ANO
2 :: Nº 10:: 28 DE FEVEREIRO DE 2007 |
No início desse mês, ocorreu em
Belo Horizonte a reunião para a avaliação
final do Programa CEPF no Brasil, iniciado em 2002. O CEPF
– Fundo de Parcerias para Ecossistemas Críticos
- é uma parceria entre a Conservação
Internacional, o Governo do Japão, Banco Mundial, GEF
e a Fundação MacArthur, voltada para a conservação
da biodiversidade nos hotspots mundiais (áreas
onde a alta riqueza e endemismos de espécies é
contrastada pelo elevado grau de ameaça que sofrem).
No Brasil, até o momento, o CEPF atua apenas na Mata
Atlântica. A estratégia do CEPF-Mata Atlântica,
coordenada pela Aliança para Conservação
da Mata Atlântica - leia-se Conservação
Internacional e SOS Mata Atlântica - foi voltada para
os corredores Central e da Serra do Mar, e implicou no repasse
de recursos para o apoio a projetos ou iniciativas de conservação,
novas ou mesmo em andamento, que representassem uma contribuição
para a mudança do cenário de ameaça.
Regido pelo conceito de formação de parcerias
múltiplas para potencializar o sucesso das iniciativas,
o CEPF-Mata Atlântica priorizou seu apoio a propostas
que demonstraram o envolvimento de vários setores da
sociedade civil, como agentes parceiros, para promover a efetiva
conservação de recursos ambientais e também
influenciar a tomada de decisões dos gestores públicos
no que tange ao desafio assumido pelo Fundo. O CEPF foi programado
para encerrar-se em 2007 e os resultados, após cinco
anos de atuação no Brasil, não podiam
ser melhores. Demonstramos uma alta capacidade técnica,
de mobilização e organização,
ficando claro que, às organizações civis
brasileiras, falta a informação e o apoio para
que suas ações se realizem de forma coordenada
e se revertam em resultados concretos. O Fundo encerra-se,
mas deixa bons frutos e a esperança de que as mudanças
alcançadas por todos que participaram da iniciativa,
sejam essas a tomada de consciência, a possibilidade
de transformar a realidade, a capacitação ou
o aumento do conhecimento e o espírito das parcerias,
permaneçam nas instituições (como é
o caso da Biodiversitas), nos técnicos, nos cientistas,
nos proprietários rurais, nas pessoas comuns envolvidas,
e permitam a continuidade da luta para a conservação
da nossa biodiversidade!
Gláucia Moreira Drummond
Superintendente Técnica
Fundação Biodiversitas
O que você precisa saber
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Política
Nacional da Biodiversidade - PNB
(Decreto
Nº 4.339/2002) - estabelece como princípio
que a Diversidade Biológica tem valor intrínseco
independente de seu potencial para uso humano, pois
cada forma de vida é única, merecendo
respeito, independentemente de seu valor
para o homem. |
Comissão Nacional de Biodiversidade
CONABIO - tem um papel fundamental
na implementação da Política
Nacional de Biodiversidade e na implementação
da Convenção para a Diversidade Biológica
(CDB), tendo uma relevante participação
na discussão com a sociedade civil, através
de debates e consultas públicas que visam alcançar
seu principal objetivo: a promoção da
efetiva conservação da biodiversidade
brasileira. |
Biodiversitas
é única instituição totalmente
brasileira a compor o Comitê de Coordenação
da AZE
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O
ano de 2007 começou com ótimas perspectivas
para a Fundação Biodiversitas. Prova
disso é o convite oficial, encaminhado no mês
de fevereiro, pela Alliance for Zero Extinction
(AZE) para que a instituição faça
parte de seu Comitê de Coordenação.
A AZE é uma iniciativa internacional de organizações
voltadas para a biologia da conservação,
que tem como meta principal impedir a extinção
de espécies através da identificação
e proteção de locais-chave (aqueles
considerados como últimos refúgios de
uma ou mais espécies categorizadas como Em
Perigo ou Criticamente em Perigo, de acordo com os
padrões da IUCN - União Mundial para
a Natureza).
Com este convite, a Fundação Biodiversitas
passa a ser a única organização
totalmente brasileira a integrar o Comitê, ao
lado da BirdLife International (Inglaterra), TNC (EUA),
Asociación Ecosistemas Andinos (Peru), WWF
(EUA), Doga Dernegi (Turquia), Island Endemics (México),
Zoo Outreach Organization (Índia) e ABC (EUA).
