenção não só sua competência
técnica frente aos trabalhos, mas o amor, dedicação
e abdicação, que Eduardo e sua família
doaram para a conservação de uma área
que representa a riqueza da Mata Atlântica Brasileira.
Houvesse mais Eduardos e Simones, mais espécies estariam
a salvo. Queremos acreditar que a morte de ambos tenha sido
um chamado dos anjos e não um ato de crueldade contra
aqueles que nos mostraram que os sonhos valem a pena ser
vividos. Temos a certeza de que, mesmo de longe, os muriquis
poderão continuar contando com seus fiéis
escudeiros.
Gláucia Moreira Drummond
Superintendente Técnica
Fundação Biodiversitas
Homenagem:
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“Lá
é tudo brilho,
forte e claro.
Lá é tudo quente,
o colo
o carinho
o amor.
Lá é tudo paz,
desde o barulho
até a briga.
Lá somos todos.
Lá somos tudo.
Quanto mais longe
maior é o saber,
saber que é lá que se é
saber que é lá que serei
serei o que quiserem
o que
deixarem
exceto se pedirem
para que eu fique longe,
mesmo que por pouco tempo,
dos corações do meu lar”.
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* Poesia escrita por Eduardo Marcelino Ventura Veado, em
08 de novembro de 1983 e gentilmente cedida por sua família
para publicação neste boletim.
“Eduardo foi uma figura chave para o desenvolvimento
e manutenção da Estação Biológica
de Caratinga. Sempre lá, sempre batalhando, sempre
ajudando. Sem ele, muita gente não teria feito suas
pesquisas lá e não teríamos hoje o
imprescindível e profundo conhecimento sobre o muriqui,
o maior primata das Américas e um dos mais ameaçados.
Lamento muito a perda de Eduardo e Simone, guerreiros que
dedicaram suas vidas à preservação
da natureza da Mata Atlântica e dos muriquis da Fazenda
Feliciano Miguel Abdala”. Antony Rylands –
Conservation International, um dos maiores primatólogos
do mundo.
O que você precisa saber
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UICN SUR - A União Internacional
para a Conservação da Natureza e dos
Recursos Naturais (IUCN), ou World Conservation
Union, foi fundada em 1948 e é uma organização
internacional dedicada à conservação
dos recursos naturais. Com sede na Suíça,
a IUCN reúne 82 países, 111 agências
de governo, mais de 800 ONGs e milhares
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de especialistas e cientistas
de 181 países. A missão da IUCN é influenciar,
encorajar e assistir sociedades em todo o mundo na conservação
da biodiversidade e assegurar o uso sustentável dos
recursos naturais.
A IUCN está presente nos diferentes continentes com
escritórios regionais. Na América do Sul,
com sede em Quito (Equador), o escritório da UICN
Sur funciona desde 1991, cobrindo dez países (Venezuela,
Colômbia, Equador, Peru, Brasil, Bolívia, Paraguai,
Uruguai, Chile e Argentina). O programa de trabalho da UICN
Sur tem quatro objetivos principais: conservação
da diversidade biológica; redução da
pobreza; governança ambiental; e gestão integrada
de ecossistemas. A principal função do escritório
regional da América do Sul é reforçar
a capacidade técnica de seus cerca de 90 associados,
ampliando seu âmbito de influência na tomada
de decisões e trocando informações
e experiências em conservação.
A
partir da edição de novembro do boletim Espécies
Ameaçadas Online, será publicada
a coluna Notícias da UICN Sur. Aguarde.
Saiba
mais: www.sur.iucn.org
Fundação
Biodiversitas divulga resultados do Edital 01/2006 do
Programa Espécies Ameaçadas
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A
Fundação Biodiversitas anunciou, no
último dia 29 de setembro, os projetos selecionados
no Edital 01/2006 do Programa de Proteção
às Espécies Ameaçadas,
desenvolvido com recursos da Conservação
Internacional do Brasil. No total, cinco projetos
que contemplam sete estados do país e 41 espécies
de anfíbios foram selecionados. Todas as espécies
em questão se enquadram nas categorias Quase
Ameaçada, Dados Deficientes e Não Ameaçada,
segundo os especialistas brasileiros que participaram
do Workshop do GAA (Global Amphibian
Assessment), realizado no Brasil em 2003, mas
consideradas ameaçadas (Criticamente Em Perigo,
Em Perigo e Vulnerável), segundo
a
Lista Consistente do GAA, publicada em 2004; além
de grupos de
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espécies que apresentem declínios populacionais
evidentes.
