ANO
2 :: Nº 13 :: 31 DE MAIO DE 2007 |
A Fundação Biodiversitas tem
alguns motivos para celebrar o Dia Internacional da Biodiversidade,
comemorado em 22 de maio. O primeiro deles é que completamos
um ano do lançamento do Espécies
Ameaçadas Online, criado especialmente
para difundir as informações sobre a situação
de conservação das espécies no Brasil
e no mundo. Assim, aproveitamos para agradecer a todos os
nossos leitores que têm permanentemente contribuído
para o aprimoramento desse veículo de comunicação,
incentivando-nos também na sua manutenção.
Um segundo motivo foi a obtenção do apoio da
Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério
do Meio Ambiente ao Programa Espécies Ameaçadas,
sob a coordenação da Biodiversitas e do CEPAN,
cujas pesquisas recebem destaque mensal em nosso Boletim.
O apoio do Ministério viabilizará a realização
de um workshop e uma publicação sobre
os resultados do Programa, implicando ainda na agregação
de um parceiro estratégico à iniciativa, que
é financiada pelo Fundo de Parcerias para Ecossistemas
Críticos – CEPF. Este Fundo define claramente
a importância da formação de alianças
entre os diversos setores da sociedade para a promoção
das ações de conservação nas diferentes
partes do mundo onde atua. Sendo assim, a entrada de um órgão
de governo no Programa e, em sendo este o responsável
pela definição das políticas ambientais
no Brasil, entende-se que as chances de termos aplicados os
resultados apontados pelas pesquisas foram potencializadas.
O terceiro motivo é a ampliação da área
da Estação Biológica de Canudos, conforme
matéria publicada nesta edição, onde
a Biodiversitas desenvolve ações permanentes
para a conservação da arara-azul-de-lear. Há
muito vínhamos trabalhando nesse sentido e finalmente
nesse último mês conseguimos concretizar essa
meta, o que nos faz acreditar que estamos no caminho certo.
Ficamos, porém, devendo para este Dia a notícia
da publicação oficial da lista das espécies
da flora brasileira ameaçada de extinção,
entretanto, esperamos que este momento seja em breve. No mais,
gostaríamos de continuar contando com a sua leitura
crítica e com a possibilidade de trazer notícias
que levem à reflexão sobre os rumos da biodiversidade
do planeta, em especial sobre as espécies ameaçadas
de extinção.
Gláucia Moreira Drummond
Superintendente Técnica
Fundação Biodiversitas
O que você precisa saber
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| Dia
Internacional da Biodiversidade:
A Organização das Nações
Unidas proclamou o dia 22 de maio como o Dia Internacional
para a Diversidade Biológica visando aumentar
o entendimento e a conscientização sobre
os assuntos ligados à biodiversidade. Este
dia foi criado pelo Segundo Comitê da Assembléia
Geral das Nações Unidas em 29 de dezembro
de 1993 (data em que Convenção da Diversidade
Biológica entrou em vigor). Mas a data comemorativa
celebra a adoção do texto da Convenção
em 22 de maio de 1992, em Nairobi. A Secretaria de
Convenção da Diversidade Biológica
definiu como tema foco do Dia para este ano, "Biodiversidade
e Mudança Climática", alertando
para os riscos do aumento de temperatura para a manutenção
da biodiversidade.
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Estação
Biológica de Canudos (BA) tem área ampliada
em 10 vezes
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Estação
Biológica Canudos BA
Foto: Eduardo Figueiredo |
Criada
em 1989 pela Fundação Biodiversitas,
a Estação Biológica de Canudos
(EBC), localizada no município de Canudos (BA),
acaba de acrescentar aos 130 ha originais de área
mais 1.332 ha, totalizando 1.462 ha. A compra de novas
terras, realizada com recursos da American Bird
Conservation (ABC)*, marca o início de
uma parceria entre as duas instituições
para a preservação da arara-azul-de-lear
(Anodorhynchus leari), uma das aves menos
conhecidas e mais ameaçadas de extinção
no Brasil. Estima-se que atualmente existam somente
cerca de 500 indivíduos da espécie na
natureza, além de 38 em cativeiro.
