ANO 3 :: Nº 17 :: 29 DE FEVEREIRO DE 2008

Caro leitor,

Na abertura desse Boletim, o primeiro do ano de 2008, vou me dedicar a fazer um convite para a comunidade científica, instituições de ensino superior e pesquisa e entidades gestoras do Estado. A Secretária Estadual de Ciência e Tecnologia e Ensino Superior – SECTES/MG está fomentando a elaboração de um diagnóstico para a implementação de um programa de financiamento de pesquisas ligadas à conservação e uso da biodiversidade, o Programa Biota Minas. A Fundação Biodiversitas está realizando o papel de facilitadora do processo, congregando contribuições dos agentes acima relacionados no que diz respeito às demandas e prioridades para o desenvolvimento científico e tecnológico de Minas Gerais. Para isso, foi desenvolvido um banco de dados, acessível pelo site www.biodiversitas.org.br/biotaminas, onde estas indicações poderão ser feitas. É uma diretriz da SECTES e da Biodiversitas que esse diagnóstico tenha uma ampla participação e que seja realmente representativo das instituições de âmbito estadual. Estamos cientes de que esse é um grande desafio e por isso aproveitamos este espaço para solicitar a sua colaboração, que será considerada na estruturação do Programa. Enfatizamos que, no nosso entendimento, o objetivo último desse diagnóstico é conhecer as demandas por você indicadas, de modo que o Estado concentre seus esforços no seu atendimento e na formulação de políticas públicas de desenvolvimento científico, econômico e de conservação. Antecipamos que o banco de dados é de fácil preenchimento. Para participar utilize as senhas, grupo: biotaminas e senha de grupo: sectes, assim mesmo, com letras minúsculas. Será uma honra ter você como parceiro.


Gláucia Moreira Drummond
Superintendente Técnica
Fundação Biodiversitas


Artigo do Pesquisador

Este espaço será dedicado à publicação de artigos focados em espécies da fauna e flora ameaçadas de extinção, áreas protegidas, pesquisas em biodiversidade, políticas públicas e fomento às pesquisas, entre outros, encaminhados por pesquisadores de renome de todo o país.

Pesquisador, envie seu artigo para: comunicacao@biodiversitas.org.br



Listas Vermelhas: a ponta do iceberg


Uma das estratégias básicas para a avaliação do status de conservação das espécies é a elaboração das listas vermelhas. Mundialmente utilizadas, essas listas, têm o objetivo de alertar sobre a perda da biodiversidade e orientar medidas de proteção às espécies. Se elaboradas com critérios científicos, claros e bem definidos, permitem avaliar, ao longo do tempo, o comportamento das espécies frente às mudanças ambientais. Contudo, a existência de dados adequados é uma exigência básica para se definir o status de conservação de um dado táxon. O conhecimento sobre a biologia, ecologia, demografia, distribuição geográfica, hábitats-chave, ameaças, entre outros, são aspectos essenciais nas avaliações de risco de extinção. No Brasil, para as últimas revisões das listas de espécies ameaçadas da sua fauna e flora, foram adotados os critérios da IUCN - União Mundial para a Natureza, que também possibilita uma hierarquização das espécies em categorias de ameaça. Nas situações onde há limitação de recursos, financeiros e humanos, essas categorias, que indicam o grau de risco, ou a urgência de ações conservacionistas, auxiliam às tomadas de decisão sobre a priorização dos recursos. Muito se tem discutido no Brasil sobre os processos de elaboração e resultados das listas vermelhas. A lista da fauna vigente, por exemplo, ainda que tenha sido elaborada com a participação de duas centenas de especialistas, traz consigo a situação daqueles grupos cujo conhecimento disponível permitiu a sua avaliação. Por isso, a necessidade das listas serem dinâmicas, de modo a incorporar dados novos, mantendo-se o seu o caráter científico. Contudo, o pós-lista ainda exige atenção. O Brasil, como país signatário da Convenção sobre Diversidade Biológica, divulgou metas claras para a redução da perda da biodiversidade, até 2010. Seria muito importante que as estratégias decorrentes desse compromisso fossem também claras, de modo a permitir a sua integração na agenda de múltiplos atores sociais. O grau de organização e a capacidade técnica das entidades conservacionistas e o alto nível dos pesquisadores brasileiros têm sido cada vez mais reconhecido pelas instituições de financiamento internacionais, o que já representa um tento para o Brasil no esforço da conservação. Caso não haja essa articulação, os resultados de listas futuras apenas refletirão as crescentes perdas sofridas pelos ecossistemas brasileiros. Por isso, as listas vermelhas acenam somente para a ponta do iceberg.