Lançado em 03 de junho/2006 o Edital Programa
encerrou as inscrições de projetos em 20 de
agosto. O orçamento prevê investimentos de R$
90.000,00 em um prazo entre 12 e 24 meses. Os projetos aprovados
têm suas áreas de estudo localizadas em quatro
dos seis Centros de Distribuição desenhados
para as espécies elegíveis no Edital (PE/AL;
MG; RJ; SP; PR e SC). Tais Centros, além de concentrarem
uma alta riqueza de espécies de anfíbios, sobrepõem
espécies de acordo com o risco de extinção
estimado para as mesmas, o que significa uma otimização
dos recursos financeiros e humanos para a obtenção
do conhecimento pretendido. “Dezessete localidades serão
visitadas e 10.650 Km percorridos para a busca de dados que
permitam elucidar a situação de ameaça
das espécies. Estão envolvidas nos estudos 9
instituições e 38 pesquisadores e é fundamental
destacar que 60% do montante investido nas pesquisas serão
voltados para o levantamento de dados em campo”, explica
a Superintendente Técnica da Fundação
Biodiversitas, Gláucia Drummond.
Conheça os projetos selecionados no Edital 01/2006
www.biodiversitas.org.br/cepf/edital_01_2006.asp
Porto
Alegre recebe especialistas em mamíferos da América
do Sul para avaliação promovida pela União
Mundial Para a Natureza (IUCN)
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Especialistas
convidados para o GMA reunidos em Porto
Alegre (RS)
Foto: Arquivo Fundação
Biodiversitas
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A
União Mundial para a Natureza (IUCN), em parceria
com a Fundação Biodiversitas, Conservation
International e Universidade da Virginia (EUA), promoveu
em Porto Alegre (RS), de 08 a 12 de outubro, mais
uma etapa da Avaliação Global de Mamíferos
(Global Mammal Assessment - GMA), um programa internacional
que tem como meta a avaliação do estado
de conservação das mais de 5.400 espécies
de mamíferos de todo o mundo.
Desde
janeiro de 2004, a União Mundial para a Natureza
(IUCN) vem conduzindo diversos workshops com este
enfoque em todo o mundo. Assim como a etapa 2005
do GMA, realizada em Aracruz (ES), o evento de 2006
foi organizado pela Fundação Biodiversitas,
e reuniu cerca de
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trinta especialistas em mamíferos da América
do Sul. Foram avaliadas 320 espécies de mamíferos
de pequeno porte (roedores, marsupiais e morcegos) com ocorrência
nos países do Cone-Sul. O propósito é
que as informações compiladas nesse workshop
transformem-se em uma contribuição significativa
para a conservação dos mamíferos, considerando-se
as particularidades das diferentes regiões, e que os
resultados finais sejam disponibilizados ao público
até 2008, através da Internet.
O GMA irá entrar em 2007 com 90% das espécies
do grupo avaliadas, com exceção da China e Rússia,
países onde não foram realizados os levantamentos.
O projeto da IUCN envolve, ainda, avaliações
globais de anfíbios, répteis, espécies
marinhas, peixes e plantas. Segundo o coordenador desta etapa
do GMA, Jan Schipper, os resultados deste projeto servirão
como base para a disponibilização de Listas
Vermelhas online, artigos científicos e publicação
de livros, além de direcionar e justificar os investimentos
em conservação, seja para o avanço de
pesquisas ou implementação de estratégias
de gestão territorial. Ele destaca, ainda, a importância
de se realizar esse estudo com parceiros locais. “É
fundamental firmarmos parcerias locais, já que a IUCN
promove as avaliações, mas quem pode trabalhar
pela implementação de ações efetivas
para a conservação das espécies são
estes parceiros”, explica.
