ANO
2 :: Nº 16 :: 31 DE AGOSTO DE 2007 |
Caros Leitores,
Abro esse Boletim com uma notícia que, caso se concretize,
pode transformar a realidade das organizações
sem fins lucrativos que trabalham para promover a conservação
e o uso racional dos recursos naturais no Brasil. Foi aprovado
ontem, por unanimidade, pela Comissão de Constituição,
Justiça e Cidadania da Câmara dos Deputados,
o Projeto de Lei 5.974/2005, que institui o Imposto de Renda
Ecológico. O PL que já havia sido aprovado pela
Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
em julho de 2006 e pela Comissão de Finanças
e Tributação em junho de 2007, prevê que
pessoas físicas e jurídicas poderão reduzir
do imposto de renda devido, respectivamente até 80%
e 40%, dos valores doados as entidades sem fins lucrativos
para aplicação em projetos de caráter
conservacionista. Esse resultado é fruto de uma articulação
de um grupo formado por diversas ongs ambientais nacionais
que, desde de 2005, vêm se mobilizando para levar a
cabo o projeto de autoria do Senado Federal. Este ano, a iniciativa
ganhou corpo com o apoio do Ministério do Meio Ambiente
e a partir de agora, com a aprovação na última
câmara, passa a aguardar sua votação no
Plenário. Talvez seja precipitada uma comemoração,
mas seria injusto, nesse momento, deixar de exaltar o empenho
de alguns parceiros que foram cruciais para os resultados
já alcançados, falo particularmente do Alexandre
Prado, da Conservação Internacional, do Mário
Montovani, da SOS Mata Atlântica, e da Geórgia
Pessoa, do WWF, quem assumiu a coordenação do
grupo no seu início. Não desmerecendo, é
claro, a contribuição de todos os outros partícipes
da campanha “Ação pelo IR Ecológico,
a Natureza merece esse estímulo”. Este estímulo,
sem dúvida, será capaz de fomentar ações
de interesse da sociedade em geral, além de projetar
um horizonte mais amplo para as instituições
sem fins lucrativos se fortalecerem e colocarem seus projetos
ambientais em prática, complementando as deficiências
no orçamento da União para as ações
de conservação. Esclareço que o projeto
prevê ainda doações ou patrocínios
para o Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA) e outros fundos
públicos ambientais. Acredito que agora estamos nos
cinco minutos finais do jogo, o placar é nosso e a
torcida já está em pé, vamos continuar
com a mesma vibração e decidimos o campeonato!
Gláucia Moreira Drummond
Superintendente Técnica
Fundação Biodiversitas
O que você precisa saber
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Biodiversidade: é a variedade
de vida na Terra. Constituída pelas variedades
inter-espécies, entre espécies e de
ecossistemas. Também se refere às relações
entre os seres vivos e o seu meio ambiente. Conjunto
de plantas, animais, microrganismos e ecossistemas
que sobrevivem na natureza – estimado em mais
de 10 milhões de espécies. A biodiversidade
inclui serviços ambientais responsáveis
pela manutenção da vida na Terra, pela
interação entre os seres vivos e pela
oferta dos bens e serviços que sustentam as
sociedades humanas e suas economias. Esses bens e
serviços incluem alimentos, medicamentos, água
e ar limpos, e outros recursos naturais que suportam
a variedade de atividades humanas e indústrias.
Biota: é o conjunto de seres
vivos que habitam um determinada região ou
ambiente, aquático ou terrestre.
Biotecnologia: A aplicação
de conhecimentos técnicos e científicos
no uso de organismos vivos para realizar processos
químicos ou produzir outros materiais.
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Grande
perda
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Mário
Ribeiro (Jornal Estado de Minas/Caderno de Cultura,
30 de agosto de 2007)
O passamento de Conceição Ribeiro Machado,
semana passada, conduz a algumas reflexões
que me permito externar para quem nunca ouviu falar
de seu nome, e para tantos alunos que orientou e formou.
Professora emérita da UFMG, onde se formou
em medicina, preferiu dedicar à pesquisa e
ao ensino. Na verdade, tornou-se cientista, com dedicação
doença de Chagas, o que a levou aos Estados
Unidos para apresentar suas teses e acabou por torná-la
referência mundial no assunto. Sua alegria contagiante
não a impedia de ser rígida com seus
alunos, que a adoravam. Alegria comungada com o seu
marido, Angelo Machado, o Angelim, também emérito
cientista, defensor intransigente da ecologia e que
ganhou o mundo com seus estudos sobre as libélulas.
