Arara Azul de Lear :: Anodorhynchus leari

Anodorhynchus leari :: Luiz Cláudio Marigo

A arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari) é uma das espécies de aves menos conhecidas e mais ameaçadas de extinção no Brasil. Estima-se que atualmente existam apenas cerca de 450 indivíduos na natureza, além de 38 em cativeiro. Esta ave é endêmica da caatinga baiana, e encontra-se protegida na Estação Biológica de Canudos.

Criada pela Fundação Biodiversitas, a Estação abriga os paredões que servem de dormitório e área de nidificação para a arara. Entre as causas de ameaça à arara-azul-de-lear, destacam-se a captura para o comércio ilegal de animais silvestres e a destruição de seu habitat, especialmente as palmeiras licuri, cujo fruto é a principal fonte de alimento da espécie.

A urgência em proteger a espécie justificou a criação, pelo Ibama, em 1992, do "Comitê para o Manejo e Conservação da Arara-Azul-de-Lear", com o objetivo de propor e implementar estratégias de conservação. Compõem o Comitê o Ibama, a Fundação Biodiversitas, além de pesquisadores e mantenedores de diversos países.

O "Programa para Conservação da Arara-azul-de-lear", desenvolvido pela Fundação Biodiversitas desde 1989, contempla uma série de ações de proteção ao habitat, educação ambiental, manejo do licuri e estudos biológicos.

Alguns resultados desse Programa:
• Mapeamento da área de alimentação e identificação do comportamento alimentar da arara;
• realização de censos e monitoramento das populações;
• proteção do local de dormitório e reprodução;
• atividades de educação ambiental não formal; e
• cursos de capacitação (a partir da demanda dos professores).

Entre 1997 e 1998 a Fundação Biodiversitas desenvolveu um amplo projeto de levantamento de informações sobre biologia, dinâmica populacional e comportamento reprodutivo da arara. Os trabalhos foram coordenados pelo Comitê de Proteção da Arara-Azul-de-Lear, com financiamento do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA).