ANO 1 :: Nº 4:: 22 DE AGOSTO DE 2006

Caros Leitores,

Considerando a proximidade da etapa final do processo de revisão das listas de espécies ameaçadas de extinção de Minas Gerais, ou Listas Vermelhas, dedicamo-nos na coluna “O que você precisa saber” desse Boletim a explicar, ainda que de forma resumida, quais possíveis categorias de ameaça ou extinção, em que as espécies poderão se enquadrar, segundo o sistema de classificação adotado para o contexto. As categorias de ameaça representam uma importante estratégia, em um cenário de limitação de recursos, sejam eles financeiros ou humanos, para se priorizar os investimentos em conservação de espécies. Contudo, uma vez considerada como ameaçada, independentemente da categoria na qual foi a espécie foi listada, os esforços para sua proteção legal devem ser ilimitados. Dessa forma, esperamos que, ao ser homologada a nova lista, contendo as categorias de ameaça para cada espécie listada, os gestores possam orientar suas políticas ambientais, seja criando novas unidades de conservação, restaurando áreas degradadas, direcionando ações de fiscalização, investindo em projetos de educação ambiental, revendo suas estratégias e leis, trabalhando fundamentalmente de forma integrada com outros setores, sejam públicos e/ou privados; a comunidade científica possa direcionar as pesquisas em busca de respostas sobre o manejo ideal para a manutenção das populações em risco, desde que haja linhas de financiamento para isso; e a sociedade em geral possa se situar em relação a sua responsabilidade e participação no processo de conservação das espécies e ecossistemas. Esperamos, assim, com a realização dos dois workshops, que irão acontecer até 15 de setembro, apresentar no próximo Boletim os resultados das novas listas vermelhas estaduais.

Gláucia Moreira Drummond
Superintendente Técnica
Fundação Biodiversitas

O que você precisa saber:

CATEGORIAS DA UICN PARA ESPÉCIES EXTINTAS E AMEAÇADAS:

Extinto (EX) - um táxon é considerado Extinto quando não há dúvidas de que o último indivíduo morreu. Um táxon é considerado extinto quando após exaustivos levantamentos através de sua área original de ocorrência, em hábitats conhecidos e/ou esperados, não é encontrado nenhum indivíduo. Os levantamentos devem ser feitos por um período de tempo apropriado ao ciclo de vida e forma de vida do táxon.

Extinto na Natureza (EW) - um táxon é considerado Extinto na Natureza quando é conhecido por sobreviver apenas em cativeiro, criação ou como uma população naturalizada fora de sua área original de ocorrência. Um táxon é considerado presumivelmente extinto na natureza quando após exaustivos levantamentos através de sua área original de ocorrência, em hábitats conhecidos e/ou esperados, não é encontrado nenhum indivíduo. Os levantamentos devem ser feitos por um período de tempo apropriado ao ciclo de vida e forma de vida do táxon.

Criticamente Em Perigo (CR) - um táxon é considerado Criticamente Em Perigo quando corre um risco extremamente alto de extinção na natureza em futuro imediato.

Em Perigo (PE) - táxon que não está criticamente em perigo, mas corre um risco muito alto de extinção na natureza em futuro próximo.

Vulnerável (VU) - táxon que não se enquadra nas categorias Criticamente em Perigo ou Em Perigo mas corre um risco alto de extinção na natureza a médio prazo.

LISTA DA FLORA BRASILEIRA:

Já estão disponíveis no site da Fundação Biodiversitas os resultados do Workshop de Revisão da Lista da Flora Brasileira Ameaçada de Extinção, realizado em junho de 2005. Encaminhada ao Ministério do Meio Ambiente em dezembro de 2005, a lista resultante do encontro aguarda homologação, o que a tornará oficial no país.


A lista de espécies pré-candidatas avaliadas no workshop continha um total de 5.213 espécies supostamente ameaçadas de extinção. Aproximadamente um terço destas foram consideradas ameaçadas e praticamente a metade não dispunha de dados consistentes para avaliação, de acordo com os critérios da IUCN utilizados. O alto percentual de espécies avaliadas como Dados Deficientes é um indicativo de que muitas delas podem estar sob ameaça de extinção, mas os dados disponíveis sobre as mesmas não são suficientes para a avaliação.