Gláucia Moreira Drummond
Fundação Biodiversitas


Biodiversitas e American Bird Conservancy garantem a proteção do último refúgio de ave em risco crítico de extinção na Mata Atlântica
 
Área de mata atlântica em Sossego do Arrebol, refúgio do “entufado -baiano” - Merulaxis stressemani Créditos: Rômulo Ribon
A Fundação Biodiversitas, em parceria com a instituição norte-americana American Bird Conservancy (ABC), adquiriu 392 hectares nos municípios de Bandeira e Jordânia de uma área de Mata Atlântica extremamente ameaçada no nordeste de Minas Gerais.

A área está inserida em um mosaico de remanescentes de Mata Atlântica fortemente ameaçado por desmates, corte seletivo de madeira e queimadas. A região abriga uma quantidade incomum de espécies de vertebrados ameaçados de extinção em escala global, nacional e estadual, o que torna o local de extrema importância para conservação da biodiversidade.

Pelo menos 17 espécies de aves ameaçadas de extinção ocorrem na região, com destaque para a espécie Merulaxis stressemani (“Entufado-baiano”), considerada “Criticamente em Perigo”, sendo que a área adquirida pela Biodiversitas pode ser o último local onde a espécie persiste.

"Este fragmento de Mata Atlântica é um baú de biodiversidade, que desapareceria sem essa proteção. Em uma grande parte da região não é possível encontrar mais nada, a não ser pastos e áreas desmatadas" - afirma o Diretor para Programas Internacionais da ABC, Paul Salaman.
A Fundação Biodiversitas dará prosseguimento ao Programa de Conservação através de projetos para promover o envolvimento das comunidades locais com o objetivo de minimizar os impactos sobre as áreas naturais. A criação de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) na área dará início ao processo, que inclui o desenvolvimento de projetos de educação ambiental, ecoturismo e pesquisa científica, que, a longo prazo, poderá possibilitar a manutenção e recuperação da biodiversidade local.

“Entufado-baiano” - Merulaxis stressemani - Créditos: BirdLife International.
De acordo com Rômulo Ribon, ornitólogo da Universidade Federal de Ouro Preto que redescobriu o Entufado-baiano e coordenou o inventário da avifauna na região com apoio do Ministério do Meio Ambiente e da ONG SAVE Brasil, é urgente a maximização do conhecimento sobre a espécie. As informações geradas subsidiarão a implementação de programas de manejo para sua conservação.

A compra da terra foi possível através do apoio da Beneficia Foundation, Robert Wilson e Connie e Jeff Woodman, complementa Gláucia Drummond, Superintendente Técnica da Fundação Biodiversitas.
Libélulas ameaçadas de extinção são encontradas no Norte do ES
 
Duas espécies de libélulas ameaçadas de extinção – Leptagrion acutum e Leptagrion capixabae – foram encontradas no norte do Estado do Espírito Santo, uma na Reserva Biológica de Córrego Grande e a outra em uma propriedade particular no município de Ibiraçu. As espécies foram encontradas pelos pesquisadores Paulo De Marco Júnior e Karina Schmidt Furieri, da Universidade Federal de Goiás e de Viçosa, respectivamente, em conjunto com o Ipema*, Ibama* e IEMA*, e com apoio financeiro do CNPq*, Capes*, FNMA* e Fundação Biodiversitas.

Foto: Karina S. Furieri / Projeto Leptagrion
Leptagrion acutum é uma espécie endêmica da Mata Atlântica, do nordeste capixaba, até então conhecida apenas do município de Conceição da Barra, litoral norte do Espírito Santo; o que determinou sua inclusão na lista oficial da fauna brasileira ameaçada de extinção publicada pelo Ministério do Meio Ambiente em 2003. Essa redescoberta reforça a importância dos trabalhos de distribuição e história natural de espécies raras para a obtenção de dados a serem utilizados em projetos de conservação e manutenção da Mata Atlântica, como por exemplo, o Projeto Corredores Ecológicos, em especial o Corredor Central da Mata Atlântica. Este último tem um importante papel na conservação das espécies de Leptagrion por abrigar a maior diversidade filogenética e de espécies do gênero.