“O espaço conquistado pela Biodiversitas
no Comitê diz respeito ao trabalho que desenvolvemos
com espécies ameaçadas no Brasil, além
da repercussão da nossa proposta para criação
da Aliança Brasileira Para Extinção
Zero (BAZE), que compartilha das mesmas estratégias
e objetivos da AZE”, afirma Gláucia Drummond,
Superintendente Técnica da instituição.
Ela explica que a Biodiversitas tem uma grande facilidade
de articulação com a comunidade científica
brasileira, além de possuir um programa que
subsidia pesquisas com espécies ameaçadas,
podendo, assim, contribuir para o fornecimento
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de
dados para seleção dos sítios da
AZE, além de usar da sua capacidade institucional
para a mobilização de outros setores sociais
(gestores públicos, empresas privadas, proprietários
rurais) para a implementação dos sítios
localizados no Brasil. Em termos institucionais, a participação
da organização vem reforçar sua
posição de referência no trabalho
relativo a espécies ameaçadas, não
somente no Brasil, mas também perante às
outras 64 entidades-membro da AZE, que atuam em 16 países.
“Na prática, iremos incorporar mais fortemente
em nosso planejamento institucional estratégias
que se somem ao esforço da AZE para garantir
a proteção das espécies, participando
também de propostas aprovadas nas quais a Biodiversitas
for identificada como a parceira mais apta a realizá-las”,
conclui Gláucia.
As instituições que compõem o
Comitê Coordenador da AZE têm como funções
transformar a Aliança em referência nas
ações que visem assegurar a efetividade
da conservação dos sítios e espécies
por ela selecionadas, coordenar os comunicados da
AZE, determinar mecanismos para distribuição
de fundos de contribuição, identificar,
selecionar buscar suporte e garantir a participação
de indivíduos que possam representar a AZE
em encontros / eventos internacionais, agendar, supervisionar
e delegar tarefas para o Comitê Técnico-Assessor
e outros membros, entre outras.
Saiba mais: www.zeroextinction.org |
Monitoramento
de fêmea de muriqui translocada para RPPN Mata
do Sossego indica boa adaptação
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Inspeção
de macho
em Eduarda
Foto:
Carlos Leandro
de Souza Mendes |
Na
edição de Janeiro/2007 do boletim Espécies
Ameaçadas Online o destaque foi para
o projeto “Translocação de uma
fêmea isolada de muriqui-do-norte (Brachyteles
hypoxanthus) como ferramenta de manejo para a
conservação da espécie”.
Nesta edição, divulgaremos os primeiros
resultados do projeto, desenvolvido na RPPN Mata do
Sossego, de propriedade da Fundação
Biodiversitas, pela ONG Centro de Estudos Ecológicos
e Educação Ambiental (CECO) e pela Universidade
do Estado de Minas Gerais, Campus Carangola (UEMG/FAFILE).
Classificado como Criticamente em Perigo (CR), segundo
a Lista da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção
(Machado et al., 2003), o Brachyteles
hypoxanthus (muriqui-do-norte) é o maior
primata das Américas, somente encontrado em
fragmentos de Mata Atlântica nos Estados de
Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia. A translocação
da fêmea isolada para a RPPN Mata do Sossego
significa não somente a deliberação
científica sobre a movimentação
do primata de um hábitat natural para outro,
mas também – e principalmente –
a introdução de novos genes em um grupo
restrito que tem sua continuidade ameaçada
por cruzamentos entre indivíduos aparentados.
Batizada de Eduarda, em homenagem ao biólogo
Eduardo Marcelino, a fêmea de muriqui-do-norte
foi capturada, transportada e solta entre os dias
21 e 22 de dezembro de 2006 e, durante todo o mês
seguinte, diariamente
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monitorada
com o auxílio de um rádio transmissor.
A princípio, a adaptação foi
satisfatória: em apenas seis dias, Eduarda
já acompanhava o grupo de 43 muriquis que habitam
a RPPN Mata do Sossego e, nesse período, nenhum
tipo de agressão entre a fêmea
e
o grupo foi registrada. No primeiro relatório
parcial sobre o monitoramento da fêmea de B.
hypoxanthus, o biólogo Carlos Leandro
de Souza Mendes, um dos co-responsáveis pelo
projeto “Conservação e manejo
do muriqui em Minas Gerais”, coordenado pela
Biodiversitas e financiado pelo FNMA/PROBIO (Edital
01/2003), explica que foram registrados horário,
localização (posição geográfica),
atividade do animal e altura da copa das árvores
onde ela se encontrava. Essas informações
tornaram possível traçar o padrão
de atividades de Eduarda em seu primeiro mês
na “nova casa”: a fêmea usou 30%
do tempo se alimentando, 15% se deslocando, 54% descansando
e 1% envolvida em outras atividades. “Se comparado
a outros trabalhos desenvolvidos com a espécie,
este padrão demonstra uma boa adaptação
da fêmea ao novo ambiente”, afirma Carlos
Leandro.