Das 1.538 espécies avaliadas como ameaçadas, cerca de 60% foram categorizadas como vulneráveis e aproximadamente 20% se encontram em estágio crítico de ameaça. Mata Atlântica (45,59%) e Cerrado (35,25%) somam mais de 80% das espécies ameaçadas, seguidos por Caatinga (10,33%), Pampa (4,13%), Amazônia (4,07%) e Pantanal (0,63%), o que reflete um maior índice de conhecimento dos dois primeiros biomas e a grande deficiência de dados disponíveis sobre os demais.

Com relação à distribuição das espécies pelos estados brasileiros, Minas Gerais destaca-se, principalmente, devido à maior incidência de endemismos. Em seguida estão Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo e Rio Grande do Sul, o que, com exceção da Bahia, coincide com aqueles estados que possuem as suas listas vermelhas da flora. Mais de 50% das espécies têm como principal ameaça a deteriorização de seus ambientes naturais seja pela degradação do seu habitat (28,04%) ou pela perda do mesmo (24,06%). Destacam-se ainda o declínio das condições ambientais ótimas (13,41%), alterações no uso/manejo do substrato (3,49%) e a sobreexplotação (2,65%) de espécies utilizadas comercialmente através do extrativismo.

Saiba mais: www.biodiversitas.org.br/floraBr

As dicotiledôneas na Lista de Espécies da Flora Brasileira Ameaçada de Extinção

A Biodiversitas inaugura nesta edição uma série de análises sobre a Lista da Flora Brasileira, conforme lista resultante do workshop de junho/2005, ainda não oficializada no país. A cada edição, será analisado um dos grupos – Dicotiledôneas, Monocotiledôneas, Briófitas e Pteridófitas. Para o grupo de dicotiledôneas, quem fez a análise foi o botânico João Renato Stehmann, professor titular da UFMG:

No workshop organizado em 2005 pela Fundação Biodiversitas para revisar a Lista da Flora Brasileira, as angiospermas (plantas que produzem flores) destacaram-se como o grupo com o maior número de espécies ameaçadas. Ao todo foram avaliadas 3.492 espécies, sendo 1.451 consideradas ameaçadas de extinção e cinco extintas. Esse número corresponde a cerca de 3% das espécies representadas na flora brasileira, que é estimada em mais de 50 mil espécies. Cerca de dois terços das angiospermas ameaçadas de extinção pertencem ao grupo das Dicotiledôneas, que conta com 30 a 40 mil espécies na flora brasileira. As dicotiledôneas formam um grupo artificial (parafilético), constituído por linhagens basais das angiospermas e por um grande grupo das verdadeiras dicotiledôneas (denominado eudicotiledôneas), e são de extrema importância biológica, especialmente nas regiões tropicais. Esse grupo é formado geralmente por espécies lenhosas, arbóreas, e nele está incluída a maior parte dos nossos recursos florestais, madeireiros, medicinais e frutíferos. Na avaliação das dicotiledôneas, cinco espécies foram consideradas Extintas, 168 Criticamente em Perigo, 204 em Perigo e 662 Vulneráveis, totalizando 1034 espécies ameaçadas. Encontram-se nessa lista alguns dos nossos importantes recursos florestais madeireiros, como o pau-brasil, o mogno, a castanheira-do-pará e o jacarandá-da-bahia, espécies que foram superexplotadas no passado. A falta de dados sobre a diversidade da flora brasileira, especialmente para a região amazônica, não permitiu a avaliação de muitas espécies (940), que foram incluídas na categoria de Dados Deficientes.