Após quatro anos de pesquisas, o projeto obteve informações que, além de servir de base para a avaliação do grau de ameaça dessas libélulas, podem indicar formas mais adequadas para o

desenvolvimento de um plano de manejo que atinja todas as espécies do gênero, com grande potencial de sucesso, como, por exemplo, através do manejo de bromélias – plantas que servem ao desenvolvimento das larvas de libélulas do gênero Leptagrion. Apesar do grande número de novos registros, ainda existe uma carência de dados de distribuição das espécies de Leptagrion, de modo que os pesquisadores continuarão com suas atividades na perspectiva de apresentarem informações úteis não só relativas às libélulas, mas também à conservação de ecossistemas singulares que podem ainda ser observados no norte do estado do Espírito Santo e Sul da Bahia.
Foto: Karina S. Furieri / Projeto Leptagrion
Parte deste projeto foi objeto da tese de Doutorado “Biologia da Conservação do Gênero Leptagrion e Uma Proposta para o Manejo de Leptagrion acutun (Coenagrion: odonata)” defendida pela pesquisadora Karina Furieri, em 23 de fevereiro deste ano, na Universidade Federal de Viçosa.




* Ipema: Instituto de Pesquisas da Mata Atlântica.
* Ibama: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
* IEMA: Instituto Estadual de Meio Ambiente – ES
* CNPq: Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
* Capes: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
* FNMA: Fundo Nacional do Meio Ambiente
Cresce a ameaça de extinção entre os primatas

Galogoides rondoensis (Honess in Kingdon, 1997) – está entre os 25 primatas mais ameaçados de extinção – ocorre na Tanzânia.
Ilustração: Stephen D. Nash
Um relatório compilado por 60 especialistas de 21 países – intitulado Primates in Peril: The World’s 25 Most Endangered Primates—2006–2008 (Primatas em Perigo: Os 25 Primatas mais ameaçados do mundo – 2006-2008) - , publicado em outubro de 2007, alerta que se falharmos nas respostas às crescentes ameaças, veremos as primeiras extinções de primatas em mais de um século.

A lista dos 25 primatas mais ameaçados do mundo (clique aqui para acessar), compilada no 21º Congresso da Sociedade Internacional de Primatologia realizado em Entebe, Uganda, em junho de 2006, segue a mesma metodologia desde sua primeira edição em 2000. Oito dos primatas desta lista, incluindo o orangotango de Sumatra, na Indonésia, e o gorila de Diehl, encontrado na República dos Camarões e na Nigéria, já foram incluídos nas três listas anteriores. Outras seis espécies foram incluídas na lista pela primeira vez, incluindo um macaco tarsier indonésio recém-descoberto que ainda não foi formalmente registrado.

Acredita-se que uma espécie, o colobo-de-waldron, habitante da Costa do Marfim e de Gana, já esteja extinta. Calcula-se que o langur-dourado do Vietnam e o gibão-de-hainan, na China, têm populações muito reduzidas, na casa das dezenas. O lóris-esbelto vermelho, do Sri Lanka, foi avistado apenas quatro vezes desde 1937.

O objetivo da lista é também chamar atenção para a situação crítica de alguns dos primatas mais ameaçados. Com isso, atrair investimentos e esforços para promover pesquisas para mitigar as ameaças por meio de medidas como a fiscalização, criação de áreas protegidas e programas de criação em cativeiro.

“Todos os sobreviventes destas 25 espécies cabem dentro de um estádio de futebol; isso mostra os quão poucos restam no planeta hoje”, afirma Russel A. Mittermeier, presidente da CI, que também é chefe do Grupo de Especialistas em Primatas da IUCN/SSC. “
A situação é pior na Ásia, onde a destruição da floresta tropical, caça e comércio de macacos coloca muitas espécies sob grande risco. Até mesmo as espécies recém-descobertas estão gravemente ameaçadas pela perda de seu hábitat e poderão desaparecer logo”.

