ANO 3 :: Nº 18 :: 31 DE MARÇO DE 2008

Prezado Leitor,

O Boletim Espécies Ameaçadas Online inaugurou, no mês passado, uma nova seção que é o “Espaço do Pesquisador” destinada à publicação de artigos pessoais sobre a temática central do informativo, no caso as espécies ameaçadas de extinção. A coluna não pretende atender à publicação de artigos científicos e sim textos livres, com uma linguagem mais direta, que possam divulgar resultados de estudos com espécies ameaçadas, conceitos, demandas e propostas de estratégias e instrumentos de conservação voltados às espécies ameaçadas no Brasil. Assim, caso tenha interesse em utilizar este espaço, pedimos para entrarem em contato com o nosso depto. de comunicação – comunicação@biodiversitas.org.br - que irá informá-lo sobre as especificações técnicas do texto (no. de linhas, formato de imagens, elementos gráficos permitidos,etc), e prazos para o envio e publicação. Seria um grande prazer receber a sua contribuição!


Gláucia Moreira Drummond
Superintendente Técnica
Fundação Biodiversitas


Espaço do Pesquisador

Áreas prioritárias para conservação: entre a definição e a ação

Com o crescimento populacional e demanda cada vez maior sobre os recursos naturais e os ecossistemas, se tornou praticamente impossível manter a biodiversidade como a conhecemos no momento. Essa questão demandou estratégias de se reservar áreas para manutenção da biodiversidade que, embora antiga na história humana, nos seus primórdios mantinha caráter quase exclusivamente utilitarista. Em termos de espaços públicos para conservação da biodiversidade, somente em 1872 foi criadoo primeiro parque nacional do mundo - Yellowstone – um procedimento que desde então se expandiu e ganhou maior impulso nas últimas décadas do século XX. Em 1992 passou a existir um movimento mais ordenado em nível mundial através da Convenção sobre Diversidade Biológica, e o Brasil como signatário da mesma assumiu o compromisso de elaborar uma estratégia nacional de biodiversidade. Entre as ações desenvolvidas está a definição de áreas prioritárias para a conservação, iniciada no nível de biomas e posteriormente pelos Estados isoladamente. Neste particular, Minas Gerais esteve na vanguarda, pois desde 1998 elaborou o mapeamento dessas áreas e disponibilizou as informações para uso pela sociedade – uma revisão das áreas ocorreu em 2005. Entretanto, que avanços, do ponto de vista da conservação, ocorreram desde 1998? Considerando-se áreas para organismos aquáticos, notoriamente peixes, podemos concluir que praticamente nada. Destaque deve ser feito para a inclusão da região do alto rio Grande, bacia do Paraná, uma área indicada somente em 2005, na categoria de “rio de preservação permanente” (Lei 15082 2004 - Publicação - Minas Gerais Diário do Legislativo - 28/04/2004 pág. 24 col. 2). Entretanto, esse procedimento representou uma exceção e tramitou quase que exclusivamente sob os auspícios do legislativo mineiro, com mínima participação e análise técnica. Isso fica claro pelo lapso de tempo, a lei é de 2004 e a indicação de 2005! É evidente que as áreas definidas a priori não constituem o desenho ideal de uma unidade de conservação, nem tampouco significam a totalidade necessária para a manutenção da biodiversidade de uma região. Nesse particular, o incentivo do Estado para estudos adicionais nessas áreas é que se torna prioritário e um fato que não tem sido observado. Um exemplo isolado, no qual não houve envolvimento do Estado, é o rio Santo Antônio, afluente do rio Doce. Em 1998, na primeira edição do Atlas de Áreas Prioritárias para a Conservação, constava toda a bacia, enquanto em 2005 foi sensivelmente reduzida incluindo somente uma parcela da drenagem localizada acima do reservatório da UHE Salto Grande. Isso foi possível após extensos estudos com a fauna de peixes, que culminou com um planejamento de áreas mínimas que garantiriam a manutenção da maior diversidade de peixes possível. Entretanto, mesmo com esse esforço e agora dispondo de opções reais para conservação, a área continua sob forte tensão econômica e a sua manutenção em longo prazo passou a depender de fatores extrínsecos ao conhecimento científico. Dessa forma, a conclusão é que enquanto não existir compromisso do Estado em assumir as Áreas Prioritárias para Conservação de forma legítima e uma política eficiente de estudos nas mesmas, o que será observado é a perda cada vez mais intensa de áreas insubstituíveis dentro do Estado, como relatado na segunda edição do Atlas em 2005.



Fábio Vieira é ictiólogo e doutor em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre pela Universidade Federal de Minas Gerais; consultor autônomo, atualmente é um dos coordenadores do projeto de estruturação do Biota Minas pela Fundação Biodiversitas.

Utilize este espaço: envie seu artigo para comunicação@biodiversitas.org.br



Manejo e Conservação

Nasce primeiro filhote da fêmea de Muriqui – do – norte
translocada para RPPN Mata do Sossego



Biólogos examinam Eduarda - Os dados levantados em campo – à época de sua captura – permitiram verificar que a fêmea estava em fase subadulta, com 04 a 05 anos, pesando 5,2 quilos e medindo 1,29 metros, o que indicava que Eduarda já estava apta a iniciar sua fase reprodutiva.
Foto: Saulo Coutinho
Há cerca de dois anos, o projeto “A translocação de uma fêmea isolada de muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus) como ferramenta de manejo para a conservação da espécie” desenvolvido pela ONG Centro de Estudos Ecológicos e Educação Ambiental (CECO) e a Universidade do Estado de Minas Gerais/Campus de Carangola (UEMG/FAFILE), promoveu a translocação da fêmea Eduarda, que se encontrava isolada em um fragmento florestal no município de Santa Margarida (MG) para a RPPN Mata do Sossego, de propriedade da Fundação Biodiversitas. A fêmea de muriqui-do-norte foi capturada, transportada e solta entre os dias 21 e 22 de dezembro de 2006. Durante oito meses, Eduarda – que leva este nome em homenagem ao biólogo falecido Eduardo Marcelino – foi diariamente monitorada, através do emprego de radio transmissor, com o objetivo de verificar sua adaptação na nova casa.

Eduarda, ainda sedada, recebendo o colar com rádio transmissor – ela foi monitorada durante oito meses após a soltura na RPPN Mata do Sossego.

Foto: Saulo Coutinho
Boa adaptação
Segundo o biólogo e primatólogo Fabiano Melo, que coordenou a iniciativa da translocação do espécime, Eduarda foi muito bem recebida pelos muriquis da RPPN Mata do Sossego. Logo após sua soltura, em menos de uma semana, ela já era vista com indivíduos do grupo A facilidade na adaptação foi imprescindível para o sucesso reprodutivo de Eduarda. Em pouco mais de um ano de convivência com os muriquis da Mata do Sossego a fêmea translocada teve seu primeiro filhote. “A Eduarda nasceu entre 2000 e 2002, portanto, deve ter entre seis e oito anos. Como ela é uma fêmea adulta recém-ingressa na fase reprodutiva e como os muriquis podem viver mais de 30 anos e terem filhotes a cada três anos, ela ainda pode ter oito filhotes até sua morte natural.” diz o primatólogo. Para Fabiano, o nascimento do filhote de Eduarda é muito importante para a conservação da espécie, já que o Brachyteles hypoxanthus (muriqui-do-norte) está classificado como Criticamente em Perigo (CR), segundo a Lista da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (Machado et al., 2003). “A translocação só pode ser considerada um sucesso quando o indivíduo translocado se reproduz, o que de fato aconteceu com a Eduarda” conta o pesquisador. Segundo o biólogo, uma translocação semelhante ocorreu também no Espírito Santo, mas com sucesso reprodutivo, é a primeira e única até o momento.

Ainda não se sabe o sexo do filhote, porém, Eduarda já foi vista carregando seu rebento junto ao ventre – o que atesta sua tenra idade – e aparentemente o filhote é saudável.

Jairo, Muriqui da RPPN Mata do Sossego, à esquerda,
inspecionando a nova
moradora – boa adaptação foi importante para o sucesso da translocação de Eduarda, que culminou com o nascimento do primeiro filhote.