Flora do Espírito Santo em risco



Aconteceu nos dias 10 e 11 de agosto o I Workshop Sobre Plantas Ornamentais do Espírito Santo. O evento reuniu 117 pesquisadores, biólogos, colecionadores, universitários e representantes do poder público para discutir o Projeto Conservação da Biodiversidade da Mata Atlântica no Estado do Espírito Santo, executado pelo Ipema (Instituto de pesquisas da Mata Atlântica) com o apoio do Governo Estadual e IBAMA, e financiamento do CEPF (Critical Ecosystem Partnership Fund). No total, a lista vermelha da flora do estado tem 759 espécies, com destaque para as famílias Orchidaceae (orquídeas), que tem 210 espécies sob risco de extinção, e Bromeliaceae (bromélias), com 102 espécies ameaçadas. Não coincidentemente, estas são as duas famílias que sofrem as maiores pressões exploratórias com fins ornamentais. Ao final dos trabalhos, os especialistas listaram como sugestões de conservação a priorização da

fiscalização em áreas de degredo e apresentaram, ainda, propostas de regulamentação para a coleta, produção, utilização e comercialização de orquídeas e bromélias.

Saiba mais: www.ipema-es.org.br



Consulta Ampla das listas de flora e fauna de Minas Gerais

A etapa de Consulta Ampla da lista de flora, encerrou-se no dia 20 de agosto e teve a participação de mais de uma centena e meia de especialistas. Já a Consulta da fauna de Minas Gerais teve seu prazo de encerramento prorrogado até o próximo dia 30. Nesta fase do projeto, especialistas cadastrados de todo o país adicionam informações sobre as espécies em um banco de dados online, disponibilizado pela Biodiversitas. Na seqüência, serão realizados workshops para análise dos dados e formulação das listas finais, que serão encaminhadas aos órgãos responsáveis por sua homologação.

Para a Superintendente Técnica da Fundação Biodiversitas, Gláucia Drummond, é de fundamental importância para o resultados dos projetos que todos os pesquisadores de universidades, museus, organizações, instituições científicas e de pesquisas cadastrados contribuam nesta fase de Consulta Ampla. “Somente com a contribuição de um maior número de especialistas podemos melhorar a nossa base de dados sobre as espécies, os quais incluem sua distribuição, área de ocupação, tamanhos populacionais, requerimentos ambientais, entre outros, dando os subsídios suficientes para que o resultado seja uma lista consistente”, afirma.

Saiba mais: www.biodiversitas.org.br/listasmg


Workshop da Flora Ameaçada de Minas Gerais apresenta palestras no dia de abertura

Com as presenças do Secretário de Estado do Meio Ambiente, José Carlos Carvalho, do Secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Paulo Kleber Duarte Pereira, do Diretor Geral do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Humberto Candeias, do Presidente da Fundação Estadual de Meio Ambiente (FEAM), Ilmar Bastos, do Diretor do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM), Paulo Teodoro de Carvalho, do Gerente Executivo do IBAMA/MG, Roberto Messias Franco, do Diretor da Fundação Zoobotânica de Belo Horizonte, Evandro Xavier e do Diretor-Presidente da Fundação Biodiversitas, Cástor Cartelle Guerra, a abertura do Workshop da Flora Ameaçada de Minas Gerais irá acontecer no dia 30 de agosto, quarta-feira, às 13h30.

A programação de abertura irá incluir as palestras “Panorama Geral da Flora Brasileira e Mineira Ameaçada de Extinção", ministrada por João Renato Sthelman (UFMG); “Metas e Estratégias para a Conservação da Flora Brasileira”, por um representante do Ministério do Meio Ambiente e “Aplicação dos Critérios IUCN na Avaliação de Risco de Extinção de Espécies da Flora", por Míriam Pimentel Mendonça, técnica do Jardim Botânico da Fundação Zoobotânica de Belo Horizonte. Encerrando a programação da tarde, a Superintendente Técnica da Biodiversitas, Gláucia Drummond, e o Gerente de Dados e Informações da instituição, Cássio Soares Martins, irão apresentar a “Metodologia e dinâmica dos trabalhos das reuniões técnicas”.

O Workshop da Flora Ameaçada de Minas Gerais acontece de 30 de agosto a 02 de setembro, em Belo Horizonte, MG, e terá a participação de 70 especialistas de todo o país.