Alegria que Angelim sempre expôs nos shows por
ele organizados na Faculdade de Medicina e que |
culminaram
na criação de peças teatrais,
como – talvez a mais famosa dele – sobre
como se comportar em festas com bufê escasso.
A prima Conceição certamente herdou
muito de tio Alexandre, aquele homem magro, nariz
vermelho, que entendia de máquinas e se destacou
mineralogia sem precisar de diploma, músico
como todos os filhos e filhas de Tonico Ribeiro e
que tocava piano, violão e flauta, além
de gostar de caçadas, num tempo em que se podia
caçar. Um homem à frente do seu tempo,
que achava absurdo a indústria automobilística
se voltar somente para os “carros de passeio”,
quando devia se dedicar a fabricar coletivos para
o povo, como ouvi dele uma vez lá em casa.
E Conceição saiu-se ao pai pelo destemor
de enfrentar o desconhecido e as barreiras. Uma perda
que não pode ficar sem registro na nossa história.
Angelo
Machado é um dos fundadores da Fundação
Biodiversitas e atual presidente do nosso Conselho
Curador.
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Projeto
BiotaMinas
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A
Fundação Biodiversitas em parceria com
a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia
e Ensino Superior - SECTES, realizou no dia 8 de agosto,
a Primeira Reunião de Trabalho do Projeto BiotaMinas.
O projeto, que terá duração de
um ano, tem como meta a elaboração de
um diagnóstico sobre o estado da arte do conhecimento
sobre a biodiversidade em Minas Gerais, o qual deverá
servir de base para a definição da arquitetura
do Programa Biota no Estado. O Programa deve assumir
as premissas preconizadas pela Convenção
sobre a Diversidade Biológica, assinada durante
a ECO-92 e ratificada pelo Congresso Nacional em 1994,
de modo a orientar e fomentar a produção
científica de qualidade, incluindo o desenvolvimento
biotecnológico, como estratégias para
a conservação da biodiversidade e o
planejamento da gestão ambiental em Minas Gerais.
Na reunião, o convidado Dr. Carlos Joly, da
Universidade de Campinas e um dos idealizadores e
principal executor do Programa Biota-Fapesp, discorreu
sobre o histórico do programa, os resultados
alcançados e os desafios de sua implementação.
A Dra. Dora Canhos, do Centro de Referência
em Informação Ambiental – CRIA,
demonstrou a lógica do sistema desenvolvido
para a organização e a disseminação
dos dados gerados pelas pesquisas desenvolvidas no
âmbito do Biota-Fapesp e as aplicações
da ferramenta na gestão ambiental. Para a obtenção
do diagnóstico, que parte da formatação
de um banco de dados, a Fundação Biodiversitas
tem o apoio de um grupo de coordenação
científica, ligado a distintas áreas
do conhecimento. Contudo, pretende ampliar o acesso
ao banco de dados para o maior número possível
de instituições técnicas e especialistas
atuantes em Minas Gerais. O banco de dados vai permitir
a identificação das pesquisas e investimentos
em infra-estrutura prioritários em Minas Gerais,
para então receberem o apoio do Programa, explica
Fábio Vieira, coordenador do projeto pela Fundação
Biodiversitas.
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Pesquisadores
reintroduzem peixe-boi em seu hábitat no Amazonas
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Pesquisadores
brasileiros estão organizando a primeira reintrodução
de peixe-boi em água doce. A espécie,
considerada ameaçada de extinção
pelo Ministério do Meio Ambiente (IN 003/03),
é alvo de caça predatória nos
rios da Amazônia. Apesar de ilegal, a caça
do peixe-boi amazônico (Trichechus inunguis)
ainda é bastante comum entre populações
ribeirinhas, que costumam capturar os filhotes para
atrair as mães para o abate. Obtido o êxito,
descartam as crias, que podem acabar morrendo sem
amamentação.
Pela primeira vez, após passarem pelo menos
dois anos estudando o modo de vida desses animais,
os pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas
Amazônicas (INPA) e do IPÊ - Instituto
de Pesquisas Ecológicas planejam reintroduzir
no seu hábitat natural, dois exemplares do
peixe-boi-da-Amazônia. Os pioneiros serão
dois machos sub-adultos que cresceram no Bosque da
Ciência do INPA e serão transferidos
durante a próxima estação das
cheias, provavelmente em fevereiro próximo,
para o rio Cuieiras.