Foto: Carlos Leandro de Souza Mendes
Programa de Espécies Ameaçadas da Mata Atlântica
 
Heliconius nattereri
Foto: Leo Lutz
Com quatro editais voltados para fauna e flora lançados até o momento, o Programa de Proteção às Espécies Ameaçadas de Extinção da Mata Atlântica Brasileira financia, desde 2004, pesquisas que forneçam subsídios para a proteção e o manejo de espécies da flora e fauna ameaçadas desse bioma. Desenvolvido com recursos do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (Critical Ecosystem Partnership Fund – CEPF) e coordenado através da parceria entre a Fundação Biodiversitas (BH/MG) e CEPAN (Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste, Recife, PE), o Programa já contabiliza um total de 51 projetos aprovados, contemplando 94 espécies em 13 Estados do país.

Conheça nesta edição os resultados do projeto “Proposição de Critérios para Identificação de Áreas Adequadas à Manutenção de Populações de Heliconius nattereri (Lepidoptera, Heliconiinae) através da Análise das Interações com sua Planta Hospedeira, Competição com demais Heliconíneos e Efeito de Borda”

Pesquisadores em campo – instalação e teste de equipamentos utilizados na pesquisa
Foto: Leo Lutz
As borboletas pertencentes à subfamília Heliconiinae, especialmente as do gênero Heliconius, compreendem um dos grupos mais bem estudados e podem ser consideradas, de uma forma geral, como táxons que apresentam uma ampla distribuição geográfica. Heliconius nattereri apresenta, segundo a literatura, características que podem ser consideradas como exceções ao gênero: distribuição geográfica restrita, utilização específica de recurso alimentar exclusivo para os estágios não–adultos, sobrevivência somente em hábitats não–perturbados, populações pequenas e provavelmente isoladas, dimorfismo sexual e utilização de ambientes florestais relativamente distintos entre os sexos.

Ovo de Heliconius nattereri, depositado em Passiflora ovalis
Foto: Leo Lutz
Esta espécie, portanto, apresenta–se como endêmica e altamente especializada, o que a torna um táxon, de forma geral, mais propenso à extinção. Nos últimos 70 anos, segundo os especialistas, esta espécie somente foi observada, em condições naturais, nos arredores de Santa Teresa, na região centro–serrana do estado do Espírito Santo, particularmente em fragmentos de Floresta Ombrófila Densa Montana e Submontana primárias presentes nos municípios de Santa Teresa, Santa Leopoldina e Santa Maria de Jetibá. Estes locais, aparentemente, são os únicos a sustentar populações estáveis desta espécie e, por isso, devem receber atenção no que se refere aos esforços de conservação de hábitats e a realização de estudos sobre aspectos básicos da história de vida de H. nattereri.

Heliconius nattereri, cuja distribuição é considerada como endêmica e relictual, também é tida como uma das espécies mais primitivas do grupo, em termos evolutivos. Da mesma forma, a sua única planta hospedeira, Passiflora ovalis, é considerada uma das espécies mais primitivas de Passifloraceae, constituindo um gênero monotípico desta família. A biologia de P. ovalis também é altamente especializada, apresentando um crescimento vegetativo extremamente lento, bem como pequena produtividade anual. Embora a qualidade e a extensão dos hábitats utilizados por P. ovalis venham diminuindo, sua distribuição geográfica não é restrita e, portanto, não se constitui, por si só, como uma explicação para o fato de H. nattereri, atualmente, somente ser encontrada nesta região. Entretanto, a relação entre herbívoro e planta hospedeira pode ser importante no estabelecimento dos tamanhos populacionais desta borboleta, já que as fêmeas de H. nattereri somente ovipositam nas extremidades de gavinhas ou nos meristemas apicais, o que corresponde às regiões de maior crescimento e proliferação celular da planta.
Como esta espécie apresenta um crescimento muito lento, pode–se inferir que o número de locais adequados à oviposição, por estação, ocorram em baixa quantidade e, desta forma, restrinjam a abundância local de H. nattereri. Pelo fato da planta hospedeira atingir o dossel da floresta, a maioria dos meristemas encontram–se a mais de 20 m de altura, o que tem inviabilizado, até o momento, os estudos sobre a dinâmica populacional dos estágios iniciais (ovos e larvas) de H. nattereri.

Larva de Heliconius nattereri
Foto: Leo Lutz
Desta espécie, somente são conhecidos aspectos descritivos da sua biologia, como a planta hospedeira utilizada, duração e coloração dos estágios juvenis, altura de vôo dos machos e fêmeas e flores mais provavelmente utilizadas como alimento pelos adultos. Ou seja, se conhece muito pouco da biologia desta espécie à beira da extinção, e muito menos ainda daqueles aspectos que devem servir como base para uma estratégia de conservação que retire esta espécie da lista daquelas criticamente ameaçadas. “Observar os estágios imaturos de H. nattereri representa abordar a maior proporção dos indivíduos vivos de um dado local e o momento da história de vida da espécie em que as taxas de mortalidade são maiores, o que permite uma melhor compreensão da sua vulnerabilidade e uma intervenção mais efetiva no que se refere à medidas de conservação” diz Leonardo Lutz, biólogo responsável pelo estudo.

Objetivos e resultados

Este projeto de pesquisa tem como objetivo descrever a utilização da planta hospedeira (Passiflora ovalis), no intuito de identificar quais espécies utilizam as partes da planta próprias à colocação de ovos e adequadas no sentido de servirem de alimento aos estágios larvais. “Além disso, este trabalho também monitora os ovos e as larvas de Heliconius nattereri, descrevendo os fatores responsáveis pela sua mortalidade. Em conjunto, isto permitirá avaliar se a vulnerabilidade desta espécie é realmente um resultado de interações competitivas com outras espécies do gênero Heliconius”, explica Leonardo. Para tanto, os ápices das porções em crescimento de P. ovalis estão sendo monitorados através de filmadoras.

Passiflora ovalis – planta utilizada pela borboleta Heliconius nattereri para oviposição.
Foto: Leo Lutz
Para Leonardo, a importância deste projeto para a conservação da H. nattereri pode ser entendida a partir dos seguintes aspectos:
1 - descrição de contextos relacionados à biologia básica da espécie, ainda desconhecidos, o que se constitui em ponto de partida para esforços de conservação;
2 - desenvolvimento de metodologia adequada para o constante monitoramento dos estágios imaturos, os quais constituem a maior parcela dos indivíduos vivos em populações naturais de insetos e onde, conseqüentemente, os fatores associados à mortalidade de indivíduos terão maior impacto sobre o controle do tamanho de populações naturais e para onde se devem focar estratégias de manejo para a espécie em questão;
3 - desenvolvimento de um aparato tecnológico, baseado no monitoramento por filmadoras, que pode ser extrapolado para outras espécies com biologia ou status de conservação semelhantes;
4 - definição de parâmetros objetivos para o entendimento do contexto de declínio populacional que torna esta espécie ameaçada de extinção, associados à fragmentação de hábitats, ao efeito de borda e a interações competitivas (se assim comprovados); e
5 - proposição de critérios objetivos para o reconhecimento de áreas prioritárias para a conservação de H. nattereri, baseados em avaliações de campo que levam em conta tamanhos de fragmentos, tamanhos populacionais de espécies potencialmente competidoras, tamanhos populacionais e distribuição espacial dos indivíduos de plantas hospedeiras e presença de adultos de H. nattereri. “O importante aqui é que estas avaliações podem ser realizadas de modo bem mais fácil do que aquelas que envolvem a coleta direta de dados relativos à H. nattereri, demandando menos tecnologia, tempo e recursos, além de não envolver intervenções diretas sobre a espécie ameaçada de extinção” conclui o biólogo.
Biota Minas
 

Diagnóstico do Conhecimento Sobre a Biodiversidade em Minas Gerais Conservação, Uso e Biotecnologia
Consulta eletrônica aos pesquisadores já supera a marca de 350 acessos

Com o objetivo de implantar um programa para suprir as carências e demandas das pesquisas e desenvolvimento tecnológico voltados para a conservação e o uso racional da biodiversidade, a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais - SECTES, em parceria com a Fundação Biodiversitas, vem investindo na estruturação do Programa Biota Minas.

Tal estruturação passa por um levantamento do conhecimento sobre a biodiversidade em Minas Gerais, acerca de aspectos científicos que sejam importantes para dar base ao programa Biota Minas.