Biodiversitas recebe inscrição de projetos voltados para anfíbios até 25 de agosto

Lançado no mês de julho e inaugurando uma nova vertente do Programa de Proteção às Espécies Ameaçadas de Extinção da Mata Atlântica Brasileira, o primeiro edital voltado exclusivamente para anfíbios tem prazo de inscrição de projetos com encerramento em 25 de agosto.

Coordenado pela Biodiversitas e financiado pela Conservation International, o edital tem como foco dos projetos espécies classificadas na categorias Dados Deficientes, segundo o Workshop da Lista da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, com correspondência na avaliação do GAA (Global Amphibian Assessment) nas categorias Criticamente em Perigo, Em Perigo e Vulnerável, ou Não Ameaçadas; e grupos de espécies da Mata Atlântica que apresentem declínios populacionais evidentes. O orçamento prevê investimentos de R$ 90.000,00 em um prazo entre 12 e 24 meses. A divulgação dos aprovados acontece em setembro.

O edital está disponível no site da Biodiversitas (www.biodiversitas.org.br)

Programa de Proteção às Espécies Ameaçadas da Mata Atlântica Brasileira

Com quatro editais voltados para fauna e flora lançados até o momento, o Programa de Proteção às Espécies Ameaçadas de Extinção da Mata Atlântica Brasileira financia, desde 2004, pesquisas que forneçam subsídios para a proteção e o manejo de espécies da flora e fauna ameaçadas desse bioma. Desenvolvido com recursos do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (Critical Ecosystem Partnership Fund – CEPF) e coordenado em parceria pela Fundação Biodiversitas (BH/MG) e CEPAN (Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste), o Programa já contabiliza um total de 46 projetos aprovados, contemplando 59 espécies em 13 estados do país.


Conheça nesta edição os resultados de dois projetos:


“Conservação de espécies reófitas de Dyckia no Sul do Brasil”

Aprovado no edital 01/2004, o projeto foi proposto pelo Laboratório de Manejo e Ecologia Florestal do Departamento de Botânica da Universidade Federal de Santa Catarina, que vem elaborando pesquisas sobre espécies reófitas ameaçadas de extinção e estuda a Dyckia ibiramensis Reitz e Dyckia distachya Hassler, ambas consideradas “Em Perigo” na Lista oficial brasileira (MMA, 1992). Já segundo o Workshop de revisão da lista de espécies da Flora Brasileira, coordenado pela Biodiversitas, em julho de 2005, e a lista da IUCN (2006), as duas espécies estão classificadas na categoria “Criticamente em Perigo”, principalmente devido às propostas de construções de hidrelétricas nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. No caso da D. distachya, o terceiro relatório do

Dyckia distachya
Foto: Ademir Reis
projeto mostrou que a espécie foi extinta no Brasil após a inundação da área para a construção da polêmica Hidrelétrica de Barra Grande. Existe, ainda, uma proposta de construção de outra usina, que inundaria quase todas as populações conhecidas de D.ibiramensis. “As reófitas não são alvo de pesquisas durante os inventários e nem dos estudos de impactos”, afirma o professor da UFSC, Ademir Reis, responsável técnico pelo projeto. Segundo ele, sua equipe continua estudando e orientando as autoridades sobre este perigo, abordando a localização das populações, sua demografia e variabilidade genética. “No caso de D. distachya, nem a reintrodução tem sido devidamente fiscalizada pelo IBAMA, o que mostra que este órgão e o MMA não estão devidamente preocupados com as espécies ameaçadas de extinção. No caso de D.ibiramensis, a equipe continua fazendo o alerta, mas parece que a hidrelétrica a ser construída tem ganhado mais força”, afirma Reis.

A partir da realização deste projeto, as espécies tornaram-se conhecidas, passando a fazer parte de um grupo maior de pesquisas. Foi também criado um grupo de estudos em Dyckia envolvendo dois mestrados e um doutorado, além de um grande projeto proposto à Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica - para a extensão dos estudos sobre a espécie. “Continuamos a estudar a variabilidade e a biologia reprodutiva mas, para a sua conservação, o que interessa mesmo são políticas públicas no sentido de haver o respeito pelas espécies ameaçadas”, completa Ademir Reis.


