ANO 1 :: Nº 2 :: 22 DE JUNHO DE 2006

O Boletim Espécies Ameaçadas Online, conforme anunciado no seu primeiro número de 22 de maio de 2006, é uma publicação mensal da Fundação Biodiversitas que, desde os seus primórdios, vem dedicando esforços para a conservação de espécies ameaçadas. Assim, agradecemos a todos que manifestaram seu apoio e interesse pela iniciativa, reiterando o convite àqueles que desejam contribuir com notícias para o Boletim, criando um espaço de divulgação e sensibilização social voltado para o seu tema central. Esperamos poder trazer-lhes notícias atualizadas e encurtarmos a distância entre os modelos e estratégias bem sucedidas que vêm sendo realizadas pelas inúmeras instituições conservacionistas e gestores do Brasil e do mundo.

Gláucia Moreira Drummond
Superintendente Técnica
Fundação Biodiversitas
O que você precisa saber:

LISTAS VERMELHAS ESTADUAIS: A lista mundial de espécies ameaçadas de extinção é feita periodicamente pela União Mundial para a Natureza – IUCN. No entanto, para tentar reverter o processo de extinção através da adoção de medidas concretas de proteção é essencial a avaliação do declínio regional e local, como é o caso das listas de animais e plantas ameaçadas de extinção no Brasil e nos estados. Quanto mais perto estivermos das causas do declínio das espécies nos ambientes naturais, maiores serão as chances de uma ação concreta, pois as decisões e medidas que levam à conservação de determinada espécie serão tomadas em nível dos estados e municípios. Até 1987 era atribuição exclusiva do Poder Público Federal dar proteção especial às espécies ameaçadas. A Constituição de 1988, no seu artigo 24, mudou a lei, dando aos estados competência concorrente com a União de legislar sobre a fauna. Neste sentido, foram elaboradas a Lista da Fauna Ameaçada de Extinção dos Estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.

Biodiversitas abre Consulta Ampla para Revisão da Lista da Flora de Minas Gerais e inaugura sistema inédito para definição de critérios e categorias de ameaça

A Fundação Biodiversitas, em parceria com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD) e Instituto Estadual de Florestas (IEF), abriu no dia 08 de junho a fase de Consulta Ampla para a revisão da Lista da Flora Ameaçada de Minas Gerais. Nesta etapa do projeto, um banco de dados online com informações que darão subsídios para a avaliação do estado de conservação das espécies listadas é disponibilizado pela Biodiversitas a especialistas cadastrados de todo o país, que poderão inserir dados adicionais, além de indicar novas espécies potencialmente ameaçadas. A Consulta Ampla possibilita que um maior número de especialistas contribua no processo de avaliação, que tem encerramento previsto para 05 de agosto de 2006. Na etapa final do projeto, as propostas feitas pelos especialistas serão compiladas e discutidas para a aprovação da lista definitiva a ser encaminhada ao Conselho Estadual de Política Ambiental (COPAM) para homologação.

O que difere esta Consulta Ampla das realizadas em projetos anteriores é a utilização de um sistema online inédito, desenvolvido pela Biodiversitas, para definição dos critérios e categorias de ameaça das espécies. Neste novo sistema, baseado no formulário de critérios de avaliação de risco proposto pela IUCN (Vs. 3.1, 2001), o especialista identifica a(s) causa(s) da ameaça à espécie e, a partir do conjunto de informações assinaladas, o programa aponta quais critérios e qual categoria de ameaça caracterizam mais adequadamente seu estado de conservação. Outro destaque neste projeto é que, uma vez preenchido o respectivo banco de dados, será gerado um mapa de distribuição para cada espécie. Essa informação é de fundamental importância para se acertar o risco de extinção da espécie segundo os critérios seguidos nesse projeto.

A lista oficial da flora ameaçada de extinção em Minas Gerais apresenta 537 espécies, distribuídas em 80 famílias, classificadas nas categorias Provavelmente Extinta, Criticamente em Perigo, Em Perigo e Vulnerável. Além disso, foi elaborada uma segunda lista para espécies consideradas Presumivelmente Ameaçadas de Extinção, para a qual foram indicadas 450 espécies. Essas listas, acrescidas das espécies classificadas como ameaçadas segundo o Workshop de Revisão da Lista da Flora Brasileira Ameaçada de Extinção realizado em julho de 2005, com ocorrência no território mineiro, servem de base para a elaboração da nova lista vermelha do Estado.