Brasil – A lista anterior (2004-2006) era composta por três espécies brasileiras, todas da Mata Atlântica: mico-leão-da-cara-preta (Leontopithecus caissara), macaco-prego-do-peito-amarelo (Cebus
xanthosternos
) e muriqui do norte (Brachyteles hypoxanthus), também conhecido como mono-carvoeiro. Na relação atual, os primatas brasileiros ficaram de fora. Na avaliação dos pesquisadores, embora os animais brasileiros continuem ameaçados, os esforços conjuntos de instituições do governo, organizações não-governamentais e o acúmulo de anos de conhecimento sobre as espécies e o hábitat onde vivem mitigaram parte dos problemas que comprometem a sobrevivência dos animais. Outro fator que tirou da lista atual os macacos brasileiros foi a piora da situação de outros primatas em outras partes do mundo.

A perda dos hábitats em razão do desmatamento de florestas tropicais para a agricultura, exploração madeireira e coleta de lenha para combustível, continua a ser o principal fator para a redução do número de primatas, segundo o relatório. Além disso, a mudança climática está alterando os hábitats de muitas espécies, tornando aquelas que vivem em pequenos territórios ainda mais vulneráveis à extinção.

“Protegendo as florestas tropicais que ainda restam no mundo, salvaremos os primatas e outras espécies ameaçadas, ao mesmo tempo em que impediremos que mais dióxido de carbono entre na atmosfera e aqueça o clima”, observa Mittermeier.

O novo relatório foi apresentado pelo Grupo de Especialistas em Primatas da Comissão de Sobrevivência das Espécies (SSC) da União Mundial para a Natureza (IUCN) e pela Sociedade Internacional de Primatologia (IPS), em colaboração com a Conservação Internacional (CI), 29% das espécies de primatas está sob risco de extinção.

Fonte: www.conservation.org

Programa de Espécies Ameaçadas da Mata Atlântica

Com quatro editais voltados para fauna e flora lançados até o momento, o Programa de Proteção às Espécies Ameaçadas de Extinção da Mata Atlântica Brasileira financia, desde 2004, pesquisas que forneçam subsídios para a proteção e o manejo de espécies da flora e fauna ameaçadas desse bioma. Desenvolvido com recursos do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (Critical Ecosystem Partnership Fund – CEPF) e coordenado através da parceria entre a Fundação Biodiversitas (BH/MG) e CEPAN (Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste, Recife, PE), o Programa já contabiliza um total de 51 projetos aprovados, contemplando 94 espécies em 13 Estados do país.

Conheça nesta edição os resultados do projeto “Distribuição espacial e uso do microhábitat em Megalobulimus proclivis (Mollusca, Gastropoda) em uma área de Mata Atlântica no Rio Grande do Sul, desenvolvido pela zoóloga Ingrid Heydrich da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul.


Megalobulimus proclivis
Foto: Cleodir Mansan
Citado na categoria “Em Perigo” na Lista das Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção no Rio Grande do Sul e na Lista da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção e na categoria “Criticamente em Perigo” pela IUCN (2006), Megalobulimus proclivis (Martens, 1888) (Mollusca, Gastropoda) é um molusco terrestre pertencente à família Megalobulimidae. Desde seu primeiro registro em 1868, até o início do projeto, os dados relativos à biologia da espécie eram praticamente inexistentes. Sua distribuição é associada ao bioma Mata Atlântica, ocorrendo em floresta com araucárias. No Rio Grande do Sul, possui registros de ocorrência para os municípios de Morro Reuter (1868), Taquara (1888), Rolante (1964), Canela (1974) e São Francisco de Paula (2001).
Local de estudo. Mata Atlantica, Maquine, RS. Foto: Cleodir Mansan
O desenvolvimento desse projeto possibilitou a ampliação da distribuição geográfica da espécie para o município de Maquiné.

Além de pesquisar a distribuição espacial e uso do microhábitat deste molusco, o estudo visou também obter informações sobre a biologia (alimentação, reprodução, taxa de crescimento) e ecologia de uma população de M. proclivis em uma área de Mata Atlântica no sul do Brasil. Estas informações deverão subsidiar futuras ações para a conservação deste gastrópode. A flutuação da população ao longo do projeto e o levantamento de quais outras espécies de macrogastrópodes ocupam o mesmo microhábitat também foi uma preocupação da pesquisa.

