ANO 2 :: Nº 10:: 28 DE FEVEREIRO DE 2007

No início desse mês, ocorreu em Belo Horizonte a reunião para a avaliação final do Programa CEPF no Brasil, iniciado em 2002. O CEPF – Fundo de Parcerias para Ecossistemas Críticos - é uma parceria entre a Conservação Internacional, o Governo do Japão, Banco Mundial, GEF e a Fundação MacArthur, voltada para a conservação da biodiversidade nos hotspots mundiais (áreas onde a alta riqueza e endemismos de espécies é contrastada pelo elevado grau de ameaça que sofrem). No Brasil, até o momento, o CEPF atua apenas na Mata Atlântica. A estratégia do CEPF-Mata Atlântica, coordenada pela Aliança para Conservação da Mata Atlântica - leia-se Conservação Internacional e SOS Mata Atlântica - foi voltada para os corredores Central e da Serra do Mar, e implicou no repasse de recursos para o apoio a projetos ou iniciativas de conservação, novas ou mesmo em andamento, que representassem uma contribuição para a mudança do cenário de ameaça. Regido pelo conceito de formação de parcerias múltiplas para potencializar o sucesso das iniciativas, o CEPF-Mata Atlântica priorizou seu apoio a propostas que demonstraram o envolvimento de vários setores da sociedade civil, como agentes parceiros, para promover a efetiva conservação de recursos ambientais e também influenciar a tomada de decisões dos gestores públicos no que tange ao desafio assumido pelo Fundo. O CEPF foi programado para encerrar-se em 2007 e os resultados, após cinco anos de atuação no Brasil, não podiam ser melhores. Demonstramos uma alta capacidade técnica, de mobilização e organização, ficando claro que, às organizações civis brasileiras, falta a informação e o apoio para que suas ações se realizem de forma coordenada e se revertam em resultados concretos. O Fundo encerra-se, mas deixa bons frutos e a esperança de que as mudanças alcançadas por todos que participaram da iniciativa, sejam essas a tomada de consciência, a possibilidade de transformar a realidade, a capacitação ou o aumento do conhecimento e o espírito das parcerias, permaneçam nas instituições (como é o caso da Biodiversitas), nos técnicos, nos cientistas, nos proprietários rurais, nas pessoas comuns envolvidas, e permitam a continuidade da luta para a conservação da nossa biodiversidade!

Gláucia Moreira Drummond
Superintendente Técnica
Fundação Biodiversitas

O que você precisa saber
 
Política Nacional da Biodiversidade - PNB
(Decreto Nº 4.339/2002) - estabelece como princípio que a Diversidade Biológica tem valor intrínseco independente de seu potencial para uso humano, pois cada forma de vida é única, merecendo respeito, independentemente de seu valor
para o homem.
Comissão Nacional de Biodiversidade
CONABIO - tem um papel fundamental na implementação da Política Nacional de Biodiversidade e na implementação da Convenção para a Diversidade Biológica (CDB), tendo uma relevante participação na discussão com a sociedade civil, através de debates e consultas públicas que visam alcançar seu principal objetivo: a promoção da efetiva conservação da biodiversidade brasileira.

Biodiversitas é única instituição totalmente brasileira a compor o Comitê de Coordenação da AZE
 
O ano de 2007 começou com ótimas perspectivas para a Fundação Biodiversitas. Prova disso é o convite oficial, encaminhado no mês de fevereiro, pela Alliance for Zero Extinction (AZE) para que a instituição faça parte de seu Comitê de Coordenação. A AZE é uma iniciativa internacional de organizações voltadas para a biologia da conservação, que tem como meta principal impedir a extinção de espécies através da identificação e proteção de locais-chave (aqueles considerados como últimos refúgios de uma ou mais espécies categorizadas como Em Perigo ou Criticamente em Perigo, de acordo com os padrões da IUCN - União Mundial para a Natureza).

Com este convite, a Fundação Biodiversitas passa a ser a única organização totalmente brasileira a integrar o Comitê, ao lado da BirdLife International (Inglaterra), TNC (EUA), Asociación Ecosistemas Andinos (Peru), WWF (EUA), Doga Dernegi (Turquia), Island Endemics (México), Zoo Outreach Organization (Índia) e ABC (EUA). “O espaço conquistado pela Biodiversitas no Comitê diz respeito ao trabalho que desenvolvemos com espécies ameaçadas no Brasil, além da repercussão da nossa proposta para criação da Aliança Brasileira Para Extinção Zero (BAZE), que compartilha das mesmas estratégias e objetivos da AZE”, afirma Gláucia Drummond, Superintendente Técnica da instituição. Ela explica que a Biodiversitas tem uma grande facilidade de articulação com a comunidade científica brasileira, além de possuir um programa que subsidia pesquisas com espécies ameaçadas, podendo, assim, contribuir para o fornecimento

de dados para seleção dos sítios da AZE, além de usar da sua capacidade institucional para a mobilização de outros setores sociais (gestores públicos, empresas privadas, proprietários rurais) para a implementação dos sítios localizados no Brasil. Em termos institucionais, a participação da organização vem reforçar sua posição de referência no trabalho relativo a espécies ameaçadas, não somente no Brasil, mas também perante às outras 64 entidades-membro da AZE, que atuam em 16 países. “Na prática, iremos incorporar mais fortemente em nosso planejamento institucional estratégias que se somem ao esforço da AZE para garantir a proteção das espécies, participando também de propostas aprovadas nas quais a Biodiversitas for identificada como a parceira mais apta a realizá-las”, conclui Gláucia.

As instituições que compõem o Comitê Coordenador da AZE têm como funções transformar a Aliança em referência nas ações que visem assegurar a efetividade da conservação dos sítios e espécies por ela selecionadas, coordenar os comunicados da AZE, determinar mecanismos para distribuição de fundos de contribuição, identificar, selecionar buscar suporte e garantir a participação de indivíduos que possam representar a AZE em encontros / eventos internacionais, agendar, supervisionar e delegar tarefas para o Comitê Técnico-Assessor e outros membros, entre outras.


Saiba mais: www.zeroextinction.org
 
Monitoramento de fêmea de muriqui translocada para RPPN Mata do Sossego indica boa adaptação

Muriqui
Inspeção de macho
em Eduarda

Foto: Carlos Leandro
de Souza Mendes
Na edição de Janeiro/2007 do boletim Espécies Ameaçadas Online o destaque foi para o projeto “Translocação de uma fêmea isolada de muriqui-do-norte (Brachyteles hypoxanthus) como ferramenta de manejo para a conservação da espécie”. Nesta edição, divulgaremos os primeiros resultados do projeto, desenvolvido na RPPN Mata do Sossego, de propriedade da Fundação Biodiversitas, pela ONG Centro de Estudos Ecológicos e Educação Ambiental (CECO) e pela Universidade do Estado de Minas Gerais, Campus Carangola (UEMG/FAFILE).

Classificado como Criticamente em Perigo (CR), segundo a Lista da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (Machado et al., 2003), o Brachyteles hypoxanthus (muriqui-do-norte) é o maior primata das Américas, somente encontrado em fragmentos de Mata Atlântica nos Estados de Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia. A translocação da fêmea isolada para a RPPN Mata do Sossego significa não somente a deliberação científica sobre a movimentação do primata de um hábitat natural para outro, mas também – e principalmente – a introdução de novos genes em um grupo restrito que tem sua continuidade ameaçada por cruzamentos entre indivíduos aparentados.