Segundo
o biólogo Eduardo Figueiredo, consultor da
Fundação Biodiversitas para a EBC, a
ampliação da Unidade de Conservação
representa um importante avanço para a conservação
da espécie em sua área de distribuição.
“O crescimento da área possibilita um
controle mais abrangente sobre este sítio fundamental
para a sobrevivência da |
arara-azul-de-lear, seriamente ameaçado pela
ação de traficantes de animais silvestres
na região”, explica.
A EBC abriga os paredões de arenito que servem
de dormitório e área de nidificação
para a A. leari. Endêmica da caatinga
baiana, a arara-azul-de-lear é contemplada
por um programa de conservação in
situ, conduzido pela Fundação Biodiversitas
desde 1989 no sertão da Bahia. Em 1992, o reconhecimento
da urgência em proteger a espécie justificou
a criação, pelo IBAMA, do "Comitê
para o Manejo e Conservação da Arara-azul-de-lear",
que tem como objetivo propor e implementar estratégias
de conservação para o táxon.
Saiba mais: www.biodiversitas.org.br/canudos/
* A ABC é uma organização sem
fins lucrativos que tem como missão a conservação,
nas Américas, de aves selvagens e seus hábitats.
A organização trabalha através
de alianças com entidades e cientistas, implantando,
incentivando e conduzindo programas de conservação.
Saiba mais: www.abcbirds.org/
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Universidade
do Oregon publica estudo sobre a crescente extinção
de anfíbios
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Um
estudo realizado por cientistas da Universidade do
Oregon (EUA) e recentemente publicado pela revista
BioScience mostra que os anfíbios, até
então considerados como um dos grupos de vertebrados
de melhor adaptação no mundo, vêm
se extinguindo rapidamente por não mais conseguirem
se adequar às mudanças no planeta. O
estudo mostra que entre as mudanças que mais
afetam o grupo estão a perda do hábitat,
a poluição das águas causada
pelos pesticidas, as infecções e a maior
exposição à luz ultravioleta.
Os cientistas calculam, ainda, que devido às
atuais taxas de poluição, a extinção,
não só de anfíbios, mas também
de outros grupos de animais e de plantas, é
a maior dos últimos 100 mil anos.
Em 2006, um outro relatório, publicado pela
revista Science, apontou que um terço das 5.743
espécies de sapos, rãs e salamandras
conhecidas em todo o mundo estava sob forte risco
de extinção, sendo que, desde 1980,
pelo menos 122 |
espécies haviam desaparecido. À época,
os pesquisadores calcularam ser necessário
o investimento de cerca de US$ 400 milhões
nos próximos cinco anos para reverter esta
situação.
Para os especialistas, a extinção de
espécies desse grupo tem sido especialmente
grave em países como Brasil, Equador, Panamá,
México, Costa Rica, Colômbia e Venezuela.
No Brasil, o grupo de anfíbios ganhou atenção
especial em um edital específico do Programa
de Proteção às Espécies
Ameaçadas de Extinção da Mata
Atlântica, lançado em junho/2006, com
coordenação da Fundação
Biodiversitas e financiamento da Conservation
International. Foram aprovados cinco projetos
em locais que concentram uma alta riqueza de espécies
de anfíbios que necessitam ter melhor elucidada
sua situação de conservação,
o que significa uma otimização dos recursos
financeiros e humanos para a obtenção
do conhecimento pretendido.