Saiba mais sobre as listas vermelhas do Brasil: www.biodiversitas.org.br
Saiba mais sobre as listas vermelhas mundiais: www.redlist.org
As briófitas na Lista de Espécies da Flora
Brasileira Ameaçada de Extinção
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Em mais uma análise sobre a Lista da Flora Brasileira,
conforme lista resultante do workshop realizado em junho/2005,
ainda não oficializada no país, a Biodiversitas
apresenta nesta edição a análise da Dra.
Olga Yano, do Instituto de Botânica de São Paulo,
para o grupo briófitas:
A elaboração da lista das espécies de
briófitas da flora brasileira ameaçadas de extinção
contou com a participação de especialistas de
todo o país e seguiu os mesmos critérios de
inclusão usados para os demais grupos de plantas –
monocotiledôneas, Pteridófitas, Gimnospermas
e Dicotiledôneas. Inicialmente foi elaborada uma listagem
de espécies candidatas à lista de ameaçadas
e esta lista foi analisada por especialistas reunidos em workshop
(junho/2005) para síntese e referendo das espécies
incluídas.
No total, 17 espécies de briófitas entraram
na lista de ameaçadas no Brasil, sendo cinco delas
classificadas na categoria Criticamente em Perigo, quatro
categorizadas como Em Perigo e oito na categoria Vulnerável.
Deste total, seis espécies são Musgos das famílias
Bruchiaceae, Dicranaceae e Pottiaceae; e 11 espécies
são Hepáticas das famílias Arnelliaceae,
Geocalycaceae, Jungermanniaceae, Lejeuneaceae, Lepidoziaceae,
Metzgeriaceae, Plagiochilaceae e Ricciaceae. A maioria das
briófitas em situação de ameaça
- 16 delas – tem ocorrência na região sudeste
do país, especificamente no bioma Mata Atlântica,
principalmente em campos de altitude. Apenas uma espécie
de briófita ameaçada no Brasil ocorre na região
Nordeste, no bioma Caatinga.
O grupo de especialistas em briófitas indicou um total
de 1525 espécies para avaliação, de modo
que, excluindo-se as 17 espécies classificadas em uma
das categorias de ameaça, 1144 foram consideradas Deficientes
em Dados (DD), frente aos critérios adotados, e 364
como Não Ameaçadas (LC). Essas últimas
foram inicialmente indicadas também como DDs, entretanto,
o processo de consulta a outros especialistas permitiu a reunião
de um maior volume de informações sobre as mesmas,
incluindo novos trabalhos publicados e coletas realizadas,
o que determinou sua classificação como Não
Ameaçadas. Por outro lado, existe ainda, para um elevado
número de espécies, a necessidade de um aumento
substancial no conhecimento científico relacionado
às briófitas brasileiras.
Saiba mais: www.biodiversitas.org.br
Projeto
de conservação do papagaio-de-cara-roxa
é premiado
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Amazona
Brasiliensis
Foto: Marcos Amend |
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Desenvolvido desde 1998 pela SPVS (Sociedade de Pesquisa
em Vida Selvagem e Educação Ambiental)
e com o apoio do Fundo Nacional do Meio Ambiente,
o “Projeto de Conservação do Papagaio-de-cara-roxa
(Amazona brasiliensis) no Estado do Paraná”
acaba de receber a mais importante premiação
ambiental da região Sul do país. Trata-se
do Prêmio Expressão de Ecologia 2006,
concedido pela Revista Expressão, de Florianópolis
(SC). Com o objetivo de proteger a espécie
e assegurar a conservação de populações
geneticamente viáveis, o projeto também
visa eliminar as ameaças de extinção
por meio da educação ambiental e a conservação
do habitat da ave.
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A
Amazona brasiliensis, que figura na Lista da Fauna
Brasileira Ameaçada de Extinção na categoria
Vulnerável (VU), é endêmica da região
Sul do país e sua área de ocorrência abrange
uma estreita faixa que vai do litoral sul de São Paulo,
atravessa a costa do Paraná e chega até o extremo
norte do litoral de Santa Catarina. Através de convênio
assinado entre o Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) e
a SVPS foi possível adaptar seis casais de papagaios
para procriação no Zoológico Municipal
de Curitiba e realizar dois censos populacionais no litoral
do Paraná. Os recursos também serviram para
a colocação de rádio-colares em 20 filhotes
para acompanhamento dos indivíduos.