Saiba mais: www.biodiversitas.org.br/listasmg

MMA, Biodiversitas e instituições parceiras assinam Protocolo de Intenções para criação da Aliança Brasileira Para Extinção Zero (BAZE)

Oficializada em 22 de maio/2006 pelo Ministério do Meio Ambiente, durante as comemorações do dia mundial da biodiversidade, em Brasília/DF, a Aliança Brasileira para Extinção Zero (Brazilian Alliance for Zero Extinction – BAZE) teve seu Protocolo de Intenções formalmente assinado no dia 26 de maio, em São Paulo/SP. Na ocasião, o apoio à iniciativa - já manifestado por outras 38 instituições conservacionistas - foi oficializado em solenidade com as presenças do Secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Ribeiro Capobianco, representantes da Fundação Biodiversitas e demais instituições. A assinatura do Protocolo de Intenções aconteceu dentro da programação do “Viva a Mata”, evento em comemoração ao dia da Mata Atlântica promovido pela SOS Mata Atlântica. No dia 27, a Aliança foi apresentada ao público, dentro da programação de mini-eventos do “Viva a Mata”.

A Aliança Brasileira para Extinção Zero (BAZE) objetiva aliar as capacidades técnicas, científicas, financeiras e políticas de instituições governamentais e não-governamentais nacionais e internacionais em favor de sua formulação. A implementação da BAZE corresponde à adequação do país ao contexto da Convenção sobre Diversidade Biológica – CDB. São parceiros da Aliança instituições governamentais federais, estaduais e municipais, instituições da sociedade civil organizada, incluindo a comunidade acadêmica, ONGs, movimentos sociais, comunidades indígenas e locais, além da iniciativa privada. A adesão à Aliança pode ser feita a qualquer tempo, a partir da sua implementação.

Saiba mais: www.biodiversitas.org.br/baze

Nova espécie de primata descoberta no Nordeste do Brasil causa polêmica


Cebus queirozi
Foto: Antonio Rossano M. Ponte
s
Um grupo de cientistas publicou no periódico Zootaxa, no último mês de maio, artigo científico anunciando a descoberta de uma nova espécie de primata no litoral de Pernambuco. Batizado de Cebus queirozi, o macaco de pelagem clara já se transformou em polêmica. De um lado está o grupo responsável pela descoberta e, de outro, especialistas que contestam o fato, argumentando que a espécie em questão foi descrita com base apenas em fotografias e que as normas do Código Internacional de Nomenclatura Zoológica (CINZ) não foram seguidas. Reforçando o time de opiniões contrárias, diversos primatólogos afirmam que a espécie já é conhecida como Simia flavia há pelo menos três séculos.

Para evitar criar ainda mais polêmicas, o Ibama prefere não emitir opiniões neste momento. “Vamos nos pronunciar somente após a publicação de um artigo sobre o assunto, prevista para este mês”, afirma Marcelo Marcelino,
Chefe do Centro de Proteção aos Primatas do Ibama. Entre os argumentos em defesa da descoberta, destaca-se que a espécie foi encontrada em uma região que vem sofrendo intensa degradação e que apresenta hoje menos de 4% da cobertura original, distribuídos em pequenos fragmentos, o que a isola geneticamente. Um dos responsáveis pela descoberta, Antonio Rossano Mendes Pontes, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), garante que a espécie nunca foi descrita. “Não existe dúvida que é espécie é nova, mas optei por não capturar o animal porque qualquer espécie de grande porte que existe em um fragmento de apenas quatro hectares está ameaçada. Esta é uma descoberta espetacular para a conservação e a conservação deve ser a preocupação número um”, conclui Rossano.

Saiba mais: www.mapress.com/zootaxa

Programa de Proteção às Espécies Ameaçadas da Mata Atlântica Brasileira

Com três editais lançados até o momento, o Programa de Proteção às Espécies Ameaçadas de Extinção da Mata Atlântica Brasileira financia, desde 2004, pesquisas que forneçam subsídios para a proteção e o manejo de espécies da flora e fauna ameaçadas desse bioma. Desenvolvido com recursos do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (Critical Ecosystem Partnership Fund – CEPF) e coordenado em parceria pela Fundação Biodiversitas (BH/MG) e CEPAN (Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste), o Programa já contabiliza um total de 46 projetos aprovados, contemplando 59 espécies em 13 estados do país.

