ANO
2 :: Nº 11:: 29 DE MARÇO DE 2007 |
Caros leitores e parceiros,
Como é de conhecimento de muitos de vocês, o
histórico de atuação da Biodiversitas
é pautado pela contínua participação,
desde 1990, nos processos de elaboração de listas
de espécies ameaçadas de extinção
ou listas vermelhas. Quem primeiro iniciou a elaboração
dessas listas em nível mundial, e ainda o vem fazendo
anualmente, é a IUCN, cuja sigla pode ser traduzida
como União Mundial para a Natureza. As listas vermelhas
comportam-se como uma ferramenta para o planejamento dos investimentos
prioritários para conservação uma vez
que partem da avaliação do estado de conservação
das espécies em seus ambientes naturais, classificando-as
com relação ao seu risco de desaparecimento
caso as causas continuem atuando. No Brasil, as últimas
listas da fauna foram publicadas em 2003 e 2004, e a nova
lista da flora (a última é de 1992) deverá
ser conhecida pela sociedade nos próximos meses. Contudo,
não é incomum encontrarmos situações
nas quais uma dada espécie não se encontra ameaçada
no Brasil e assim o está quando avaliada em uma escala
menor, como, no caso, a de um território estadual.
A avaliação do grau de ameaça de uma
espécie depende de uma série de parâmetros,
tanto aqueles intrínsecos à espécie,
como ser naturalmente rara ou de distribuição
restrita (caracterizando os casos de endemismos), tanto aqueles
extrínsecos, relacionados às interferências
(na maioria, de caráter antrópico) nos ambientes
em que ocorrem. Considerando-se ainda que o status
de conservação do conjunto das populações
das espécies ao longo de sua área de distribuição
geográfica é determinante para sua sobrevivência
a longo prazo, entendemos que todos os estados e municípios
devem cuidar para que não coloquem em risco a biodiversidade
como um todo. Por isso, defendo aqui a importância da
prática das listas vermelhas estaduais, ainda privilégio
de poucos estados brasileiros. Aproveitando-se que o momento
permite propor mudanças, uma vez que novos secretários
de meio ambiente chegam ao cargo, a incorporação
das listas vermelhas como subsídio ao planejamento
sócio-econômico ambiental dos estados pode, em
muito, contribuir para uma mudança no atual cenário
de crescente erosão da biodiversidade brasileira. O
raciocínio é relativamente simples: quanto mais
pontuais forem as ações para a contenção
das ameaças, maiores são as chances de sucesso
na recuperação das espécies. Secretários,
vocês têm o apoio da Biodiversitas!
Gláucia Moreira Drummond
Superintendente Técnica
Fundação Biodiversitas
O que você precisa saber
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| O
aquecimento global, suas causas e conseqüências
Também
conhecido como efeito estufa, o aquecimento global
é o aumento da temperatura média da
atmosfera e da superfície terrestre. O Dicionário
Educativo de Termos Ambientais (Mazzini, 2003), define:
“a luz solar penetra na atmosfera e é
absorvida, em parte, pela Terra. A outra parte é
reemitida em direção ao espaço
em forma de energia calorífera com comprimento
de onda maior (radiação infra-vermelha).
Os chamados gases estufa - dióxido de carbono
(CO2), óxido nitroso (N2O), metano (CH4) e
outros gases presentes na atmosfera – absorvem
parte dessa irradiação e reirradiam
grande parte em direção à Terra,
aumentando a temperatura da atmosfera e da superfície
terrestre”.
A queima de combustíveis fósseis (derivados
de petróleo,
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gás
e carvão mineral), emissões industriais,
queimadas e desmatamentos e fermentação
de produtos agrícolas são apontadas
como as principais causas do aquecimento global. Já
como conseqüências do efeito estufa, embora
ainda haja controvérsias, destacam-se: a variação,
com impossibilidade de previsão, dos padrões
climáticos, refletindo-se em secas, ciclones
e tempestades tropicais; a elevação
do nível do mar; e o derretimento das calotas
polares, provocando a inundação de zonas
costeiras e insulares. Com relação à
fauna, o declínio de populações
de anfíbios por todo o globo surge como um
dos mais dramáticos eventos de perda maciça
de biodiversidade. Respostas da biologia destes animais
relacionadas com a respiração cutânea
e fase aquática em seu ciclo reprodutivo fazem
dos anfíbios um indicador de mudanças
climáticas, podendo auxiliar no entendimento
desse impacto também sobre outras espécies
e ecossistermas.