A equipe ainda está escolhendo entre quatro
animais, quais participarão do projeto-piloto.
A proposta é selecionar os mais saudáveis
e mais próximos geneticamente das populações
de peixe-boi que vivem no local. "São
preferíveis também os animais que, quando
chegaram ao INPA, responderam satisfatoriamente a
dieta oferecida, no caso, similar aquela do ambiente
natural. |
Com isso esperamos que eles tenham uma maior facilidade
para buscar recursos alimentares no rio", conta
o oceanógrafo Leandro Lazzari Ciotti, do IPÊ.
A decisão por machos foi motivada por questões
reprodutivas. Enquanto uma fêmea se reproduz
a cada dois anos, gerando apenas um filhote a cada
ciclo, um macho pode copular com várias fêmeas,
fato que deve ajudar a aumentar a população
de peixes-bois na natureza. Os cientistas não
sabem estimar a quantidade de animais que vivem nos
rios amazônicos porque eles são solitários,
tímidos e de difícil visualização.
Com a reintrodução, os pesquisadores
esperam ampliar o conhecimento sobre a espécie,
dificultado justamente em função do
pouco contato com a espécie em seu hábitat.
Os animais devolvidos ao rio serão marcados
com radiocolares. "Isso vai nos permitir estudar
os deslocamentos nas épocas de cheia e seca,
as migrações e os locais onde eles buscam
preferencialmente alimentos", explica Ciotti.
O resultado das pesquisas vai subsidiar ainda a elaboração
de um plano de manejo para a conservação
da espécie na região de ocorrência.
(Folha Online) |
Expedição
desbrava área quase inexplorada da Amazônia
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GIOVANA
GIRARDI
da Folha de S.Paulo, em Manaus - 15/08/2007
- 10h34
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Em
folha de papel, inseto descoberto durante expedição |
Duas
expedições científicas neste
ano ao interflúvio dos rios Purus e Madeira
mostram uma das áreas de floresta mais rica
em biodiversidade de todas as ecorregiões da
Amazônia. A área, com cerca de 40 milhões
de hectares, representa menos de 5% da floresta amazônica,
mas em apenas duas viagens os cientistas encontraram
pelo menos quatro novas espécies de aves, três
de mamíferos e algumas dezenas de aracnídeos
desconhecidos. O material, coletado entre abril e
maio e, depois, em julho deste ano, mostra uma biodiversidade
que poderá se tornar fortemente ameaçada
pela ocupação projetada para a região.
Ainda predominantemente sem impacto, o interflúvio
Purus-Madeira está na mira de projetos como
a pavimentação da BR-319, que liga Porto
Velho (RO) a Manaus (AM) e a criação
de um gasoduto entre Urucu (AM) e Porto Velho - ambos
os projetos cortam a área. Outras ameaças
são a construção de hidrelétricas
no rio Madeira, a extração madeireira
em expansão no sudeste do Amazonas e o avanço
da agroindústria, em especial da soja, e da
pecuária. |
"O
cenário está armado para destruir uma
área pequena, até então desconhecida
e que somente agora se estima o seu potencial de biodiversidade
e endemismo", avalia o ornitólogo Mario
Cohn-Haft, do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas
Amazônicas), que liderou a expedição
do projeto Geoma (Rede Temática de Pesquisa
em Modelagem Ambiental da Amazônia).
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Opilião
encontrado em expedição é
uma possível nova espécie, dizem
pesquisadores
Mario Cohn-Haft/Divulgação
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Os
animais coletados estão agora sendo analisados
pelos biólogos para definir se realmente ratam-se
de novas espécies. Cohn-Haft já adianta,
no entanto, que ao pelo menos quatro das aves que
observadas são, muito provavelmente, espécies
novas, sendo duas delas endêmicas. "Eu
já tinha visto essas aves em expedições
anteriores, mas só agora encontrei uma série
grande o suficiente viabilizar a descrição
das novas espécies, explica o pesquisador."
A importância dos achados aumenta quando se
leva em conta que o grupo das aves é o mais
bem conhecido pelos biólogos. A descoberta
dos novos registros, segundo o pesquisador, funciona
como um termômetro da diversidade da região.
E, mesmo assim, Cohn-Haft acredita que em alguns anos
vai dobrar o número de espécies descritas
na Amazônia.