Conheça nesta edição os resultados de dois projetos:

“Densidade populacional e status de conservação de três espécies de primatas criticamente ameaçadas de extinção nos vales dos rios Pardo e Jequitinhonha, Minas Gerais e Bahia”

Com o objetivo de estimar as populações de Alouatta guariba guariba (guariba), Brachyteles hypoxanthus (muriqui-do-norte) e Cebus xanthosternos (macaco-prego-do-peito-amarelo), as três ameaçadas de extinção no Brasil, e localizar novos grupos dentro de sua área de distribuição geográfica, o projeto foi realizado nos vales dos rios Pardo (BA) e Jequitinhonha (BA e MG) durante 17 meses. Em relação ao C. xanthosternos, classificado na categoria Criticamente em Perigo (Machado et al., 2005; IUCN 2006), o estudo concluiu que a situação é aparentemente melhor do que a prevista, mas para as espécies B. hypoxanthus (Criticamente em Perigo – Machado et al., 2005; IUCN 2006) e A. guariba (Quase Ameaçado – IUCN, 2006), mesmo com os novos registros obtidos, ainda não há dados suficientes para reavaliar a categoria de ameaça. “Concluímos que o esforço amostral empreendido se encontra em níveis adequados,
mas deixa claro a defaunação, com relação aos primatas, que está ocorrendo nessas regiões. A caça já foi citada anteriormente como um processo definitivo na eliminação de pequenas populações isoladas e nós detectamos o mesmo processo em todas as áreas”, afirma Fabiano Melo, responsável técnico pelo projeto. Mesmo abrangendo áreas em franco processo de degradação, as extensões visitadas ainda se encontram em excelente estado de preservação e possuem trechos contínuos de mata que abrigam muitas espécies da fauna relatadas como ameaçadas de extinção. Contudo, as informações levantadas indicam um baixo índice de abundância para as espécies de primatas em cada localidade visitada.

Os dados coletados são incipientes para utilização como ferramenta definitiva para a compreensão dos fenômenos de extinção e plasticidade em ambientes alterados, mas demonstram a real situação das populações de primatas em fragmentos isolados: alta probabilidade de extinção em curto prazo.

Cebus xansthosternos
Foto: Fabiano Melo
“Recomendamos ações e políticas públicas emergenciais para criar novas unidades de conservação de proteção integral, especialmente nas regiões das Fazendas Avenida (BA) e Duas Barras (MG), e estudos mais detalhados de inventário da fauna de primatas na região de Itapetinga e Itambé, médio rio Pardo (BA)”, explica Fabiano. Para ele, continuar a realizar trabalhos de censo e investigação científica, além da criação de novas unidades de conservação, são os passos seguintes para o desdobramento deste estudo. “O tempo foi muito curto para se chegar a conclusões mais precisas sobre o real status das populações inventariadas. Devemos também priorizar a criação de novas UC’s na região, pois temos grandes chances de proteger esses remanescentes”, completa. Ao mesmo tempo, o especialista comemora o apoio da Veracel na execução das ações de pesquisa na RPPN Estação Vera Cruz, um sobrevôo na região realizado este ano e as várias propostas de criação de novas RPPN’s e de outras UC’s importantes na região.



“Fundamentos para Conservação de Populações Naturais de xaxim (Dicksonia selloviana (Presl.) Hooker)”

Dicksonia sellowiana
Foto: Ângelo Puchalski
Estabelecer estratégias de conservação para a Dicksonia sellowiana a partir de estudos de aspectos da estrutura genética e demográfica de populações naturais da espécie, classificada na categoria Em Perigo nas duas últimas listas da IUCN (2001 e 2006). Este foi o principal objetivo deste projeto, aprovado no Edital 01/2004 do Programa Espécies Ameaçadas. A ocorrência da espécie é predominante em Floresta Ombrófila Mista, mas quase não existem mais fragmentos deste tipo de floresta em estágios avançados de regeneração. Em termos demográficos, os resultados do projeto indicaram a existência de várias populações com boa estrutura, mas em processo de regeneração e com estrutura populacional bastante alterada.
Os resultados apontaram também a ocorrência preferencial em ambientes de alta umidade (baixadas ou encostas úmidas) e áreas ciliares, independente das condições de fertilidade de solo. Os altos índices de endogamia obtidos nas populações demonstram que está ocorrendo cruzamento entre aparentados. “Estes resultados refletem os efeitos da sobre-exploração da espécie, reduzindo o tamanho efetivo das populações e da forte fragmentação florestal restringindo drasticamente o fluxo gênico”, explica Maurício Sedrez dos Reis, responsável técnico do estudo. “O principal desdobramento do projeto foi a possibilidade de demonstrar efetivamente, com dados, a situação em que se encontra a espécie, subsidiando uma proposta concreta para sua conservação”, completa.