Batizada de Eduarda, em homenagem ao biólogo Eduardo Marcelino, a fêmea de muriqui-do-norte foi capturada, transportada e solta entre os dias 21 e 22 de dezembro de 2006 e, durante todo o mês seguinte, diariamente

monitorada com o auxílio de um rádio transmissor.
A princípio, a adaptação foi satisfatória: em apenas seis dias, Eduarda já acompanhava o grupo de 43 muriquis que habitam a RPPN Mata do Sossego e, nesse período, nenhum tipo de agressão entre a fêmea
e o grupo foi registrada. No primeiro relatório parcial sobre o monitoramento da fêmea de B. hypoxanthus, o biólogo Carlos Leandro de Souza Mendes, um dos co-responsáveis pelo projeto “Conservação e manejo do muriqui em Minas Gerais”, coordenado pela Biodiversitas e financiado pelo FNMA/PROBIO (Edital 01/2003), explica que foram registrados horário, localização (posição geográfica), atividade do animal e altura da copa das árvores onde ela se encontrava. Essas informações tornaram possível traçar o padrão de atividades de Eduarda em seu primeiro mês na “nova casa”: a fêmea usou 30% do tempo se alimentando, 15% se deslocando, 54% descansando e 1% envolvida em outras atividades. “Se comparado a outros trabalhos desenvolvidos com a espécie, este padrão demonstra uma boa adaptação da fêmea ao novo ambiente”, afirma Carlos Leandro.

Para o biólogo e presidente da Sociedade Brasileira de Primatologia, Dr. Fabiano Rodrigues de Melo, que coordenou o processo de translocação, as informações do relatório preliminar permitem traçar um panorama positivo. “É surpreendente ver como ela foi aceita rapidamente pelo grupo, o que nos faz pensar que ela terá uma grande chance de se reproduzir em, no máximo, dois anos, consolidando assim nosso trabalho de introdução de novos genes à população manejada, o que seria uma grande vitória”, comemora.

O projeto conta ainda com o apoio do Centro de Triagem de Animais Silvestres (CETAS/IBAMA), Universidade Federal de Viçosa (UFV) e MMX Mineração e Metálicos S.A..

Estudos realizados por doutoranda da UFMG demonstram que o Minhocuçu (Rhinodrilus alatus) deve ser excluído da Lista Vermelha Brasileira

Endêmica do Cerrado da região central de Minas Gerais, a espécie Rhinodrilus alatus (minhocuçu) tem cerca de 60 cm de comprimento e 12 mm de diâmetro, sendo amplamente utilizada como isca no mercado de pesca em vários Estados do país. Tanto na Lista da Fauna Ameaçada de Extinção do Estado de Minas Gerais (DN Copam 041/1995), quanto na Lista Brasileira (IN 03/03; Machado et al., 2003) vigentes, R. alatus está classificada na categoria Em Perigo, mas, com a revisão da Lista da Fauna de Minas Gerais, realizada pela Fundação Biodiversitas, em setembro de 2006, especialistas concluíram que a espécie não se encontra ameaçada de extinção, de acordo com os critérios estabelecidos pela IUCN e utilizados na elaboração das listas mineira e nacional. Assim, uma vez que a espécie é endêmica de Minas Gerais, por uma questão de coerência, seu status na lista nacional deverá ser também alterado. A avaliação do novo status de conservação do minhocuçu na lista mineira teve como base estudos desenvolvidos pela doutoranda do curso de Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre da UFMG, Maria Auxiliadora Drumond.

Para a inclusão da espécie nas listas de ameaçadas que hoje vigoram, a destruição do hábitat, a coleta intensa para comercialização, levando a uma redução do seu tamanho populacional, foram os critérios utilizados mas, de acordo com a especialista da UFMG, novos registros da espécie em outras localidades do Estado, ampliando consideravelmente sua área de distribuição, além da comprovada abundância de minhocuçus em algumas áreas, permitiram a conclusão de que R. alatus não se enquadra nas categorias de ameaça levadas em consideração na elaboração das listas vermelhas. “O longo período durante o qual a extração de R. alatus vem sendo registrada – cerca de 70 anos – e o atendimento à elevada demanda dos pescadores indicam a
abundância da espécie, o que pode favorecer seu uso sustentável por meio da implementação de ações de co-manejo, ou seja, do manejo conjunto da espécie pelos
diferentes setores interessados, como forma de minimizar os conflitos existentes”, afirma a pesquisadora em Nota Técnica encaminhada ao Ministério do Meio Ambiente em novembro de 2006.