Através de uma consulta eletrônica, www.biodiversitas.org.br/biotaminas, cientistas e acadêmicos têm a oportunidade de contribuir com seus conhecimentos para a formação deste diagnóstico, além de sugerir caminhos e direcionamentos no que diz respeito ao fomento à pesquisa, por exemplo.

Mais de 350 pesquisadores já se registraram no site, todos de alto nível acadêmico. Doutores, pós-doutores e mestres superam 70% dos acessos até o momento.

Cerca 600 pesquisas relacionadas ao tema já foram cadastradas, além da sugestão de mais de 200 pesquisas a serem realizadas – a maioria de longo prazo de duração.

As áreas temáticas específicas compreendem: Diversidade de Vertebrados; Diversidade de Invertebrados Terrestres; Diversidade de Organismos Aquáticos; Diversidade Botânica; Diversidade Microbiana; Diversidade Genética e Biotecnologia. Grupos como os dos Invertebrados e dos Mamíferos estão entre os que têm mais pesquisas cadastradas.

O resultado deste esforço entre os cientistas serão dois produtos importantes, um Banco de Dados sobre o Status do Conhecimento e da Conservação da Biodiversidade em Minas Gerais e uma publicação com a indicação das demandas prioritárias para implementação do Programa Biota Minas. Para saber mais do Biota Minas e participar da consulta,, entre em contato pelo endereço: biotaminas@biodiversitas.org.br


Alguns Números Preliminares da Consulta Ampla do Biota Minas
350 Pesquisadores Cadastrados
70% representam mestres, doutores e pós-doutores
600 pesquisas registradas para as áreas temáticas abordadas
200 projetos indicados para execução futura em Minas Gerais


Divulgação
O Instituto Pró-Carnívoros está promovendo o

IV Curso de Conservação de Carnívoros Silvestres

Data: 17 a 24 de maio de 2008.
Vagas: 30.
Público Alvo: Alunos de graduação ou recém graduados nas diferentes áreas da Biologia.
Ficha de inscrição (pdf): obtenha aqui ou solicite por e-mail.
Divulgação dos selecionados: Não há análise de currículo. As vagas serão preenchidas por ordem de solicitação e pagamento da taxa.

Local: A parte teórica do curso será desenvolvida no Hotel Chapadão da Canastra, em São Roque de Minas, MG. A parte prática será desenvolvida na região do Parque Nacional da Serra da Canastra.

Carga horária: teóricas: 35h; práticas: 40h
Palestrantes Convidados:
Dr. Flávio H. G. Rodrigues - UFMG e Pró-Carnívoros.
MSc. Rogério Cunha de Paula, CENAP/ICMBio e Pró-Carnívoros.
Dr. Eduardo Eizirik- PUC-RS e Pró-Carnívoros.
Dr. Ronaldo Gonçalves Morato, CENAP/ICMBio e Pró-Carnívoros.
Dr. Marcelo X. A. Bizerril - UnB

Mais informações no site:
www.procarnivoros.org.br/cursos.php

Ou pelo telefone (11) 4411-6966 ou
e-mail procarnivoros@procarnivoros.org.br


Notícias da UICN Sur
2

1
Barcelona acoge el debate mundial para avanzar hacia un mundo diverso y sostenible

El Congreso, que se celebrará en el Centro Internacional de Convenciones del Barcelona del 5 al 14 de octubre de 2008, está considerado como uno de los mayores y más importantes eventos mundiales dedicado a la problemática del desarrollo sostenible en su sentido más amplio y en esta ocasión quiere destacar el valor de la diversidad cultural en el reto de la sostenibilidad. Se prevé la participación de más de 8000 destacadas personalidades provenientes de gobiernos, organizaciones no gubernamentales, sector privado, organismos de Naciones Unidas, organizaciones sociales y círculos científicos. Esta gran congregación mundial en Barcelona trabajará para encontrar soluciones a los desafíos que enfrenta el planeta, que quedarán concretados en lo que se denominarán “Los Acuerdos de Barcelona”.

Según la vicepresidenta de la UICN, M. Purificació Canals “El congreso pondrá en evidencia que mantener la diversidad de culturas y sus múltiples formas de relacionarse con la naturaleza es la base para avanzar hacia un mundo sostenible”. Y ha añadido que “El Congreso contará tanto con los datos y propuestas científicas más innovadoras como con multitud de conocimientos tradicionales de distintas culturas, todo con el fin de plantear soluciones avanzadas que puedan integrarse en contextos muy diversos. No podemos hablar de sostenibilidad sin diversidad, ni la diversidad puede mantenerse en un mundo no sostenible.”