Um importante dado observado é a intensa predação sofrida pela espécie. Entre os possíveis predadores desses moluscos na fase adulta podem ser considerados os mamíferos registrados para as localidades de sua ocorrência, como o quati (Nasua nasua), o mão-pelada (Procyon cancrivorus), o graxaim (Cerdocyon thous), a irara (Eira barbara) e o tatu-galinha (Dasypus novemcinctus). Em relação às aves, são possíveis predadores de jovens de M. proclivis, o inambu-guaçu (Crypturellus obsoletus), a jacutinga (Pipile jacutinga), o uru (Odontophorus capueira) e o macuco (Tinamus solitarius).

Segundo Ingrid Heydrich, embora a análise dos dados ainda não esteja concluída, o status de ameaça da espécie deverá se manter. Para a pesquisadora o conhecimento obtido sobre a biologia de M. proclivis ainda é insuficiente para o estabelecimento de medidas específicas de conservação da espécie. Porém, ações que evitam a destruição ou descaracterização do hábitat e a expansão de espécies exóticas vegetais e animais, podem contribuir para sua preservação.

Ingrid informou também que dados adicionais da biologia da espécie estão sendo registrados, a partir dos exemplares vivos coletados durante a execução do projeto e mantidos em laboratório.

Melhor Tese em Biologia da Conservação destaca situação de peixes ameaçados na bacia do Rio Doce.

Henochilus wheatlandii
O biólogo Fábio Vieira, um dos coordenadores do Projeto BiotaMinas pela Fundação Biodiversitas, recebeu, durante o XXVII Congresso Brasileiro de Zoologia, entre os dias 17 e 21 de fevereiro em Curitiba, o Primeiro Lugar do Prêmio Novaes Ramires de Conservação da Natureza, de melhor tese de Doutorado em Biologia da Conservação.




Steindachneridion doceana
A tese, intitulada ”A Ictiofauna do Rio Santo Antônio, Bacia do Rio Doce, MG, Com Uma Proposta de Conservação Baseada na Composição e Distribuição das Espécies de Peixes” foi apresentada no Curso de Pós-Graduação em Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre da Universidade Federal de Minas Gerais, em agosto de 2006. Dentre as espécies ameaçadas contempladas no estudo estão o andirá (Henochilus wheatlandii); o timburé (Leporinus thayeri); a pirapitinga (Brycon opalinus); a piabanha (B. develey); e o surubim-do-doce (Steindachneridion doceana).

Notícias da UICN Sur
2

1
Nueva publicación de la UICN - “Aplicación del Enfoque Ecosistémico en Latinoamérica”

• Es una recopilación de experiencias y estudios de caso, escrita por expertos de la Comisión de Manejo Ecosistémico de la Unión Mundial para la Naturaleza (UICN).
• El libro, de 89 páginas y descarga gratuita en línea, es una herramienta clave para tomadores de decisión, especialistas y ONGs.
• Las iniciativas y recomendaciones serán presentadas en la COP9 del Convenio de Diversidad Biológica y en el Congreso Mundial de UICN, Barcelona 2008.

Quito, 15 febrero 2008.- Los gobiernos, empresas y la sociedad en general, tienden a manejar los ecosistemas para obtener un bien o servicio (pescado, madera, energía, etc) sin reconocer plenamente lo que se está perdiendo mientras aprovechan estos recursos. Así, es posible que se estén sacrificando bienes y servicios tanto o más valiosos que los obtenidos, sin que nadie perciba esos problemas en el corto plazo - contaminación, desertificación, pérdida de diversidad cultural y biológica, entre otros.

El Enfoque Ecosistémico (EE) permite tener una visión amplia de los “recursos naturales” con el propósito de hacer que las contraprestaciones sean eficientes, transparentes y sostenibles en el tiempo, explicó Ángela Andrade, editora responsable de la publicación y vicepresidenta de la Comisión de Manejo Ecosistémico (CME) de la UICN para Sudamérica.

“Los estudios de caso seleccionados son representativos de la aplicación del Enfoque Ecosistémico en diferentes escalas y en variados contextos sociales y culturales”, consignó Andrade.

“El Enfoque Ecosistémico es una estrategia proactiva para un manejo integrado de la tierra, el agua y los recursos vivos, que promueve la conservación y el uso sostenible de forma equitativa. Pone a la gente y a sus prácticas de manejo de los recursos naturales en el centro de la toma de decisiones. Por eso puede utilizarse para buscar un balance apropiado entre la conservación y el uso de la diversidad biológica en áreas en donde hay múltiples usuarios de los recursos y de los valores naturales importantes”, aseguró.