A aplicação das informações levantadas pelo projeto é de grande relevância e o estabelecimento de elementos de conectividade pode permitir o restabelecimento do fluxo gênico, ampliando a diversidade genética da espécie a partir das populações pré-existentes. “A possibilidade de regulamentação de um sistema de manejo (exploração) de baixa densidade, com replantio das ponteiras em áreas ciliares, atualmente sem presença da espécie, poderiam favorecer o estabelecimento de elementos de conectividade”, afirma Maurício. Como medida imediata de proteção, o estudo recomenda a proteção das populações existentes e, a médio prazo, as principais ações de conservação apontadas são a restauração da vegetação em ambientes ciliares, com inclusão de indivíduos da espécie procedentes de populações próximas e a proteção preferencial a ambientes ciliares na Floresta Ombrófila Mista. Mesmo assim, Maurício Sedrez dos Reis afirma que são fundamentais ações que dêem continuidade ao trabalho realizado neste estudo. “O próximo passo seria ampliar a amostragem no estado de Santa Catarina e nos demais estados do Sul do país”, afirma.

Para conhecer todos os projetos aprovados, acesse www.biodiversitas.org.br

Programa Espécies Ameaçadas lança Edital voltado para anfíbios

Inaugurando uma nova vertente do Programa de Proteção às Espécies Ameaçadas de Extinção da Mata Atlântica Brasileira, a Fundação Biodiversitas irá disponibilizar a partir de 05 de julho o primeiro edital voltado exclusivamente para anfíbios. De acordo com a Sociedade Brasileira de Herpetologia (2005), o Brasil abriga 751 espécies de anfíbios, das quais, segundo o levantamento do Global Amphibian Assessment (GAA, 2006), 489 são endêmicas e 111 estão ameaçadas de extinção. Como não existem no país estudos populacionais de longo prazo, análises conclusivas sobre o grupo se tornam bastante difíceis. “Revisões bibliográficas recentes indicam a existência de declínios de populações de anfíbios no Brasil, associados, através de inferências, à perda de hábitat, interações entre espécies, flutuações populacionais ou amostragem insuficiente”, explica a superintendente técnica da Biodiversitas, Gláucia Drummond.

Financiado pela Conservation International, o novo edital tem como foco dos projetos as espécies classificadas na categoria Dados Deficientes, segundo o Workshop da Lista da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, com correspondência na avaliação do GAA nas categorias Criticamente em Perigo, Em Perigo e Vulnerável, ou Não Ameaçadas; e grupos de espécies da Mata Atlântica que apresentem declínios populacionais evidentes. O orçamento prevê investimentos de R$ 90.000,00 em um prazo entre 12 e 24 meses. O prazo para inscrição dos projetos vai até 20 de agosto e a divulgação dos aprovados acontece na primeira quinzena de setembro.

O edital será disponibilizado a partir de 05 de julho de 2006 no site da Biodiversitas (www.biodiversitas.org.br)

BirdLife International/SAVE lança publicação que aponta as 163 áreas de importância para a preservação de aves no Brasil


A Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (SAVE), representante da BirdLife International no país, lançou no dia 22 de março o livro “Áreas Importantes para a Conservação das Aves no Brasil”. A publicação apresenta as 163 áreas-chave para a preservação de aves no país, chamadas de IBAs (Important Bird Areas). O trabalho englobou 15 estados onde ocorre a Mata Atlântica, mas também alcançou porções de Cerrado, Caatinga e Pampa. Organizado pelos biólogos Glayson Bencke, Giovanni Mauricio, Jaqueline Goerck e Pedro Develey, o livro faz parte de uma estratégia mundial da BirdLife International, que já detectou 3.400 IBAs em 24 países. Na prática, uma vez identificadas essas áreas, a BirdLife/SAVE procura agir através de parcerias com organizações locais, governos e comunidades. “Fazemos primeiro um trabalho de identificação dos atores locais para ver como podemos contribuir com ações já existentes e também identificamos possibilidades de iniciar alguma ação em educação ambiental, pesquisa
ou áreas protegidas, mas sempre com parcerias locais”, explica Priscila


Mitu mitu
Foto: João Marcos Rosa

Napoli, Assistente do Programa de Áreas Prioritárias da BirdLife/SAVE.