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Nova
espécie de roedor descrita para a Mata Atlântica
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Juliomys
ossitenuis
Foto: Pedro Peloso |
Pesquisadores
da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)
descobriram uma nova espécie de roedor na Mata
Atlântica. Batizado de Juliomys ossitenuis,
o roedor teve seus espécimes-tipo coletados
durante o projeto de pesquisa “Inventário
Faunístico da Mata Atlântica”,
financiado pela Fundação Biodiversitas,
National Geographic Society, Fundo Mundial
para a Natureza (WWF-Brasil) e Fundo de Parceria para
Ecossistemas Críticos (CEPF, Conservação
Internacional). De autoria de Leonora Costa, Silvia
Pavan, Yuri Leite e Valéria Fagundes, o artigo
que descreve a espécie foi publicado em abril
de 2007 na revista internacional Zootaxa. Com a descoberta
desse roedor, aumenta para três o número
de espécies descritas no gênero Juliomys,
as quais, de acordo com análises de DNA, têm
seus parentes mais próximos nas regiões
andinas do Chile e Argentina.
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Juliomys
ossitenuis prefere ambientes mais frios e só
é encontrado nas montanhas acima de 800 m de
altitude no Sudeste do Brasil, desde o Parque Nacional
do Caparaó (ES) até a Serra do Mar (SP).
Juliomys ossitenuis é um roedor bem
pequeno, com cerca de 10 cm de comprimento e 20 g
de peso. O pêlo é castanho, com focinho
e lombo alaranjados, e as patas são pequenas
para facilitar a locomoção nas árvores.
Apesar de ser raramente encontrada, a espécie
está protegida em diversas Unidades de Conservação
ao longo da extensão de sua área de
ocorrência. Mesmo assim, por estar restrita
aos ambientes mais frios e de maior altitude, J.
ossitenuis pode estar sujeita à redução
da distribuição geográfica em
função do aquecimento global. Segundo
os pesquisadores, essa e outras espécies na
mesma situação precisam ser monitoradas
para se avaliar os efeitos das mudanças climáticas.
Link para o resumo do artigo em inglês:
http://www.mapress.com/zootaxa/2007f/z01463p037f.pdf
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Próximas
aves a serem extintas nos EUA são havaianas
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Duas
espécies endêmicas da ilha de Kauai,
no Havaí, podem ser as próximas aves
a serem extintas nos Estados Unidos. A informação
foi publicada em artigo assinado pela American
Bird Conservancy (ABC) no último mês
de abril e levará a um estudo das populações
dessas espécies, a ser realizado pelo Hawaii
Department of Land and Natural Resources, para
confirmação do declínio.
Em número de espécies sob risco de
extinção, o Havaí é
líder nos Estados Unidos, com 329, e o número
de plantas e animais que desapareceram desde a colonização
humana das ilhas já ultrapassa 1.000 espécies.
Para as aves, das 71 espécies endêmicas
às ilhas havaianas registradas no século
XVIII, 26 delas já foram extintas e outras
32 estão sob risco de desaparecimento. Segundo
o estudo, algumas dessas aves, especialmente as
espécies popularmente conhecidas como Akekee
e Akikiki, correm séria ameaça de
extinção a curto prazo caso medidas
de proteção não sejam implementadas
com urgência.
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Recentemente os coordenadores da pesquisa realizada
em Kauai alertaram à comunidade científica,
órgãos de governo e à U.S. Fish
and Wildlife Service sobre a diminuição
das populações dessas aves nas ilhas.
Os Akikiki são pequenos pássaros bicolores
que atualmente contam com menos de 1.500 indivíduos
e menos de 10% de sua distribuição original.
As pesquisas indicam que as principais causas do declínio
de suas populações foram a perda e alteração
de hábitat, espécies exóticas
invasoras, doenças como a malária aviária
e o impacto causado por furacões. Em 2005 a
U.S. Fish and Wildlife Service colocou o Akikiki oficialmente
na lista de ameaçadas, mas deixou de investir
na preservação das mesmas por razões
financeiras. Já a Akekee, uma pequena ave verde
e amarela, aparentemente apresenta uma população
estável, estimada em 20 mil indivíduos
mas, assim como a Akikiki, tem como principais ameaças
a perda de hábitat, espécies invasoras
e doenças.