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Programa
de Proteção a Espécies Ameaçadas
de Extinção da Mata Atlântica
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Projeto
“Genética da Conservação
e Evolução de espécies melitófilas
de Petúnia Juss. (Solanaceae) endêmicas
do Planalto Catarinense”,
Com quatro editais voltados para fauna e flora lançados
até o momento, o Programa de Proteção
às Espécies Ameaçadas de Extinção
da Mata Atlântica Brasileira financia, desde
2004, pesquisas que forneçam subsídios
para a proteção e o manejo de espécies
da flora e fauna ameaçadas desse bioma. Desenvolvido
com recursos do Fundo de Parceria para Ecossistemas
Críticos (Critical Ecosystem Partnership
Fund – CEPF) e coordenado através da
parceria entre a Fundação Biodiversitas
(BH/MG) e CEPAN (Centro de Pesquisas Ambientais
do Nordeste, Recife, PE), o Programa já contabiliza
um total de 51 projetos aprovados, contemplando
94 espécies em 13 Estados do país.
Conheça nesta edição alguns
dos resultados do Projeto “Genética
da Conservação e Evolução
de espécies melitófilas de Petúnia
Juss. (Solanaceae) endêmicas do Planalto Catarinense”,
que tem como Instituição proponente
a Fundação de Apoio da Universidade
Federal do Rio Grande do Sul (FAURGS) e responsável
técnica Loreta Brandão de Freitas.
Um dos objetivos
do projeto é descrever a distribuição
da variabilidade genética intra e interespecífica
utilizando marcadores moleculares. Também
é objetivo deste estudo verificar as diferenças
na variabilidade genética populacional das
espécies, considerando seus diferentes padrões
geográficos, e correlacionar os dados obtidos
com efeitos da fragmentação e isolamento
de hábitats sobre a estrutura genética.
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Petunia
bonjardinensis |
Segundo
Loreta Brandão, pesquisadora responsável
pelo projeto, já foram realizadas quatro
excursões de coleta ao Planalto Catarinense.
Nestas excursões foram avaliadas as condições
gerais da região quanto ao número
de espécies/indivíduos de Petunia
s.l. encontrados e sua relação com
a vegetação circundante; coletadas
amostras para extração de DNA; fotografados
as plantas e o ambiente em que se desenvolviam e
anotados parâmetros de desenvolvimento das
espécies (período e densidade de floração,
presença de frutos e/ou sementes, visitantes
florais, etc).
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A
prática das queimadas é corrente
na região e utilizada como uma forma
de preparar os pastos para o gado, ocorrendo
anualmente no final do inverno. |
“Mesmo
sem a conclusão da análise molecular
e a total caracterização da variabilidade
genética das espécies, algumas conclusões
muito alarmantes já podem ser tiradas”,
diz Loreta. A primeira delas diz respeito à
gravidade do estado de degradação da
região em razão da criação
de gado e das práticas utilizadas para o estabelecimento
das pastagens. Todo os anos são feitas queimadas
que muitas vezes fogem ao controle dos produtores
e atingem grandes extensões, problema recorrente
em muitas Unidades de Conservação no
Brasil. Com as alterações climáticas
mais recentes, observou-se uma alteração
significativa no período de floração
das plantas, o que acarretou certo atraso no cronograma
de coletas. “Além disso, locais que haviam
sido descritos como de ocorrência das espécies,
já não as possuíam mais. Isto
se deve, provavelmente, às atividades de pastoreio”,
conta a pesquisadora.
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C.
sellowiana |
Outro
resultado importante das observações
realizadas em campo foi o aumento na proximidade de
algumas populações e espécies
(geralmente isoladas umas das outras pela descontinuidade
de seus ambientes, relatada na literatura) que agora
se aproximam pelo aumento dos campos e pastagens na
região. Associado ao fato de que estas espécies
não apresentam barreiras à hibridação,
esta pode ser a maior ameaça à integridade
genética destas populações.
Embora não figurando da lista de espécies
ameaçadas, outras espécies relacionadas
foram encontradas e coletadas para estudos futuros.
“Por sua proximidade genética às
espécies alvo deste trabalho, por estarem restritas
a mesma área de distribuição
e também por apresentarem características
biológicas muito similares, o estudo de sua
estrutura populacional poderá ajudar a incluí-las
também em novas listas para a região”
justifica Loreta.
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Notícias da UICN Sur
 |
|
* A coluna “Notícias da UICN Sur”
é publicada em todas as edições
do informativo eletrônico Espécies Ameaçadas
Online e traz matérias enviadas pelo
escritório regional da América do Sul,
em Quito, Equador.