En la publicación se incluyen iniciativas que se desarrollan en Panamá, Ecuador, Colombia, Paraguay, Chile y Argentina, además de las conclusiones del taller de especialistas de la CME realizado en Villa de Leyva, Colombia, en junio de 2007.

Las recomendaciones van dirigidas a los gobiernos, a la UICN y al Convenio de Diversidad Biológica (CDB), con el fin de incentivar la investigación y la difusión de experiencias sobre la aplicación del EE a nivel global y regional.

Entre las iniciativas de aplicación del Enfoque Ecosistémico se exponen los casos del Sistema de Humedales Paraguay-Paraná en la Cuenca del Plata; del corredor de conservación Chocó-Manabí entre Colombia y Ecuador; la gestión ecorregional del Bosque Chiquitano en Bolivia y Paraguay; el Corredor de Robles, una estrategia integrada de manejo y conservación de la biodiversidad en Colombia; el Proyecto Páramo Andino; el complejo de humedales de Fúquene en los Andes orientales de Colombia; la estrategia de conectividad en la reserva de biosfera del bosque Mbaracayú en Paraguay; el EE y la cultura indígena en la Amazonia colombiana; la gestión de áreas marinas y costeras protegidas en Chile; el programa nacional de zonificación agroecológica de Panamá; y el EE aplicado a la gestión del agua en una perspectiva desde América Latina.

Las iniciativas y recomendaciones serán presentadas en mayo en la COP9 del Convenio de Diversidad Biológica (CDB), donde el Enfoque Ecosistémico es uno de los temas principales de la agenda, y en el marco de actividades de la comisión de especialistas en el IV Congreso Mundial de la Naturaleza de UICN, a realizarse en Barcelona del 5 al 14 de octubre 2008.

Fuente: Comité Argentino de la UICN / www.comite-uicn.org.ar


Programa de Parcerias Corporativas
2

1

O Programa de Parcerias Corporativa, criado há oito meses pela Fundação Biodiversitas,tem como objetivo mobilizar a iniciativa privada em torno das ações de conservação ambientais, o que resulta em benefícios amplos para toda a sociedade. Aderindo ao Programa, empresas e instituições têm a oportunidade de exercer sua responsabilidade sócio-ambiental, participando, através das ações desenvolvidas pela Biodiversitas, de um esforço que já vem de longo tempo, para conservar a biodiversidade brasileira. Dentre as empresas parceiras do programa, que somam nove ao todo, temos as seguintes:

AVG Mineração S/A;
Associação das Indústrias de Açúcar e Álcool - AIAA;
Companhia Siderúrgica Nacional - CSN;
Flapa Mineração e Incorporação Ltda;
Fidens Engenharia;
Mineração J. Mendes;
MMX Minas-Rio Mineração S/A;
Rima Industrial S/A; e U & M Mineração.



Saiba mais, e associe-se: http://www.biodiversitas.org.br/fb/ppc.asp

Associe-se à Biodiversitas
 
A luta pela preservação da biodiversidade brasileira é a missão da Biodiversitas há mais de quinze anos. Neste período, atividades de pesquisa, levantamentos biológicos e divulgações científicas só foram possíveis através de convênios e doações de pessoas físicas e empresas ecologicamente envolvidas.
Tornando-se um sócio-contribuinte da Biodiversitas, você irá atuar diretamente na preservação de espécies da fauna e da flora brasileiras ameaçadas de extinção. Seu apoio é fundamental para que nosso trabalho continue gerando resultados positivos na conservação da biodiversidade do país.

Associando-se à Biodiversitas você terá acesso a conteúdos exclusivos no site, notícias sobre os projetos desenvolvidos pela Fundação e ainda irá ganhar brindes, participar de promoções e muito mais. A Biodiversitas oferece ainda uma carteirinha personalizada que dá direito a descontos especiais na compra dos produtos da Ecolojinha.

Acesse nossa página na Internet e comece a contribuir para a conservação da biodiversidade brasileira:
www.biodiversitas.org.br/socio/

Edição anterior deste boletim disponível no endereço
http://www.biodiversitas.org.br/boletim/EAO/


Fale com a gente :: Envie uma notícia :: Cancele o recebimento deste informativo
www.biodiversitas.org.br :: comunicacao@biodiversitas.org.br