Saiba mais: www.abcbirds.org
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Oportunidade
de financiamento para espécies de aves ameaçadas
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A
British Birdwatching Fair e a The Royal
Society for the Protection of Birds (RSPB) anunciaram
a abertura da etapa 2007 de aplicações
para o Birdfair/RSPB Research Fund for Endangered
Birds. Este fundo fornece financiamentos a partir
de dois mil dólares para pesquisas voltadas
para espécies de aves classificadas como Ameaçadas
pela União Mundial para a Natureza (IUCN).
Este ano, devido a uma generosa doação
particular recebida, o Birdfair/RSPB Research
Fund for Endangered Birds informou que irá
financiar um número maior de projetos. O fundo
é aberto a todos, mas com prioridade
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Programa
de Proteção às Espécies
Ameaçadas da Mata Atlântica Brasileira
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Com
quatro editais voltados para fauna e flora lançados
até o momento, o Programa de Proteção
às Espécies Ameaçadas de Extinção
da Mata Atlântica Brasileira financia,
desde 2004, pesquisas que forneçam subsídios
para a proteção e o manejo de espécies
da flora e fauna ameaçadas desse bioma. Desenvolvido
com recursos do Fundo de Parceria para Ecossistemas
Críticos (Critical Ecosystem Partnership
Fund – CEPF) e coordenado através
da parceria entre a Fundação Biodiversitas
(BH/MG) e CEPAN (Centro de Pesquisas Ambientais do
Nordeste, Recife, PE), o Programa já
contabiliza um total de 51 projetos aprovados, contemplando
94 espécies em 13 Estados do país.
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| Adelophryne
baturitensis
Foto: Diva M. B. Nojosa |
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Adelophryne baturitensis
Foto: Diva M. B. Nojosa |
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Conheça
nesta edição os resultados do projeto
“Estudo de populações
do gênero Adelophryne HOOGMOED & LESCURE,
1984 em áreas fragmentadas no Estado do Ceará
para suporte na elaboração de estratégias
de conservação”
Coordenado pela zoóloga Diva Maria Borges Nojosa,
o projeto aprovado no Edital 01/2004 do Programa de
Proteção às Espécies Ameaçadas
de Extinção da Mata Atlântica
Brasileira teve como objetivo o estudo das populações
das espécies Adelophryne maranguapensis
na Serra de Maranguape e Adelophryne baturitensis
no Maciço de Baturité, no Estado
do Ceará. Para tanto, foram realizados levantamentos
sobre |
a biologia das espécies,
assim como a identificação, quantificação
e qualificação das possíveis
ameaças ao equilíbrio das populações.
Ambas as espécies constam da Lista da Fauna
Brasileira Ameaçada de Extinção
(Machado et al., 2005), nas categorias Vulnerável
(A. baturitensis) e Em Perigo (A. maranguapensis),
tendo como principais ameaças a destruição
do hábitat e o desmatamento. Tanto A. baturitensis,
quanto A. maranguapensis são muito
pequenas, apresentando adultos com cerca de 1-2 cm
e têm distribuição em áreas
com altitudes entre 600-900 m. Adelophryne baturitensis
é geralmente encontrada em florestas primárias
e secundárias, enquanto A. maranguapensis
habita a serrapilheira, as bromélias, as margens
dos riachos e os tapetes de musgos das pedras em áreas
próximas ao Pico das Rajadas. “O monitoramento
mensal das duas populações confirmaram
que A. maranguapensis, embora esteja em perigo,
apresenta uma abundância relativa maior do que
A. baturitensis, sendo encontrada nas localidades
de estudo durante todo o ano”, explica Diva.