“Distribuição e Status do guigó-da-caatinga (Callicebus barbarabrownae; Hershkovitz, 1990)”


Callicebus barbarabrownae
Foto: Alcides Pissinati
Com o objetivo de obter o primeiro mapa de distribuição de Callicebus barbarabrownae (guigó-da-caatinga) e reavaliar seu status de ameaça de acordo com os critérios da IUCN, o projeto aprovado no Edital n ° 1/2004 teve como instituições proponentes o Instituto de Estudos Sócio-Ambientais do Sul da Bahia (IESB) e a UFMG. Para definir a distribuição geográfica da espécie foram realizadas cinco expedições e amostrados 51 indivíduos. Classificado na categoria “Criticamente em Perigo” segundo as listas da IUCN de 2001 e 2006, e também de acordo com a Lista da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (Biodiverstas, 2003), o guigó-da-caatinga tem extensão de ocorrência total de 219.433 km2. Foram percorridos 21.168 km – nos estados da Bahia, Sergipe e Alagoas – durante os trabalhos de campo, mas a espécie somente foi registrada nas reservas legais de fazendas, com área de ocupação de 2.636 km2, restritas ao estado da Bahia. O tamanho estimado da atual população de Callicebus barbarabrownae é de 260 indivíduos. Segundo Rodrigo Camabará, responsável técnico pelo projeto, pouco se sabia sobre a espécie até o presente. “Com a conclusão do projeto a categoria de ameaça se mantém a mesma, mas somente agora temos dados mais precisos da sua situação”, afirma.

Além da distribuição, o estudo obteve informações sobre taxonomia, biogeografia e biologia da conservação da espécie. As principais ações recomendadas para a proteção da espécie são o planejamento ambiental das propriedades em reforma agrária, visando a manutenção de corredores entre áreas de reserva legal; a criação de uma unidade de conservação federal na região de Gentio do Ouro (Salitre); a conservação da zona rural dos municípios; e o incentivo à implementação de RPPN’s e parques naturais municipais na Caatinga. “Seria também importante realizar um levantamento na região da Chapada Diamantina e nas regiões de Serrinha e Cícero Dantas para buscar novas populações”, completa Cambará.

Banco de dados disponibiliza 1,6 milhão de nomes de animais

Reportagem publicada no jornal Folha de São Paulo no último dia 10 anunciou que já está online um banco de dados com mais de um milhão e meio de nomes científicos da fauna conhecida em todo o mundo. Batizado de ZooBank e coordenado pela Comissão Internacional de Nomenclatura Zoológica, o banco de dados deverá cadastrar todos os novos nomes de espécies para que sejam cientificamente válidos. De acordo com declaração do biólogo americano Edward O. Wilson à Folha de São Paulo, cerca de 16 mil novas espécies animais são descritas a cada ano e, por isso, a iniciativa é um passo crucial para a compreensão e proteção da biodiversidade do planeta. Com acesso gratuito, o endereço do novo site é www.zoobank.org



Estadão Online noticia leilão de licenças para caça de animais ameaçados na China

O governo chinês promoveu no ultimo dia 13 de agosto um leilão de licenças de caça, no qual turistas estrangeiros poderão caçar animais ameaçados de extinção. A notícia foi publicada no dia 09, quarta-feira, pelo jornal Beijing Youth Daily. Segundo informou o jornal, os preços das licenças variam de US$ 200 para a caça de um lobo a US$ 40 mil para matar um iaque. As licenças, que deverão valer para as regiões autônomas de Ningxia e Xinjiang e as províncias de Qinghai, Shaanxi e Gansu, serão emitidas de acordo com o tipo e a população dos animais, incluindo espécies protegidas. Segundo informação de um funcionário do Departamento de Proteção de Animais Selvagens da China ao Estadão Online, a caça licenciada não irá prejudicar as populações das espécies, já que serão estabelecidas cotas e, em algumas regiões do oeste do país, o número de animais selvagens cresceu muito devido aos esforços de proteção.



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