(Fonte: Ibama)
Programa
de Proteção às Espécies
Ameaçadas da Mata Atlântica Brasileira
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Com
quatro editais voltados para fauna e flora lançados
até o momento, o Programa de Proteção
às Espécies Ameaçadas de Extinção
da Mata Atlântica Brasileira financia, desde 2004,
pesquisas que forneçam subsídios para a proteção
e o manejo de espécies da flora e fauna ameaçadas
desse bioma. Desenvolvido com recursos do Fundo de Parceria
para Ecossistemas Críticos (Critical Ecosystem
Partnership Fund – CEPF) e coordenado em parceria
pela Fundação Biodiversitas (BH/MG) e CEPAN
(Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste), o Programa
já contabiliza um total de 51 projetos aprovados, contemplando
100 espécies em 13 estados do país.
Conheça nesta edição os resultados do
projeto “Ocorrência e área de distribuição
do andirá (Henochilus weatlandii) e do surubim-do-Doce
(Steindachneridion doceana) na bacia do rio Doce,
estados de Minas Gerais e Espírito Santo”:
Henochilus
wheatlandii
Foto: Fabio Vieira
Steindachneridion
doceana
Foto: Jorge A |
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Em
20 meses de trabalho, o projeto cobriu cerca de 80.000
km2 da bacia do rio Doce, amostrando 25 exemplares
do andirá (Henochilus wheatlandii)
e um único exemplar do surubim-do-doce (Steindachneridion
deceana), ambas as espécies classificadas
como Criticamente em Perigo na Lista da Fauna Brasileira
Ameaçada de Extinção (Machado
et al, 2003). Como previsto no projeto, o
andirá foi localizado somente no rio Santo
Antônio, com distribuição em uma
área restrita, e o surubim-do-doce em três
pontos (rios Manhuaçu, Santo Antônio
e Piranga), não sendo registrada sua ocorrência
na bacia completa. Para o responsável técnico
do projeto, o ictiólogo da UFMG, Fábio
Vieira, os resultados desse estudo revelaram importantes
aspectos biogeográficos para a bacia do rio
Doce, imprescindíveis para a adoção
de uma estratégia de conservação
para as duas espécies. “Os resultados
permitiram elaborar um estudo filogenético
de H. wheatlandii, condição
só alcançada pelo fato de obtermos novos
exemplares para comparação. Além
disso, a bacia do rio Doce certamente passou a ter
sua ictiofauna melhor conhecida”, afirma. |
Para a conservação das espécies, Fábio
Vieira esclarece que o primeiro passo foi localizar com exatidão
seus pontos de ocorrência e, em seguida, determinar
sua abundância. As ações conservacionistas
recomendadas pelo projeto para as duas espécies são
distintas: para o H. wheatlandii, as ações
devem ser voltadas para manutenção dos hábitats
e conscientização da população
sobre a importância do animal. Já para o S.
doceana, a situação é mais complexa
pois, necessariamente, envolve ações de manejo,
possivelmente com reprodução em cativeiro e
reintrodução em ambientes de onde desapareceu.
“Para a conservação do andirá (H.
wheatlandii), é importante efetivar as áreas
listadas como prioritárias para conservação
da ictiofauna de Minas Gerais, incluindo um plano de manejo
para a região do rio Santo Antônio. Para o surubim-do-doce
(S. doceana), sugere-se o estudo da viabilidade de
reprodução em cativeiro com posterior liberação
no ambiente. Esse estudo é um tanto complexo, pois
envolve avaliação devariabilidade genética,
qualidade dos exemplares produzidos e estratégia de
liberação”, explica Fábio Vieira.
Em ambos os casos, as recomendações do estudo
são a criação de meios para um maior
envolvimento das comunidades que vivem nas áreas ocupadas
pelas espécies, assim como a divulgação
das mesmas como patrimônio biológico a ser conservado.
“É importante ainda que os órgãos
ambientais do Estado tomem conta da real situação
dessas espécies, impedindo a instalação
de empreendimentos que possam causar risco de perda por completo
desse patrimônio”, acrescenta Gláucia Drummond,
da Fundação Biodiversitas, que espera também
que os resultados das pesquisas apoiadas pelo Programa não
sejam inócuos para a reversão do quadro de ameaça
atual da biodiversidade brasileira.