Desenvolvido no âmbito do Projeto Minhocuçu, o estudo “Avaliação do status de conservação do minhocuçu Rhinodrilus alatus Righi, 1971” foi realizado por meio de parceria entre UFMG, Ministério Público de MG, IBAMA, SEMAD, IEF, Prefeituras Municipais, Instituto Sustentar, extratores e comerciantes de minhocuçus, Sindicato Rural de Paraopeba e Caetanópolis, e Associação para a Preservação do Minhocuçu e do Meio Ambiente (Apremap), com apoio financeiro do Ministério Público de MG, Conservação Internacional e Fapemig, e apoio executivo da Vallourec & Mannesman. O projeto aponta, também, que a coincidência entre o período de reprodução da espécie e o defeso da pesca (entre novembro e fevereiro) aparentemente favorecem o recrutamento de suas populações, o que pode subsidiar uma política voltada para a proteção de R. alatus.

Junto à Nota Técnica, a Fundação Biodiversitas também encaminhou um documento solicitando que a Câmara Técnica Permanente de Espécies Ameaçadas de Extinção e de Espécies Sobreexplotadas ou Ameaçadas de Sobreexplotação, instituída no âmbito do Ministério do Meio Ambiente, fosse reunida para conhecer e debater a proposta. Apesar do Ministério ter se mostrado favorável e atento ao pedido, a reunião ainda não foi agendada. A Superintendente Técnica da Biodiversitas, Gláucia Drummond, ressalta a importância de um encaminhamento sobre o assunto, uma vez que os estudos atuais apontam a possibilidade de uso sustentável que, se bem ordenado e com ampla participação institucional, poderia contribuir para a conservação de R. alatus a longo prazo, além de oportunizar renda e trabalho para as comunidades que tradicionalmente vivem de sua exploração.

Programa de Proteção às Espécies Ameaçadas da Mata Atlântica Brasileira

Muriqui
Bradypus torquatus
Foto: Adriano Chiarello
Com quatro editais voltados para fauna e flora lançados até o momento, o Programa de Proteção às Espécies Ameaçadas de Extinção da Mata Atlântica Brasileira financia, desde 2004, pesquisas que forneçam subsídios para a proteção e o manejo de espécies da flora e fauna ameaçadas desse bioma. Desenvolvido com recursos do Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (Critical Ecosystem Partnership Fund – CEPF) e coordenado através da parceria entre a Fundação Biodiversitas (BH/MG) e CEPAN (Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste, Recife, PE), o Programa já contabiliza um total de 51 projetos aprovados, contemplando 94 espécies em 13 Estados do país.

Conheça nesta edição os resultados do projeto “Demografia e viabilidade populacional da preguiça-de-coleira, Bradypus torquatus (Xenarthra: Bradypodidae)”

Aprovado no Edital 02/2004, este projeto tem como objetivo a obtenção de parâmetros demográficos e ecológicos da espécie Bradypus torquatus, além de analisar sua viabilidade populacional. Endêmica do bioma Mata Atlântica, a preguiça-de-coleira é encontrada nos Estados do Sergipe, Rio de Janeiro, Minas Gerais e, em maior proporção, na Bahia e Espírito Santo.

Realizado nos municípios de Santa Teresa e Santa Maria de Jetibá, região serrana do Espírito Santo, o projeto coordenado pelo Dr. Adriano Chiarello vem obtendo resultados que permitem uma melhor compreensão do status de conservação da espécie, dando subsídios para a definição das linhas de ação para sua sobrevivência a longo prazo. “O conhecimento do tamanho populacional, em conjunto com as demais análises propostas, irá representar um avanço significativo para a elaboração de uma estratégia conservacionista para a espécie, feito ainda inédito”, afirmou Chiarello à época da apresentação do projeto para seleção.