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Estudo
tenta compreender impacto de mudança climática
sobre a Mata Atlântica
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RPPN
Mata Sossego Simonésia - MG
Foto: João Marcos Rosa |
Com
apenas 7% de sua cobertura original ainda preservada
e o trágico título de bioma mais ameaçado
do Brasil, a Mata Atlântica pode perder até
60% de sua área atual caso a temperatura média
do planeta suba de 3ºC a 4ºC até
o fim do século. O cálculo é
do botânico da Unicamp, Carlos Joly, que apresentou
parte de um estudo desenvolvido com 30 espécies
vegetais típicas do bioma durante o 1°
Simpósio Brasileiro de Mudanças Ambientais
Globais, realizado este mês no Rio de Janeiro.
Primeiro a tentar compreender o impacto da variação
do clima global sobre a Mata Atlântica, o estudo
foi realizado com base nas previsões do terceiro
relatório do IPCC (Painel Intergovernamental
sobre Mudança Climática), divulgado
em 2001.
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De
acordo com reportagem publicada no Jornal Folha de
São Paulo (13/03/2007, Caderno Ciência),
a íntegra do trabalho científico será
apresentada
no meio deste ano e traz projeções nada
animadoras. "Este é um estudo de aproximação.
A queda de 60%,
de
acordo com o cenário mais pessimista do IPCC,
não significa
então
que podemos derrubar tudo hoje de vez, já que
a perda é
inevitável",
lembra Joly. "Agora é preciso ter mais
cuidado ainda com a floresta", declarou Joly
à Folha de São Paulo.
Em duas simulações, os pesquisadores
compararam a situação climática
atual com a prevista para o futuro, levando em consideração
temperatura, precipitação e umidade
presente no ambiente. Os resultados apontam para mudanças
tão substanciais nas condições
ambientais que a presença de uma floresta tropical
não será mais compatível, já
que, para existir, esse bioma depende de uma quantidade
determinada de chuvas e de uma faixa adequada de temperatura.
Mesmo assim, Joly afirmou à Folha de São
Paulo que não é possível saber
com exatidão o que irá ocorrer. “Não
sabemos a Mata Atlântica vai simplesmente morrer
ou virar outra coisa. É certo que apenas em
algumas áreas, por causa talvez da topografia,
ela continuará a existir”, disse.
(Fonte: Folha de São Paulo) |
Muriquis
avistados no Parque das Neblinas
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Classificado
como Em Perigo (EN), segundo a Lista da Fauna Brasileira
Ameaçada de Extinção (Machado
et al., 2003) o Brachyteles arachnoides (muriqui-do-sul
ou monocarvoeiro) é o maior primata das Américas,
encontrado somente em fragmentos de Mata Atlântica
nos Estados do Paraná, Rio de Janeiro e São
Paulo. As principais ameaças à espécie
registradas são a destruição
de hábitat, o desmatamento e a caça.
Em dezembro de 2006, porém, ocorreu mais uma
vitória para os conservacionistas e, claro,
para a biodiversidade |
brasileira: um funcionário do Parque das Neblinas,
na Serra do Mar (SP), avistou um indivíduo
da espécie na área. Logo em seguida,
no início de 2007, o Instituto Ecofuturo solicitou
à Associação Pró-muriqui
um levantamento na área, o qual confirmou a
presença do Brachyteles arachnoides
no Parque. Conforme nota publicada na revista Horizonte
Geográfico (nº 109), “a presença
do macaco nesse trecho da Serra do Mar indica os bons
resultados alcançados pelo manejo florestal
da área, na qual os pesquisadores tentam recompor
as condições originais da Mata Atlântica”.