Para se ter uma idéia, cerca de 20% das 9.000 espécies de aves conhecidas em todo o mundo estão no Brasil, o que o coloca como o terceiro em diversidade de aves, mesmo sendo o primeiro em número de espécies em extinção, com duas espécies listadas na Instrução Normativa 03/03 do Ministério do Meio Ambiente: mutum-do-nordeste (Mitu mitu) e ararinha-azul (Cyanopsitta spixii). As 163 IBAs identificadas no país ultrapassam 8,3 milhões de hectares, com destaque para os estados do Rio Grande do Sul, que teve mais de um milhão de hectares distribuídos em 12 IBAs, Bahia, com 31 áreas, e Minas Gerais, com 18.


Saiba mais:
www.savebrasil.org.br e www.birdlife.org

Fundação SOS Mata Atlântica lança livro sobre seus 20 anos de luta pela conservação e proteção do bioma

A Fundação SOS Mata Atlântica lançou, na Semana do Meio Ambiente, o livro “A Mata Atlântica é aqui. E daí? – história e luta da Fundação SOS Mata Atlântica”, de autoria da jornalista Ana Augusta Rocha e do ambientalista Fabio Feldmann. Publicado pela da Terra Virgem Editora, com patrocínio do Bradesco, o livro traça cronologicamente, a partir da década de 1950, os principais problemas ambientais enfrentados pelo país, a mudança de percepção da população sobre o tema e as ações efetivas em defesa da Mata Atlântica.

A obra apresenta, com textos e fotos, alguns dos impactos da destruição da Mata Atlântica no dia-a-dia das pessoas: a escassez de recursos básicos como água limpa, ar puro e a conseqüente diminuição da qualidade de vida. A publicação traz ainda o perfil e a contribuição de pessoas que se destacaram na defesa do Meio Ambiente, como Roberto Klabin, João Paulo Capobianco, José Pedro de Oliveira e Paulo Nogueira Neto. Na segunda metade do livro, os autores tratam das soluções para o atual cenário, fazendo um balanço dos projetos e programas desenvolvidos pela Fundação SOS Mata Atlântica ao longo desses 20 anos, assim como campanhas publicitárias e publicações que contribuíram para a conscientização dos brasileiros em relação ao tema
.

“A Mata Atlântica é aqui. E daí? – história e luta da Fundação SOS Mata Atlântica”
Autores: Ana Augusta Rocha e Fabio Feldmann
176 páginas, R$ 48,00 - À venda nas livrarias de todo o país

Saiba mais: www.sosma.org.br

UFOP e SBO realizam XIV Congresso Brasileiro de Ornitologia em Julho

A Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e a Sociedade Brasileira de Ornitologia (SBO) realizam, de 02 a 06 de julho de 2006, o XIV Congresso Brasileiro de Ornitologia. O evento acontece em Ouro Preto/MG e tem como tema "Ornitologia e Economia: Desafios e Oportunidades Para a Ciência, a Conservação e a Geração de Riquezas". A proposta é discutir temas direta e indiretamente relacionados ao uso sustentável e à conservação da avifauna brasileira, as bases científicas para esse uso e a interface com os diferentes setores da economia nacional e a esfera governamental.

Voltado para pesquisadores, representantes de empresas, do governo e interessados da sociedade, o evento irá abordar as diferentes facetas da interação entre a ornitologia e a economia nacionais. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas através do preenchimento do formulário disponível no site do evento (http://ararajuba.org.br/xivcbo/inscricoes.htm), e envio por e-mail para inscricaocbo@ararajuba.org.br, ou impresso, com encaminhamento por fax para (31) 3559-1633 (a/c: Marta Oliveira), juntamente com o comprovante do pagamento das taxas de inscrição.

Programação científica e mais informações: http://ararajuba.org.br/xivcbo/CO


Edição anterior deste boletim disponível no endereço http://www.biodiversitas.org.br/boletim/EAO/maio/

Fale com a gente :: Envie uma notícia :: Cancele o recebimento deste informativo
www.biodiversitas.org.br :: comunicacao@biodiversitas.org.br