Até o momento o projeto realizou treze coletas mensais entre agosto de 2005 e junho de 2006, totalizando 66 dias em campo.
Os principais dados coletados visaram a determinação da densidade populacional de preguiças a partir de contagem de indivíduos em 24 parcelas fixas de 0,25 ha cada, bem como a determinação de parâmetros populacionais, como razão sexual, e ecológicos, como a extensão da área de vida. “Os resultados indicam densidade populacional entre 0,17 e 0,50 preguiças/ha para as matas da região serrana do Espírito Santo, uma razão sexual ligeiramente enviesada para fêmeas - 1,25 a 1,5 fêmeas adultas para cada macho - e áreas de vida variando entre 1,34 a 1,78 ha/preguiça”, explica Chiarello. Segundo o pesquisador, esses parâmetros indicam uma densidade relativamente alta de preguiças-de-coleira na região, que é uma das principais áreas para a conservação da espécie.

Na etapa etapa final do projeto uma projeção detalhada da viabilidade de longo prazo desta população ou populações será apresentada, levando-se em conta também a estrutura da paisagem da área de estudo. “Só a partir da conclusão desta modelagem é que poderemos afirmar com mais segurança sobre o status de conservação e viabilidade populacional das preguiças-de-coleira no Espírito Santo”, esclarece.

Mesmo assim, o projeto já aponta como principal ação para a efetiva proteção de B. torquatus a promoção de conectividade entre os fragmentos de floresta. Isso permitiria - ou aumentaria - o fluxo gênico entre os principais blocos de mata da região e diversos fragmentos de mata que existem na região. Adriano Chiarello afirma que a conexão pode ser melhorada com a preservação das atuais áreas de mata e com a recuperação daquelas mais degradadas. “A promoção de conexão entre populações pode ser considerada como mais importante do que o tamanho das áreas remanescentes, tendo em vista que as preguiças são encontradas mesmo em fragmentos com menos de 10 ha de extensão”, diz.

Como passos seguintes à finalização deste estudo, o projeto recomenda o monitoramento populacional, a averiguação do estado de saúde e do status reprodutivo dessas populações, além do levantamento de outras áreas de ocorrência da espécie, principalmente no sul do Espírito Santo, próximo à divisa com Minas Gerais, já que existem poucas populações catalogadas.

Notícias da UICN Sur
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*A coluna “Notícias da UICN Sur” é publicada em todas as edições do informativo eletrônico Espécies Ameaçadas Online e traz matérias enviadas pelo escritório regional da América do Sul, em Quito, Equador.

Más tiburones pelágicos ingresan a la Lista Roja de la UICN
Los descubrimientos de expertos muestran que un mayor número de tiburones está cada vez más amenazado debido a la sobrepesca

Oxford, Reino Unido, 22 de febrero de 2007 (UICN) - Un número mayor de tiburones pelágicos u oceánicos está siendo incluido en la Lista Roja de Especies Amenazadas de la UICN, de acuerdo con los descubrimientos de un grupo de expertos reunidos esta semana en un taller internacional, organizado por la Comisión de Supervivencia de Especies (CSE) de la Unión Mundial para la Naturaleza (UICN), que examinó el estado de conservación de estos tiburones altamente migratorios frente al criterio de la Lista Roja.

"Las cualidades de los tiburones pelágicos -rápidos, poderosos y ampliamente distribuidos- a menudo provocan la percepción errada de que éstos son resistentes a la presión de la pesca", dice Sarah Fowler, Vicepresidenta del Grupo de Especialistas en Tiburones de la CSE. "Esta semana, científicos expertos en tiburones de alrededor del mundo resaltaron la vulnerabilidad de estas especies a la sobrepesca y concluyeron que varias especies están ahora en la categoría Amenazada de extinción a una escala global".

Las tres especies de tiburones zorro, conocidas por sus colas, que pueden llegar a ser tan largas como sus cuerpos, fueron incluidas bajo la categoría de Vulnerable a nivel mundial. El zorro ojón y el tiburón zorro pelágico fueron evaluadas por primera vez, mientras que el tiburón zorro común fue incluido en un grado mayor de amenaza desde la clasificación de Datos Insuficientes hecha en 2001.