Para o biólogo e presidente da Sociedade Brasileira
de Primatologia, Dr. Fabiano Rodrigues de Melo, que
coordenou o processo de translocação,
as informações do relatório preliminar
permitem traçar um panorama positivo. “É
surpreendente ver como ela foi aceita rapidamente pelo
grupo, o que nos faz pensar que ela terá uma
grande chance de se reproduzir em, no máximo,
dois anos, consolidando assim nosso trabalho de introdução
de novos genes à população manejada,
o que seria uma grande vitória”, comemora.
O projeto conta ainda com o apoio do Centro de Triagem
de Animais Silvestres (CETAS/IBAMA), Universidade Federal
de Viçosa (UFV) e MMX Mineração
e Metálicos S.A.. |
Estudos
realizados por doutoranda da UFMG demonstram que o Minhocuçu
(Rhinodrilus alatus) deve ser excluído da Lista
Vermelha Brasileira
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Endêmica
do Cerrado da região central de Minas Gerais,
a espécie Rhinodrilus alatus (minhocuçu)
tem cerca de 60 cm de comprimento e 12 mm de diâmetro,
sendo amplamente utilizada como isca no mercado de
pesca em vários Estados do país. Tanto
na Lista da Fauna Ameaçada de Extinção
do Estado de Minas Gerais (DN Copam 041/1995), quanto
na Lista Brasileira (IN 03/03; Machado et al.,
2003) vigentes, R. alatus está classificada
na categoria Em Perigo, mas, com a revisão
da Lista da Fauna de Minas Gerais, realizada pela
Fundação Biodiversitas, em setembro
de 2006, especialistas concluíram que a espécie
não se encontra ameaçada de extinção,
de acordo com os critérios estabelecidos pela
IUCN e utilizados na elaboração das
listas mineira e nacional. Assim, uma vez que a espécie
é endêmica de Minas Gerais, por uma questão
de coerência, seu status na lista nacional
deverá ser também alterado. A avaliação
do novo status de conservação
do minhocuçu na lista mineira teve como base
estudos desenvolvidos pela doutoranda do curso de
Ecologia, Conservação e Manejo da Vida
Silvestre da UFMG, Maria Auxiliadora Drumond.
Para a inclusão da espécie nas listas
de ameaçadas que hoje vigoram, a destruição
do hábitat, a coleta intensa para comercialização,
levando a uma redução do seu tamanho
populacional, foram os critérios utilizados
mas, de acordo com a especialista da UFMG, novos registros
da espécie em outras localidades do Estado,
ampliando consideravelmente sua área de distribuição,
além da comprovada abundância de minhocuçus
em algumas áreas, permitiram a conclusão
de que R. alatus não se enquadra nas categorias
de ameaça levadas em consideração
na elaboração das listas vermelhas.
“O longo período durante o qual a extração
de R. alatus vem sendo registrada – cerca de
70 anos – e o atendimento à elevada demanda
dos pescadores indicam a abundância
da espécie, o que pode favorecer seu uso sustentável
por
meio da implementação de ações
de
co-manejo,
ou seja,
do
manejo
conjunto da espécie pelos
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diferentes setores interessados, como forma de minimizar
os conflitos existentes”, afirma a pesquisadora
em Nota Técnica encaminhada ao Ministério
do Meio Ambiente em novembro de 2006.
Desenvolvido no âmbito do Projeto Minhocuçu,
o estudo “Avaliação do status
de conservação do minhocuçu
Rhinodrilus alatus Righi, 1971” foi
realizado por meio de parceria entre UFMG, Ministério
Público de MG, IBAMA, SEMAD, IEF, Prefeituras
Municipais, Instituto Sustentar, extratores e comerciantes
de minhocuçus, Sindicato Rural de Paraopeba
e Caetanópolis, e Associação
para a Preservação do Minhocuçu
e do Meio Ambiente (Apremap), com apoio financeiro
do Ministério Público de MG, Conservação
Internacional e Fapemig, e apoio executivo da Vallourec
& Mannesman. O projeto aponta, também,
que a coincidência entre o período
de reprodução da espécie e
o defeso da pesca (entre novembro e fevereiro) aparentemente
favorecem o recrutamento de suas populações,
o que pode subsidiar uma política voltada
para a proteção de R. alatus.