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Parque
Estadual do Itacolomi abriga 11% da biodiversidade conhecida
para Minas Gerais
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Chrysocyon
brachyurus
Foto: Flávio Rodrigues |
Estudos
realizados pela Fundação Biodiversitas
em parceria com a Universidade Federal de Ouro Preto
(UFOP) para a elaboração do Plano de
Manejo do Parque Estadual do Itacolomi (PEIT), em
Minas Gerais, resultaram na identificação,
dentro dos limites desta Unidade de Conservação,
de 1.333 espécies de vertebrados (com exceção
de morcegos e peixes) e plantas com ocorrência
no Estado. Este número significa que, entre
todas as espécies conhecidas em Minas Gerais,
pelo menos 11% são encontradas no PEIT.
Do total de espécies registradas, 2,17% estão
em alguma das categorias de ameaça de extinção,
segundo as listas de Minas Gerais (COPAM, 1997) e
do Brasil (MMA, 2003), e algumas são classificadas
nas categorias Quase Ameaçada ou Deficiente
em Dados, de acordo com a lista da União Mundial
para a Natureza (IUCN).
Entre
as espécies da fauna identificadas no Parque,
apenas o pato-mergulhão (Mergus Octocetaceus)
figura na categoria Criticamente em Perigo nas listas
estadual, nacional e global.
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Tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla),
onça-pintada (Panthera onca), lobo-guará
(Chrysocyon brachyurus) e lontra (Lontra
longicaudis) são exemplos de
mamíferos
registrados na área e que aparecem tanto na
Lista das Espécies Ameaçadas da Fauna
de Minas Gerais (1998), quanto na lista nacional (2003),
todas na categoria Vulnerável. Para a flora,
17 espécies entre as identificadas estão
ameaçadas, estando cinco incluídas na
lista nacional (IBAMA, 1992) e doze na lista estadual
(COPAM, 1997). Neste mesmo grupo, onze espécies
endêmicas foram registradas, sendo Habenaria
itacolumia, Cybianthus itacolomyensis
e Microlicia glazioviana endêmicas
do Parque; Chamaecrista dentata, C. hedysaroides,
C. mucronata, C. rotumdata, Senna
reniformis e Mimosa aurivillus var.
aurivillus endêmicas da Cadeia do Espinhaço
e; Anemia imbricata e A. ouropretana
espécies com distribuição geográfica
restrita a Minas Gerais e Goiás (A. ouropretana).
Esses dados reforçam a importância das
Unidades de Conservação como estratégia
para a conservação da biodiversidade.
O levantamento dos dados biológicos do Plano
de Manejo do Parque Estadual do Itacolomi foi desenvolvido
pela Fundação Biodiversitas em parceria
com a Universidade Federal de Ouro Preto, a partir
do contrato firmado com o Programa de Proteção
da Mata Atlântica (PROMATA) e o Instituto Estadual
de Florestas (IEF). |
Consumo
de carne de primatas é ameaça a espécies
na Amazônia
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As
organizações ambientalistas Care
for the Wild (Reino Unido) e Pro Wildlife
(Alemanha) anunciaram este mês que até
5,4 milhões de macacos são caçados
e consumidos todos os anos na Amazônia Brasileira.
Em estudo que analisou 22 países das Américas
do Sul e Central, as duas organizações
apontaram 16 países, incluindo o Brasil, nos
quais a caça para consumo da carne representa
uma crítica ameaça às populações
de primatas, superando até mesmo a destruição
do hábitat.
Segundo o estudo, oito milhões de sul-americanos
consomem carne de macaco regularmente. No Brasil,
país que detentor da maior diversidade de macacos
do planeta, totalizando 109 espécies endêmicas,
entre 970 e 2.400 macacos-prego, além de primatas
de |
grande
porte, como o macaco-barrigudo e o macaco-aranha,
são mortos todos os anos. As ONGs alertaram,
ainda, que as regiões onde a caça é
mais intensa, se comparadas às áreas
onde inexiste essa pressão, apresentam índices
de 93% de diminuição das populações
dessas espécies.