El estado de amenaza mundial del marrajo dientuso, favorito entre los pescadores comerciales y recreacionales, pasó de Casi Amenazado en 2000 a Vulnerable.

El tiburón azul, el más abundante y altamente pescado del mundo, permanece en la categoría
Casi Amenazada. Los científicos notaron declinamientos del 50% al 70% en el Atlántico Norte y mostraron su preocupación por la falta de
medidas de conservación, aunque no llegaron a un acuerdo en cuanto a que esta especie esté Amenazada de extinción a una escala global.

Los participantes del taller se concentraron en evaluar el estado mundial de los tiburones pelágicos y semi-pelágicos y rayas, desde los rangos de Extinto hasta el del Preocupación Menor. Las especies clasificadas como Vulnerable, En Peligro, En Peligro Crítico son consideradas como Amenazadas de extinción. Las especies que están cerca de ser clasificadas en la categoría de Amenazada en un futuro cercano, están actualmente bajo el criterio de Casi Amenazada; mientras que aquellas que sufren de falta de información tienen la bandera de Datos Insuficientes.

Los tiburones pelágicos son atrapados de manera incidental, principalmente en las pesquerías de atún y pez espada; sin embargo son cada vez más apetecidos debido al desarrollo creciente del mercado y la demanda de su carne y aletas. Las prohibiciones internaciones a las prácticas de aleteo -cortar las aletas del tiburón y arrojar su cuerpo al mar-, débiles y difíciles de ejecutar, tampoco han permitido frenar la actividad.

"A pesar de las amenazas crecientes y la evidencia de su declinación, no existen límites internacionales de pesca para estos tiburones", afirma Sonja Fordham, Presidenta Delegada de la SSG y Directora de Política de la Shark Alliance. "Los resultados del taller subrayan la necesidad urgente de que las comisiones de pesca internacionales limiten la pesca de estas especies vulnerables y fortalezcan las regulaciones sobre la práctica, que genera desperdicio, del aleteo".

La sobrepesca de tiburones en general, es muy peligrosa debido a que muchas de sus especies crecen lentamente, maduran tardíamente y producen muy pocas crías. Aunque algunos tiburones pelágicos, como el tiburón azul, pueden tener docenas de crías, esto no garantiza su conservación, puesto que son igualmente vulnerables comparados con otras especies de peces, en su mayoría.

Ver noticia completa en:
http://www.sur.iucn.org/
vitrina/noticia.cfm?passcodnot=1303

Fundação O Boticário abre inscrições para Edital de apoio a projetos

Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal. Estes são os três biomas priorizados no Edital de apoio a projetos da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza, que recebe inscrições até 31 de março. Estão aptos a concorrer ao financiamento projetos desenvolvidos por ONGs ou fundações ligadas a universidades e que contemplem ações de manejo de Unidades de Conservação; conservação e manejo de espécies ameaçadas; fiscalização e proteção ambiental; valorização e manejo de áreas verdes urbanas; controle de espécies exóticas invasoras; restauração de ecossistemas; desenvolvimento e implementação de políticas públicas e legislação ambiental; e pesquisa aplicada em ecologia e conservação da natureza.

Projetos a serem desenvolvidos em três regiões específicas, inseridas em áreas de alta importância para a conservação
mundial, ainda bem conservadas e pouco habitadas e localizadas próximas a Unidades de Conservação, terão prioridade: complexo estuarino-lagunar Iguape-Cananéia-Paranaguá, localizado na Mata Atlântica; região de Cerrado compreendida entre o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO) e o conjunto de Unidades constituído pelo Parque Estadual do Jalapão e Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba (TO); e região do Pantanal, abrangendo a bacia pantaneira e a região da Serra da Bodoquena.


O formulário de inscrição já está disponível no endereço http://internet.boticario.com.br/portal/site/fundacao/, podendo ser preenchido e enviado online ou impresso. Nesse caso, a postagem do formulário também deve ser feita até 31 de março.

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