Junto
à Nota Técnica, a Fundação
Biodiversitas também encaminhou um documento
solicitando que a Câmara Técnica Permanente
de Espécies Ameaçadas de Extinção
e de Espécies Sobreexplotadas ou Ameaçadas
de Sobreexplotação, instituída
no âmbito do Ministério do Meio Ambiente,
fosse reunida para conhecer e debater a proposta.
Apesar do Ministério ter se mostrado favorável
e atento ao pedido, a reunião ainda não
foi agendada. A Superintendente Técnica da
Biodiversitas, Gláucia Drummond, ressalta
a importância de um encaminhamento sobre o
assunto, uma vez que os estudos atuais apontam a
possibilidade de uso sustentável que, se
bem ordenado e com ampla participação
institucional, poderia contribuir para a conservação
de R. alatus a longo prazo, além
de oportunizar renda e trabalho para as comunidades
que tradicionalmente vivem de sua exploração.
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Programa
de Proteção às Espécies Ameaçadas
da Mata Atlântica Brasileira
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Bradypus
torquatus
Foto:
Adriano Chiarello |
Com
quatro editais voltados para fauna e flora lançados
até o momento, o Programa de Proteção
às Espécies Ameaçadas de Extinção
da Mata Atlântica Brasileira financia,
desde 2004, pesquisas que forneçam subsídios
para a proteção e o manejo de espécies
da flora e fauna ameaçadas desse bioma. Desenvolvido
com recursos do Fundo de Parceria para Ecossistemas
Críticos (Critical Ecosystem Partnership
Fund – CEPF) e coordenado através
da parceria entre a Fundação Biodiversitas
(BH/MG) e CEPAN (Centro de Pesquisas Ambientais do
Nordeste, Recife, PE), o Programa já
contabiliza um total de 51 projetos aprovados, contemplando
94 espécies em 13 Estados do país.
Conheça nesta edição os resultados
do projeto “Demografia e viabilidade
populacional da preguiça-de-coleira, Bradypus
torquatus (Xenarthra: Bradypodidae)”
Aprovado no Edital 02/2004, este projeto tem como
objetivo a obtenção de parâmetros
demográficos e ecológicos da espécie
Bradypus torquatus, além de analisar
sua viabilidade populacional. Endêmica do bioma
Mata Atlântica, a preguiça-de-coleira
é encontrada nos Estados do Sergipe, Rio de
Janeiro, Minas Gerais e, em maior proporção,
na Bahia e Espírito Santo.
Realizado nos municípios de Santa Teresa e
Santa Maria de Jetibá, região serrana
do Espírito Santo, o projeto coordenado pelo
Dr. Adriano Chiarello vem obtendo resultados que permitem
uma melhor compreensão do status de
conservação da espécie, dando
subsídios para a definição das
linhas de ação para sua sobrevivência
a longo prazo. “O conhecimento do tamanho populacional,
em conjunto com as demais análises propostas,
irá representar um avanço significativo
para a elaboração de uma estratégia
conservacionista para a espécie, feito ainda
inédito”, afirmou Chiarello à
época da apresentação do projeto
para seleção.
Até o momento o projeto realizou treze coletas
mensais entre agosto de 2005 e junho de 2006, totalizando
66 dias em campo. |
Os principais dados coletados visaram a determinação
da densidade populacional de preguiças a partir
de contagem de indivíduos em 24 parcelas fixas
de 0,25 ha cada, bem como a determinação
de parâmetros populacionais, como razão
sexual, e ecológicos, como a extensão
da área de vida. “Os resultados indicam
densidade populacional entre 0,17 e 0,50 preguiças/ha
para as matas da região serrana do Espírito
Santo, uma razão sexual ligeiramente enviesada
para fêmeas - 1,25 a 1,5 fêmeas adultas
para cada macho - e áreas de vida variando
entre 1,34 a 1,78 ha/preguiça”, explica
Chiarello. Segundo o pesquisador, esses parâmetros
indicam uma densidade relativamente alta de preguiças-de-coleira
na região, que é uma das principais
áreas para a conservação da espécie.