El Gobierno de Ecuador entregará un
millón de dólares para la conservación
de las Islas Galápagos
Ecuador
22/Aug/2007
Con
este aporte, más los recibidos por otras organizaciones,
las Islas Galápagos podrán continuar
enfrentando una de las principales amenazas que ha
puesto en riesgo su conservación: la presencia
de especies invasoras.
El Gobierno de Ecuador confirmó la entrega
de un millón de dólares para la capitalización
del Fondo para el Control de las Especies Invasoras,
constituido el 8 de junio pasado, y que la Secretaría
Nacional de Planificación y Desarrollo (SENPLADES)
ha declarado como prioritario.
Ana Sancho, experta impulsora del fondo, informó
que el aporte del Gobierno Nacional permitirá
concretar otros aportes importantes, provenientes
de la cooperación internacional: un millón
de dólares, de Conservación Internacional;
un millón de dólares, de la Fundación
Naciones Unidas; así como cinco millones del
Fondo para el Medio Ambiente Mundial.
El Fondo para el Control de las Especies Invasoras
constituye el primer mecanismo financiero a perpetuidad,
destinado a atender una de las actividades prioritarias
para la conservación del Archipiélago
de las Galápagos, la lucha contra las especies
invasoras. A través de este fondo se financiarán
actividades y/o proyectos que apunten a controlar
y erradicar especies invasoras, evitar el ingreso
de nuevas especies exóticas, realizar monitoreos
y actuar de forma rápida en la detección
de una amenaza.
"El objetivo del fondo es atender actividades
prioritarias, que reduzcan o eliminen la presión
que las especies invasoras ocasionan en la salud de
la comunidad, la economía de los habitantes
y la conservación de las especies nativas y
endémicas del archipiélago", asegura
Sancho.
Los beneficiarios del fondo han sido claramente identificados:
Parque Nacional Galápagos, INGALA, Servicio
Ecuatoriano de Sanidad Agropecuaria, Municipalidades
de la Provincia, a través del Comité
Interinstitucional para el Manejo de Especies Introducidas,
y otros actores. Éstos podrán presentar
propuestas enmarcadas en el cumplimiento del Plan
de Manejo del Parque Nacional Galápagos.
Como es de conocimiento público, el Gobierno
del Ecuador declaró en abril de este año
a las islas Galápagos en riesgo y como una
prioridad nacional. Por su parte, el Comité
de Patrimonio Mundial, en junio de este año,
colocó a este sitio en la Lista de Patrimonio
Mundial en Peligro.
Contacto: Ana Sancho, Coordinadora
Proyecto Especies Invasoras de Galápagos GEF-
UNDP, asancho@spng.org.ec |
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Programa de Parcerias Corporativas
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A Fundação Biodiversitas lançou
recentemente seu Programa de Parcerias Corporativas.
A iniciativa visa a articulação entre
organizações governamentais, não-governamentais
e a iniciativa privada como mecanismo para a implementação
de ações que visem a conservação
dos recursos naturais, o desenvolvimento econômico
ambientalmente sustentável, e que contribuam
para o bem estar comum da sociedade.
Saiba mais: http://www.biodiversitas.org.br/fb/ppc.asp |
Associe-se à Biodiversitas
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A
luta pela preservação da biodiversidade brasileira
é a missão da Biodiversitas há mais de
quinze anos. Neste período, atividades de pesquisa,
levantamentos biológicos e divulgações
científicas só foram possíveis através
de convênios e doações de pessoas físicas
e empresas ecologicamente envolvidas.
Tornando-se um sócio-contribuinte da Biodiversitas,
você irá atuar diretamente na preservação
de espécies da fauna e da flora brasileiras ameaçadas
de extinção. Seu apoio é fundamental
para que nosso trabalho continue gerando resultados positivos
na conservação da biodiversidade do país.
Associando-se à Biodiversitas você terá
acesso a conteúdos exclusivos no site, notícias
sobre os projetos desenvolvidos pela Fundação
e ainda irá ganhar brindes, participar de promoções
e muito mais. A Biodiversitas oferece ainda uma carteirinha
personalizada que dá direito a descontos especiais
na compra dos produtos da Ecolojinha.
Acesse nossa página na Internet e comece a contribuir
para a conservação da biodiversidade brasileira:
www.biodiversitas.org.br/socio/
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