Como possíveis soluções para
este quadro as organizações sugerem,
além da criação de Unidades de
Conservação, a urgente necessidade de
se encontrarem fontes alternativas de proteína
para as comunidades que tradicionalmente se alimentam
da carne desses primatas, de serem revistas as regulamentações
de caça e fiscalização, e da
realização de iniciativas de educação
ambiental.
Fonte: (BBC Brasil/ Folha Online)
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Programa
de Proteção às Espécies
Ameaçadas da Mata Atlântica Brasileira
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Com
quatro editais voltados para fauna e flora lançados
até o momento, o Programa de Proteção
às Espécies Ameaçadas de Extinção
da Mata Atlântica Brasileira financia,
desde 2004, pesquisas que forneçam subsídios
para a proteção e o manejo de espécies
da flora e fauna ameaçadas desse bioma. Desenvolvido
com recursos do Fundo de Parceria para Ecossistemas
Críticos (Critical Ecosystem Partnership
Fund – CEPF) e coordenado através
da parceria entre a Fundação Biodiversitas
(BH/MG) e CEPAN (Centro de Pesquisas Ambientais do
Nordeste, Recife, PE), o Programa já
contabiliza um total de 51 projetos aprovados, contemplando
94 espécies em 13 Estados do país.
Conheça nesta edição os resultados
do projeto “Distribuição
geográfica e uso do hábitat do formigueiro-do-lotoral,
Formicivora littoralis”:
Classificada na categoria Criticamente em Perigo (CR),
segundo a Lista da Fauna Brasileira Ameaçada
e Extinção (Machado et al,
2003), a Formicivora littoralis (formigueiro-do-litoral)
é considerada a única espécie
de ave endêmica de restinga que ocorre somente
no litoral norte do Estado do Rio de Janeiro. Restingas
são ambientes associados à Mata Atlântica,
que se encontrarm bastante ameaçados, particularmente
pela expansão imobiliária. A perda e
degradação de hábitat é
um sério risco de ameaça a espécies
endêmicas, como é o caso da F. littoralis.
Aprovado no Edital 02/2004 e ainda em fase de finalização,
o projeto “Distribuição
geográfica e uso do hábitat do formigueiro-do-litoral,
Formicivora littoralis” tem como objetivo
ampliar o conhecimento sobre a distribuição
geográfica e o uso do hábitat da espécie
através do mapeamento e caracterização
dos locais de ocorrência e a divulgação
de informações à comunidade científica,
estudantes, tomadores de decisão e sociedade
em geral, particularmente às |
comunidades
dos municípios inseridos nas áreas de
estudo.
De outubro de 2005 a junho de 2006 o projeto percorreu
seis municípios entre Saquarema e Cabo Frio,
obtendo registros de presença e ausência
não somente dentro dos limites geográficos
e hábitats anteriormente conhecidos para a
espécie, como também em outros tipos
de formações vegetais, como Mata Atlântica
de baixada e mangue, e localidades adjacentes. “Os
dados de presença e ausência, assim como
estimativas de abundância, foram obtidos com
a utilização do método de playback,
com duração de 5 minutos de vocalização
da espécie, seguidos de 5 minutos de observação,
totalizando 10 minutos de observação
por ponto. Todos os indivíduos de F. littoralis,
identificados visualmente ou pela zoofonia, foram
registrados, indicando-se, também, a localização
geográfica de cada ponto de registro com o
uso de GPS”, explicou a responsável técnica
pelo projeto, Maria Alice dos Santos Alves, em seu
segundo relatório parcial para o Programa Espécies
Ameaçadas.