Na etapa etapa final do projeto uma projeção
detalhada da viabilidade de longo prazo desta população
ou populações será apresentada,
levando-se em conta também a estrutura da paisagem
da área de estudo. “Só a partir
da conclusão desta modelagem é que poderemos
afirmar com mais segurança sobre o status
de conservação e viabilidade populacional
das preguiças-de-coleira no Espírito
Santo”, esclarece.
Mesmo assim, o projeto já aponta como principal
ação para a efetiva proteção
de B. torquatus a promoção
de conectividade entre os fragmentos de floresta.
Isso permitiria - ou aumentaria - o fluxo gênico
entre os principais blocos de mata da região
e diversos fragmentos de mata que existem na região.
Adriano Chiarello afirma que a conexão pode
ser melhorada com a preservação das
atuais áreas de mata e com a recuperação
daquelas mais degradadas. “A promoção
de conexão entre populações pode
ser considerada como mais importante do que o tamanho
das áreas remanescentes, tendo em vista que
as preguiças são encontradas mesmo em
fragmentos com menos de 10 ha de extensão”,
diz.
Como passos seguintes à finalização
deste estudo, o projeto recomenda o monitoramento
populacional, a averiguação do estado
de saúde e do status reprodutivo dessas
populações, além do levantamento
de outras áreas de ocorrência da espécie,
principalmente no sul do Espírito Santo, próximo
à divisa com Minas Gerais, já que existem
poucas populações catalogadas.
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Notícias da UICN Sur
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*A
coluna “Notícias da UICN Sur” é
publicada em todas as edições do informativo
eletrônico Espécies Ameaçadas Online
e traz matérias enviadas pelo escritório
regional da América do Sul, em Quito, Equador.
Más tiburones pelágicos ingresan
a la Lista Roja de la UICN
Los descubrimientos de expertos muestran que un
mayor número de tiburones está cada vez
más amenazado debido a la sobrepesca
Oxford, Reino Unido, 22 de febrero de 2007
(UICN) - Un número mayor de tiburones
pelágicos u oceánicos está siendo
incluido en la Lista Roja de Especies Amenazadas de
la UICN, de acuerdo con los descubrimientos de un grupo
de expertos reunidos esta semana en un taller internacional,
organizado por la Comisión de Supervivencia de
Especies (CSE) de la Unión Mundial para la Naturaleza
(UICN), que examinó el estado de conservación
de estos tiburones altamente migratorios frente al criterio
de la Lista Roja.
"Las cualidades de los tiburones pelágicos
-rápidos, poderosos y ampliamente distribuidos-
a menudo provocan la percepción errada de que
éstos son resistentes a la presión de
la pesca", dice Sarah Fowler, Vicepresidenta del
Grupo de Especialistas en Tiburones de la CSE. "Esta
semana, científicos expertos en tiburones de
alrededor del mundo resaltaron la vulnerabilidad de
estas especies a la sobrepesca y concluyeron que varias
especies están ahora en la categoría Amenazada
de extinción a una escala global".
Las tres especies de tiburones zorro, conocidas por
sus colas, que pueden llegar a ser tan largas como sus
cuerpos, fueron incluidas bajo la categoría de
Vulnerable a nivel mundial. El zorro ojón y el
tiburón zorro pelágico fueron evaluadas
por primera vez, mientras que el tiburón zorro
común fue incluido en un grado mayor de amenaza
desde la clasificación de Datos Insuficientes
hecha en 2001.
El estado de amenaza mundial del marrajo dientuso, favorito
entre los pescadores comerciales y recreacionales, pasó
de Casi Amenazado en 2000 a Vulnerable.
El tiburón azul, el más abundante y altamente
pescado del mundo, permanece en la categoría
Casi
Amenazada. Los científicos notaron declinamientos
del 50% al 70% en el Atlántico Norte y mostraron
su preocupación por la falta
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medidas de conservación, aunque no llegaron a
un acuerdo en cuanto a que esta especie esté
Amenazada de extinción a una escala global.
Los participantes del taller se concentraron en evaluar
el estado mundial de los tiburones pelágicos
y semi-pelágicos y rayas, desde los rangos de
Extinto hasta el del Preocupación Menor. Las
especies clasificadas como Vulnerable, En Peligro, En
Peligro Crítico son consideradas como Amenazadas
de extinción. Las especies que están cerca
de ser clasificadas en la categoría de Amenazada
en un futuro cercano, están actualmente bajo
el criterio de Casi Amenazada; mientras que aquellas
que sufren de falta de información tienen la
bandera de Datos Insuficientes.