“Barcelona es una de las ciudades más dinámicas del mundo, y esperamos que esa energía nutra los debates y decisiones del Congreso Mundial de la Naturaleza,” declara Julia Marton-Lefèvre, directora general de la UICN. “El Congreso de Barcelona debe brindar soluciones concretas para que el planeta se vuelva verdaderamente sostenible en los próximos veinte años”.

Informaciones sobre el Congreso de la UICN: www.iucn.org/congress

IUCN

La UICN, la Unión Internacional para la Conservación de la Naturaleza, contribuye a encontrar soluciones pragmáticas para los urgentes desafíos ambientales y del desarrollo que enfrenta el planeta, apoyando la investigación científica, gestionando proyectos de campo en todo el mundo, y reuniendo a los gobiernos, las ONG, las NU, las convenciones internacionales y las empresas para que trabajen juntas en el desarrollo de políticas, leyes y buenas prácticas.

La UICN es la red ambiental de carácter global más grande y antigua del mundo. La UICN es una unión democrática que reúne a más de 1000 organizaciones gubernamentales y no gubernamentales, así como a cerca de 10.000 científicos voluntarios de más de 150 países. El trabajo de la UICN cuenta con el apoyo de un personal compuesto por 1100 profesionales, presentes en 62 países, y cientos de asociados de los sectores público, no gubernamental y privado de todo el mundo.

www.iucn.org


Associe-se à Biodiversitas

A luta pela preservação da biodiversidade brasileira é a missão da Biodiversitas há mais de quinze anos. Neste período, atividades de pesquisa, levantamentos biológicos e divulgações científicas só foram possíveis através de convênios e doações de pessoas físicas e empresas ecologicamente envolvidas.
Tornando-se um sócio-contribuinte da Biodiversitas, você irá atuar diretamente na preservação de espécies da fauna e da flora brasileiras ameaçadas de extinção. Seu apoio é fundamental para que nosso trabalho continue gerando resultados positivos na conservação da biodiversidade do país.

Associando-se à Biodiversitas você terá acesso a conteúdos exclusivos no site, notícias sobre os projetos desenvolvidos pela Fundação e ainda irá ganhar brindes, participar de promoções e muito mais. A Biodiversitas oferece ainda uma carteirinha personalizada que dá direito a descontos especiais na compra dos produtos da Ecolojinha.

Acesse nossa página na Internet e comece a contribuir para a conservação da biodiversidade brasileira:
www.biodiversitas.org.br/socio/

Programa de Parcerias Corporativas
2

1

O Programa de Parcerias Corporativa, criado em Maio de 2007 pela Fundação Biodiversitas,tem como objetivo mobilizar a iniciativa privada em torno das ações de conservação ambientais, o que resulta em benefícios amplos para toda a sociedade. Aderindo ao Programa, empresas e instituições têm a oportunidade de exercer sua responsabilidade sócio-ambiental, participando, através das ações desenvolvidas pela Biodiversitas, de um esforço que já vem de longo tempo, para conservar a biodiversidade brasileira. Dentre as empresas parceiras do programa, que somam nove ao todo, temos as seguintes:

AVG Mineração S/A;
Associação das Indústrias de Açúcar e Álcool - AIAA;
Companhia Siderúrgica Nacional - CSN;
Flapa Mineração e Incorporação Ltda;
Fidens Engenharia;
Mineração J. Mendes;
MMX Minas-Rio Mineração S/A;
Rima Industrial S/A; e U & M Mineração.

Saiba mais, e associe-se: http://www.biodiversitas.org.br/fb/ppc.asp


Espaço reservado à divulgação do apoio das empresas parceiras do Programa de Parcerias Corporativas da Fundação Biodiversitas na Categoria "Especial Biodiversitas".


Edição anterior deste boletim disponível no endereço
http://www.biodiversitas.org.br/boletim/EAO/


Fale com a gente :: Envie uma notícia :: Cancele o recebimento deste informativo
www.biodiversitas.org.br :: comunicacao@biodiversitas.org.br