Os primeiros resultados apresentados tiveram como
destaque um registro de ocorrência inédito,
no município de Búzios (RJ). “Este
foi o primeiro registro da espécie no município,
estendendo em aproximadamente 2,5 km o limite norte
de distribuição de Formicivora littoralis”,
declarou Maria Alice. A bióloga explica, ainda,
que embora tenha havido uma expansão da distribuição
da espécie, aparentemente trata-se de uma pequena
população isolada. Na etapa final, a
equipe que trabalha no projeto dará continuidade
à caracterização de vegetação
e localização das áreas de maior
freqüência de ocupação da
espécie, além de realizar novas amostragens
de pontos de presença/ausência. Com estas
informações, será possível
subsidiar novos estudos focados em F. littoralis,
além de utilizá-las para a conservação
e manejo da espécie. Atividades de divulgação
e educação ambiental também vêm
sendo desenvolvidas desde o início dos trabalhos,
mas a equipe coordenada por Maria Alice optou por
concentrá-las na etapa final, o que irá
permitir o melhor uso das informações
acumuladas. |
Notícias da UICN Sur
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*A
coluna “Notícias da UICN Sur” é
publicada em todas as edições do informativo
eletrônico Espécies Ameaçadas
Online e traz matérias enviadas pelo
escritório regional da América do Sul,
em Quito, Equador.
Pesca, comercio y conservación, en
un mismo plato
Alrededor de 35 millones de personas en el mundo,
se dedican a la pesca como modo de vida. La alimentación
de mil millones, mayoritariamente de los países
en desarrollo, tiene al pescado como fuente principal
de proteína. La pesca genera, por comercio
internacional, más de 55 mil millones de dólares.
No cabe duda, entonces, de que la pesca es un sector
extremadamente importante, pero, ¿es nuestra
pesca sostenible?
En Colombia, la destrucción del ecosistema
y la transformación del territorio han afectado
a la pesca artesanal . Así lo asegura
Germán Andrade, de la Fundación Humedales,
miembro de UICN, para quien "la pesca artesanal
de agua dulce en Colombia, es ahora una actividad
en decadencia. Recuerda un caso interesante: el colapso
de las pesquerías de agua dulce más
importantes de ese país, en la Cuenca del Río
Magdalena, debido a múltiples causas como el
deterioro del ecosistema, la destrucción de
las ciénegas y la sobreexplotación de
los recursos, que hicieron que "entre 1970 y
2000 se perdiera casi el 90% de las
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capturas en volúmenes, las cuales pasaron de
80 mil toneladas por año, a 10 mil".
¿Qué hacer para que nuestros humedales
sigan alimentándonos?
La pesca en humedales es una actividad cuyo futuro
depende de una buena conservación. Los desafíos
para los tres sectores (comercio, pesca y conservación)
apuntan a: mejorar el conocimiento sobre la situación
de las poblaciones de especies que son objeto de pesca;
ajustar las cuotas de pesca; reconocer plenamente
los impactos ambientales; crear marcos y políticas
que favorezcan el control y al mismo tiempo el cambio
cultural; crear incentivos y desincentivos; promover
una gestión más participativa en los
temas de información, problemática y
toma de decisiones; buscar una mayor colaboración
internacional, dado que los mares son ecosistemas
compartidos.
Lea detalles:
http://www.sur.iucn.org/vitrina/noticia.cfm?passcodnot=1297
Mayor información - UICN - América del
Sur:
Verónica Moreno, Oficial de Comunicaciones,
veronica.moreno@sur.iucn.org
Arturo Mora, Oficial de Lista Roja, arturo.mora@sur.iucn.org
www.sur.iucn.org
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Associe-se à Biodiversitas
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A
luta pela preservação da biodiversidade brasileira
é a missão da Biodiversitas há mais de
quinze anos. Neste período, atividades de pesquisa,
levantamentos biológicos e divulgações
científicas só foram possíveis através
de convênios e doações de pessoas físicas
e empresas ecologicamente envolvidas.
Tornando-se um sócio-contribuinte da Biodiversitas,
você irá atuar diretamente na preservação
de espécies da fauna e da flora brasileiras ameaçadas
de extinção. Seu apoio é fundamental
para que nosso trabalho continue gerando resultados positivos
na conservação da biodiversidade do país.
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e ainda irá ganhar brindes, participar de promoções
e muito mais. A Biodiversitas oferece ainda uma carteirinha
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na compra dos produtos da Ecolojinha.
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