Los tiburones pelágicos son atrapados de manera
incidental, principalmente en las pesquerías
de atún y pez espada; sin embargo son cada vez
más apetecidos debido al desarrollo creciente
del mercado y la demanda de su carne y aletas. Las prohibiciones
internaciones a las prácticas de aleteo -cortar
las aletas del tiburón y arrojar su cuerpo al
mar-, débiles y difíciles de ejecutar,
tampoco han permitido frenar la actividad.
"A pesar de las amenazas crecientes y la evidencia
de su declinación, no existen límites
internacionales de pesca para estos tiburones",
afirma Sonja Fordham, Presidenta Delegada de la SSG
y Directora de Política de la Shark Alliance.
"Los resultados del taller subrayan la necesidad
urgente de que las comisiones de pesca internacionales
limiten la pesca de estas especies vulnerables y fortalezcan
las regulaciones sobre la práctica, que genera
desperdicio, del aleteo".
La sobrepesca de tiburones en general, es muy peligrosa
debido a que muchas de sus especies crecen lentamente,
maduran tardíamente y producen muy pocas crías.
Aunque algunos tiburones pelágicos, como el tiburón
azul, pueden tener docenas de crías, esto no
garantiza su conservación, puesto que son igualmente
vulnerables comparados con otras especies de peces,
en su mayoría.
Ver noticia completa en:
http://www.sur.iucn.org/
vitrina/noticia.cfm?passcodnot=1303 |
Fundação
O Boticário abre inscrições para
Edital de apoio a projetos
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Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal. Estes são
os três biomas priorizados no Edital de apoio
a projetos da Fundação O Boticário
de Proteção à Natureza, que recebe
inscrições até 31 de março.
Estão aptos a concorrer ao financiamento projetos
desenvolvidos por ONGs ou fundações
ligadas a universidades e que contemplem ações
de manejo de Unidades de Conservação;
conservação e manejo de espécies
ameaçadas; fiscalização e proteção
ambiental; valorização e manejo de áreas
verdes urbanas; controle de espécies exóticas
invasoras; restauração de ecossistemas;
desenvolvimento e implementação de políticas
públicas e legislação ambiental;
e pesquisa aplicada em ecologia e conservação
da natureza.
Projetos a serem desenvolvidos em três regiões
específicas, inseridas em áreas de alta
importância para a conservação |
mundial, ainda bem conservadas e pouco habitadas e
localizadas próximas a Unidades de Conservação,
terão prioridade: complexo estuarino-lagunar
Iguape-Cananéia-Paranaguá, localizado
na Mata Atlântica; região de Cerrado
compreendida entre o Parque Nacional da Chapada dos
Veadeiros (GO) e o conjunto de Unidades constituído
pelo Parque Estadual do Jalapão e Parque Nacional
das Nascentes do Rio Parnaíba (TO); e região
do Pantanal, abrangendo a bacia pantaneira e a região
da Serra da Bodoquena.
O formulário de inscrição já
está disponível no endereço http://internet.boticario.com.br/portal/site/fundacao/,
podendo ser preenchido e enviado online ou impresso.
Nesse caso, a postagem do formulário também
deve ser feita até 31 de março. |
Associe-se à Biodiversitas
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A
luta pela preservação da biodiversidade brasileira
é a missão da Biodiversitas há mais de
quinze anos. Neste período, atividades de pesquisa,
levantamentos biológicos e divulgações
científicas só foram possíveis através
de convênios e doações de pessoas físicas
e empresas ecologicamente envolvidas.
Tornando-se um sócio-contribuinte da Biodiversitas,
você irá atuar diretamente na preservação
de espécies da fauna e da flora brasileiras ameaçadas
de extinção. Seu apoio é fundamental
para que nosso trabalho continue gerando resultados positivos
na conservação da biodiversidade do país.
Associando-se à Biodiversitas você terá
acesso a conteúdos exclusivos no site, notícias
sobre os projetos desenvolvidos pela Fundação
e ainda irá ganhar brindes, participar de promoções
e muito mais. A Biodiversitas oferece ainda uma carteirinha
personalizada que dá direito a descontos especiais
na compra dos produtos da Ecolojinha.
Acesse nossa página na Internet e comece a contribuir
para a conservação da biodiversidade brasileira:
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