“Pode-se concluir que ambas as espécies
dependem muito do ambiente florestado e rico em bromélias,
principalmente para a reprodução, o
que justifica a urgência da criação
de Unidades de Conservação nas duas
serras”, ressalta a zoóloga. Baseada
nisso, a equipe do projeto vem mantendo contato com
os moradores da região para divulgar o projeto
e esclarecer sobre a importância da criação
dessas áreas. Segundo a coordenadora do projeto,
para elevar o conhecimento e sensibilizar a comunidade
local, além de divulgar a presença das
espécies na área, todos os dados relativos
à sua biologia obtidos no estudo foram repassados
- em linguagem leiga - aos moradores locais. Foram
realizadas palestras e distribuídos calendários
contendo fotos e informações básicas
sobre os dois anfíbios.
Diva Borges Nojosa adianta que dará continuidade
ao estudo. “Pretendo conseguir mais recursos
para realizar a análise e o manejo efetivo
utilizando modelos mais precisos que demonstrem claramente
o declínio das duas populações”,
conclui. |
Notícias da UICN Sur
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* A coluna “Notícias da UICN Sur”
é publicada em todas as edições
do informativo eletrônico Espécies Ameaçadas
Online e traz matérias enviadas pelo
escritório regional da América do Sul,
em Quito, Equador.
La pérdida de la biodiversidad, es
una pérdida del ser humano
22 de mayo / Día Internacional de la Diversidad
Biológica
Quito, Ecuador. 22 de mayo de 2007. (UICN - América
del Sur)- Los 18 millones de km2 que conforman América
del Sur albergan una de las áreas de mayor
riqueza biológica del planeta, con gran variedad
de ecosistemas, especies y genes que representan aproximadamente
el 40% de la diversidad biológica de la tierra,
cerca del 25% de todos los bosques del planeta, el
26% de las fuentes renovables de agua dulce y más
del 40% de las especies de plantas y animales del
mundo.
Esta biodiversidad se ve afectada, sin embargo, por
diferentes factores de orden antrópico y ambiental.
Según la información de la Lista Roja
de la UICN, 4.089 especies en esta región se
encuentran amenazadas; lo representa casi el 40% de
especies, considerando que el total de especies
|
evaluadas por la UICN en América del Sur asciende
a 10.784.
Las
causas que generan esta pérdida de biodiversidad
radican tanto en la falta de articulación de
estrategias de desarrollo social con la conservación
de los servicios ambientales que provee la biodiversidad,
como con los efectos que el propio ser humano genera
en el ecosistema global, a través del cambio
climático.
Que no nos sorprenda, por lo tanto, que este año
el tema para el Día de la Biodiversidad sea
precisamente el cambio climático que, según
el Panel Intergubernamental de Cambio Climático
(IPCC), incrementaría el riesgo de extinción
del 30% de las especies en el mundo, solamente con
un aumento de 2°C. Hoy en día, por efectos
del cambio climático la mitad de las especies
ha alterado su comportamiento o se ha desplazado de
su lugar original. Un cuarto de los corales de las
aguas de todo el mundo ha desaparecido como resultado
del calentamiento de los océanos.
Ficha con información sobre Brasil, en português
- Conctacto:
Arturo Mora, Oficial de Programa, UICN-América
del Sur:
arturo.mora@sur.iucn.org,
http://www.sur.iucn.org/listaroja |
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Errata
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Na matéria “Estudos realizados no Parque
Estadual do Rola Moça apontam ocorrência
de 7,5% das espécies conhecidas em Minas Gerais”,
publicada na edição nº 12 do boletim
Espécies Ameaçadas Online (27/04/2007),
as espécies da flora Artrocereus glaziovii
e Aulonemia effusa, citadas como endêmicas
ao Parque são, na verdade, endêmicas
do Quadrilátero Ferrífero (MG). Já
as aves Melanopareia torquata, Polystictus
superciliaris, Cyanocorax cristatellus,
Porphyrospiza caerulescens, Embernagra
longicauda e Antilophia galeata, são
endêmicas do Cerrado. Entre os mamíferos
citados, Pseudalopex vetulus (raposa-do-campo)
é endêmico do Cerrado, enquanto Chrysocyon
brachyurus (lobo-guará) é uma espécie
ameaçada de extinção, segundo
a Lista Brasileira (Machado et al, 2005).
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