Homenagem Póstuma ao Professor Alexandre Francisco
da Silva
* Por José Paulo Martins – UFV |
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O Departamento de Biologia Vegetal (DBV) da Universidade
Federal de Viçosa encontra-se de luto pela
morte prematura do professor Alexandre Francisco da
Silva, ocorrida no dia 22 de setembro deste ano.
O professor Alexandre ingressou no DBV em março
de 1975. Obteve o título de mestre em Ecologia,
em 1980, e o título de doutor em Biologia Vegetal,
em 1989, pela Universidade Estadual de Campinas. No
DBV, o professor Alex (assim chamado pela comunidade
universitária) foi responsável pelas
disciplinas de Ecologia Geral, Biologia das Plantas
Inferiores, Biologia IV, Conservação
da Natureza, Ciências do Ambiente, Sistemática
das Espermatófitas, Organografia e Sistemática
das Espermatófitas, Fitogeografia do Brasil
e Fitossociologia.
Além de se dedicar às atividades didáticas,
o professor Alexandre participou ativamente da implantação
do programa de Pós-Graduação
em Botânica na UFV, sendo membro da Comissão
Coordenadora deste Programa desde 1995. Ele foi curador
do Herbário VIC; foi membro titular do Plenário
e da Câmara de Proteção à
Biodiversidade do Conselho Estadual de Política
Ambiental (Copam–MG), como representante da
cadeira de cientistas, pesquisadores ou pessoa de
notório saber, reconhecidamente dedicada às
atividades de preservação do meio ambiente
e à melhoria da qualidade de vida, além
de ter participado de inúmeras outras comissões.
Na Sociedade Botânica do Brasil,
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Alexandre
Francisco da Silva
Foto: Arquivo Fundação Biodiversitas
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teve atuação destacada como presidente da Regional
de Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo e presidente
do 55º Congresso Nacional de Botânica, realizado
em Viçosa, em julho de 2004.
Durante sua vida acadêmica, publicou 34 artigos
científicos, um capítulo de livro e centenas
de trabalhos publicados em congressos nacionais e internacionais.
Também foi responsável pela formação
e orientação de 12 estudantes de iniciação
científica, 14 alunos de mestrado e quatro estudantes
de doutorado, participando ativamente em outros programas
de pós-graduação da UFV, como co-orientador.
Coordenou e executou vários projetos aprovados pela
Fapemig, CNPq e Biodiversitas. Nos últimos anos, coordenou,
em parceria com o Instituto Estadual de Florestas do Estado
de Minas Gerais (IEF/MG), o projeto de flora dentro do Zoneamento
Ecológico-Econômico da Área de Proteção
Ambiental - APA Cachoeira das Andorinhas, realizado em Ouro
Preto-MG, e o Plano de Manejo do Parque Estadual da Serra
do Brigadeiro, em Araponga-MG.
Os professores, funcionários e alunos de pós-graduação
e graduação do DBV, expressam seu reconhecimento
pela competência, profissionalismo e dedicação
do professor Alexandre ao Ensino, Pesquisa e Extensão
da UFV. A oportunidade de terem convivido e aprendido tanto
com ele foi, certamente, um privilégio e é com
muito carinho e saudades que se despedem do professor “Alex”,
por meio dessa homenagem.
Disponível em: www.cpd.ufv.br/ccs/files/not_ufv/index.asp?Cod=3070
Associe-se à Biodiversitas
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A luta pela preservação da biodiversidade brasileira
é a missão da Biodiversitas há mais de
quinze anos. Neste período, atividades de pesquisa,
levantamentos biológicos e divulgações
científicas só foram possíveis através
de convênios e doações de pessoas físicas
e empresas ecologicamente envolvidas.
Tornando-se um sócio-contribuinte da Biodiversitas,
você irá atuar diretamente na preservação
de espécies da fauna e da flora brasileiras ameaçadas
de extinção. Seu apoio é fundamental
para que nosso trabalho continue gerando resultados positivos
na conservação da biodiversidade do país.
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e ainda irá ganhar brindes, participar de promoções
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